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SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
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Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Largando
na frente
O que os leitores do ucho.info souberam em março deste
ano, só agora a revista Veja publicou. Em 6 de março,
a coluna informou que o mais polêmico banqueiro tupiniquim,
o “Tantas” (a Justiça ainda nos proíbe
de citar seu verdadeiro nome), comprara uma considerável
fazenda no sul do Pará, cujo valor pago foi quase três
vezes o praticado no mercado local. Agora, na seção
“Holofote”, assinada pelo jornalista Felipe Patury,
a semanal e gigante Veja, em sua última edição,
trouxe nota sobre o assunto. Confira abaixo as notas da coluna
e a publicada pela revista Veja.
Foco
novo
Enquanto a CPI dos Correios não decide se convoca novamente
para depor o mais polêmico de todos os banqueiros tupiniquins,
o mundo das propriedades rurais começa a se movimentar
em função do dinheiro do senhor “Tantas”
(a Justiça fluminense ainda nos proíbe, de maneira
ditatorial, de citar seu nome). Segundo apurou a coluna, o
banqueiro, que está prestes a perder o controle de
mais um empresa de telefonia celular, comprou recentemente,
no sul do Pará, uma extensa fazenda que margeia boa
parte do rio Araguaia, que no passado serviu de cenário
para a polêmica e conturbada guerrilha que marcou a
história política nacional. Ou seja, o Darth
Vader tupiniquim agora vai brincar de Jungle Boy. (número 1066 - segunda-feira, 6 de março
de 2006)
O
que Dantas foi fazer no Pará?
O banco Opportunity, de Daniel Dantas, comprou quatro fazendas
no Pará. Duas pertenciam ao empresário Luiz
Pires e as outras ao pecuarista Benedito Mutran Filho. Ambos
se desfizeram das propriedades porque temiam que elas fossem
invadidas pelo MST. O banco, agora, fecha a compra de uma
quinta fazenda, por 64 milhões de reais. Seus futuros
vizinhos dizem que, em pelo menos uma propriedade, Dantas
age em nome de um político. Os vendedores negam. (Revista
Veja)
Fio
trocado
Há dias, quando perguntado sobre o que faria
caso perdesse a corrida
presidencial, o presidente-candidato Luiz Inácio da Silva
disse que sua intenção era voltar para seu apartamento
em São Bernardo do Campo, a seiscentos metros do sindicato,
de onde olharia para o pessoal que o formou para a política.
Na verdade, não foram os companheiros de sindicato que
formaram Lula para a vida pública, mas apenas o próprio
sindicato serviu de plataforma política para o atual
presidente. Quem quiser de fato saber que foi o responsável
pelo ingresso de Lula no mundo da política deve ir a
um centro espírita e pedir para falar com o general Golbery
do Couto e Silva. (na foto com o então
presidente Ernestpo Geisel)
Ele
não sabia
Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente-candidato,
parece ter se especializado nos escaninhos do governo de Fernando
Henrique Cardoso, deixando para trás os inúmeros
e vergonhosos tropeços de seus mais diletos companheiros,
desde 2003. Em um dos debates com o também presidenciável
tucano Geraldo Alckmin, Lula afirmou que durante a era cardosiana
existia a figura do “engavetador da República”,
em alusão ao então Procurador-Geral Geraldo Brindeiro.
Negar que Brindeiro muitas vezes não dispensou a determinados
assuntos a atenção necessária seria uma
irresponsabilidade jornalística, mas Lula precisa explicar
o que tem feito o deputado Aldo Rebelo desde que assumiu a presidência
da Câmara. Rebelo engavetou inúmeros pedidos de
impeachment do presidente e companheiro Lula. Um deles, o mais
recente, de autoria da empresária Ana Prudente, também
foi engavetado por Aldo Rebelo, que não deu a mínima
para o que determina a lei. Isso porque o comunista Aldo Rebelo
é legislador. Imagine se não fosse.
Pole
position
De novo na frente... Mais uma vez, a coluna antecipou o que
outros veículos de comunicação só
agora anunciam. Que o ex-ministro e deputado cassado José
Dirceu é o mais novo defensor dos interesses do mega-empresário
mexicano Carlos Slim aqui no Brasil. Na edição
de 20 de setembro último, a coluna publicou nota informando
que José Dirceu já acompanhava com atenção
os negócios do mexicano Slim. O que causa estranheza
maior é que o nome de Carlos Slim aparece várias
vezes no relatório da espionagem criminosa que a americana
Kroll fez a pedido do banqueiro “Tantas”.
Arrumando
as gavetas
No próximo dia 28 de setembro, quinta-feira, o banqueiro
Tantas e seus tentáculos empresariais perdem, de fato
e de direito, o controle das empresas Telemig Celular e Amazônia
Celular, sendo que a primeira foi investigada pela CPI Mista
dos Correios por estar envolvida com o publicitário
Marcos Valério e o seu fatídico mensalão.
As duas empresas – Telemig e Amazônia –
estão na mira das concorrentes Vivo e Claro. No contraponto,
a TIM deve ser vendida em breve, como anunciaram os executivos
da Telecom Italia. Acontece que uma operação
opportunista pode estar em marcha. O empresário e ex-especulador
da Bolsa de Valores Naji Nahas estava ontem na Espanha, onde
conversou com diretores da Telefônica, sócia
da Vivo. A Claro, do mexicano Carlos Slim, pode participar
do negócio, que teria o banqueiro opportunista como
timoneiro. E quando o assunto é o mega-empresário
Carlos Slim, o ex-ministro José Dirceu contempla o
movimento com olhar de soslaio. (número 1205 - quarta-feira,
20 de setembro de 2006)
Senhor
Abafa
Tão logo o escândalo do Dossiê Cuiabá
veio à tona, o ministro da Justiça, Márcio
Thomaz Bastos, que desde o escândalo do mensalão
se transformou em criminalista de plantão para alguns
barbudinhos mais ousados, avisou ao presidente Lula que em um
eventual segundo mandato deixaria a pasta. Não faz muito
tempo, Lula chegou a pensar, inclusive, no nome de Nelson Jobim
para substituir Thomaz Bastos, mas sua atuação
no caso do dossiê fez o presidente mudar de idéia.
E Lula quer ver Márcio Thomaz Bastos comandando a pasta
da Justiça por mais quatro anos. Caso o nome de Thomaz
Bastos seja confirmado como ministro, o deputado Arlindo Chinaglia,
que tão mal explicou o termo “advogado de porta
de cadeia”, terá uma nova tarefa. Explicar o que
de fato faz um “advogado de porta de palácio”.
Escambo
oficial
Mentir sobre as possíveis privatizações
que Geraldo Alckmin comandaria
em caso de vitória passou a ser a predileção
discursiva de Luiz Inácio Lula da Silva,
por recomendação de sua equipe de campanha, que
com a invencionice de última hora reverteu o fiasco do
primeiro turno. No final de semana, durante discurso no Rio
Grande do Sul, Lula voltou a afirmar que privatizações
fazem parte do cardápio tucano. O erro de Alckmin e seus
assessores foi ter demorado em rebater as acusações,
pois o que deveria estar sob suspeita é a possibilidade
de corrupção existente nos processos de privatização
durante a era FHC. E se Lula depois de quase quatro anos nada
fez, porque ele próprio admitiu logo no início
ter sido omisso, não é agora que vai enveredar
pelo assunto. Mas se explicações são necessárias,
Lula deveria se apressar em dizer ao povo brasileiro os motivos
que o levaram a entregar os Correios ao PMDB. Presidente, só
não vale dizer que os peemedebistas são especialistas
no assunto. (Foto: citybrazil.com.br)
Vale
a pena ver de novo
Ainda a questão das privatizações...
Lula imagina se agigantar quando fala das privatizações
da era cardosiana, mas a coluna ressuscita nota publicada em
2004, sobre a tentativa do Palácio do Planalto de federalizar
o chamado serviço de inspeção veicular.
De competência dos estados, o tal serviço passaria
para as mãos do governo federal, depois de uma bem engendrada
operação que tinha o então ministro José
Dirceu no comando. As maiores empreiteiras nacionais seriam
as beneficiadas na operação, e para isso antecipariam
um considerável e esverdeado mimo a alguns palacianos.
O assunto só não foi para frente porque a coluna,
como sempre, não deu trégua à esperteza
oficial. Em 19 de maio de 2004, a coluna publicou nota que você,
caro leitor, confere abaixo.
Fazendo
fumaça
Depois que o caso Waldomiro Diniz caiu no esquecimento, petistas
de gabarito preparam uma nova e discutida maracutaia. O serviço
de inspeção veicular, que deveria ser de competência
dos estados, certamente passará para o controle, mesmo
que oficiosamente, do governo federal. O negócio, cujo
período inicial de concessão será de
quinze anos – renováveis por mais dois períodos
idênticos – será dividido em cinco grandes
regiões. Para gerenciar a concorrência e acompanhar
a formatação do projeto, o ministro José
Dirceu teria indicado um advogado de sua confiança,
Ademar Gianini. E pasmem, Gianini, integrante da Coordenação
Nacional do Setor de Transportes do PT, é signatário
de uma proposta batizada de O Modo Petista de Governar Transportes.
Ou seja, pode estar nascendo um novo Waldomiro Diniz. (19/05/04)
Ficou
difícil
Enquanto tenta reverter a difícil
situação apontada pelas pesquisas eleitorais,
o tucano Geraldo Alckmin terá sérios
problemas pela frente,
mesmo saindo derrotado da disputa presidencial. O Ministério
Público Estadual encontrou indícios de superfaturamento
na construção do rodoanel, o anel viário
que, fora do perímetro urbano da maior cidade do país,
São Paulo, interliga as principais rodovias que cruzam
o estado. O assunto, que certamente recheará o próximo
debate entre os dois presidenciáveis, trará a
reboque outra polêmica. Indícios de superfaturamento
nas obras de recuperação rio Tietê, em especial
na sua porção que corta a capital paulista. E
não há nada melhor e mais dourado no sonho de
um empreiteiro do que limpar a calha do Tietê. Até
porque, a cada um quilo de lixo retirado do rio, outros dez
são jogados pelos mal educados moradores da cidade. Resumindo,
uma mina de ouro e sem fim.
Livro
novo Amanhã, terça-feira, 24 de outubro,
o cineasta, jornalista e escritor Ipojuca Pontes lança,
no Rio de Janeiro, o livro “A Era Lula – Crônica
de um desastre anunciado”. A obra do genial Ipojuca –
colunista do ucho.info - é uma radiografia contundente,
porém absolutamente verdadeira, do governo Lula, de 2003
até hoje. O lançamento acontece a partir das 20
horas na livraria Letras e Expressões, rua Ataulfo de
Paiva, 1292 (loja C) – Leblon – Rio de Janeiro.
Para maiores informações ligue para (21) 2511-5085.
Parafuso
solto
Na última semana, a galhofa congressual ficou por conta
da senadora
Ideli Salvatti (PT-SC), que pegou carona no modelo que Lula
adotou para sensibilizar parte do eleitorado, o de maior abandonado.
A parlamentar pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que os adesivos
com quatro dedos, que tomaram conta do País, fossem recolhidos
imediatamente. Para justificar o seu pedido, a senadora disse
tratar-se de discriminação. Ideli Salvatti não
é a pessoa mais recomendada para falar em discriminação,
pois quem acompanha o cotidiano do Congresso sabe muito bem
do que a parlamentar é capaz quando o governo do companheiro
Lula é atacado. Senadora, se Vossa Excelência não
se recorda, a coluna, a qual parece não lhe cair bem,
vai lhe ajudar a recobrar a memória.
Recordar
é viver
Durante sessão do Senado Federal, em que o senador Leonel
Pavan (PSDB-SC), integrante da oposição, interrompeu
o discurso de Ideli Salvatti com ataques ao governo do presidente
Lula, a senador Ideli simplesmente rebateu dizendo “não
falo com senador de bengala”. Portador de deficiência
física, Leonel Pavan caminha com o auxílio de
uma bengala. Senadora, se a inominada autoria dos tais adesivos
é discriminação – e esse colunista
também acha que é – a atitude de Vossa Excelência
foi muito mais discriminatória, por se tratar de um ataque
chulo e desnecessário contra um companheiro de parlamento.
Mancar de uma perna, senadora, é uma obra do destino
que pode, ma maioria das vezes, ter solução. Pior,
senadora, é quando nos deparamos com pessoas mancas de
raciocínio, o que não tem solução
alguma. E se a cassação do mandato por quebra
de decoro não bateu à porta do seu gabinete, é
porque o Criador não discrimina os seus seguidores. Coitados
desses catarinenses.
Minha
filha, meu tesouro Reeleito
a duras penas para o Senado Federal, mas literalmente desacreditado
no Amapá depois que tentou amordaçar a imprensa
local, o ex-presidente e senador José Sarney tem trabalhado,
e muito, diante das pesquisas eleitorais que dão como
certa a derrota de Roseana Sarney na corrida ao governo do Maranhão.
Senadora com mandato até 2011, Roseana, em caso de derrota
para o adversário Jackson Lago, deverá ocupar
um ministério em eventual segundo mandato de Lula. De
início o ex-presidente Sarney pensou no Ministério
das Comunicações, mas a pasta, além de
cobiçada, deve continuar nas mãos de Hélio
Costa, de quem o presidente Lula já anunciou que não
abre mão. A segunda opção em termos de
ministério seria o da Integração Nacional,
uma verdadeira cornucópia dourada que tem freqüentado
o sonho de muitos afoitos. A transposição das
águas do rio São Francisco, o velho Chico, é
de responsabilidade da pasta. E pelo que apurou a coluna na
periferia de São Luís, o pedetista Jackson Lago
deve mesmo ser o próximo governador maranhense.
Fora
do barco Eleito
vice-governador de São Paulo, o ainda deputado federal
Alberto Goldman (PSDB-SP) parece ter desembarcado da campanha
do presidenciável de seu partido, o tucano Geraldo Alckmin.
No último sábado, Goldman, que não exala
simpatia, estava em uma conhecida loja de bebidas e comidas
finas no bairro de Higienópolis, zona oeste da capital
paulista, de onde saiu com uma garrafa de whisky debaixo do
braço. Antes de deixar o estabelecimento, Alberto Goldman
foi interpelado por uma elegante senhora que cobrou uma explicação
para o fato de ter abandonado a campanha de Alckmin. Com expressão
de poucos amigos, Goldman respondeu: “o povo quer”.
O vice-governador eleito é um irresponsável político
ou não sabe ler pesquisas eleitorais. Mesmo que a derrota
que as pesquisas apontam para Alckmin se confirme nas urnas,
o presidenciável tucano sai da disputa com um respeitável
cacife político, porque quarenta milhões de votos
ou mais – é o que Alckmin deve conquistar no segundo
turno - não é um número qualquer.
Caminhão
de mudança
Informado de que cresce a cada minuto a possibilidade de ser
derrotado na disputa pelo Palácio Iguaçu, o governador
licenciado do Paraná, Roberto Requião, resolveu
adotar discursos desesperados na tentativa de impedir a vitória
de seu adversário, o senador Osmar Dias (PDT). Requião,
em seus mais recentes discursos, tem reiterado que Osmar Dias
tem vínculos estreitos com o ex-governador Jaime Lerner,
que boa parte dos paranaenses preferem nem ouvir falar. Acontece
que Roberto Requião, que ainda não falou sobre
o elegante e milionário apartamento de seu irmão,
Eduardo Requião, em Miami Beach, e nem mesmo tocou no
assunto de um charmoso apartamento nos arredores de Paris, tem
mais um imbróglio para desfazer. Explicar ao eleitor
do Paraná essa sua densa e repentina amizade com Hugo
Chávez, o coronel venezuelano que fez do Palácio
Miraflores uma espécie de sede da versão latino-americana
do Khmer Vermelho.
Passando
para frente
Pensando bem, enquanto critica as privatizações,
Lula poderia pensar em privatizar o próprio discurso.
Seria um alívio.
De
lavada (24/10/05)
- Pouco antes de ter início a reunião do Partido
dos Trabalhadores que decidiu pela expulsão do ex-tesoureiro
Delúbio Soares, o senador Aloízio Mercadante,
com toda a arrogância que lhe é peculiar, disse
que era favorável à degola política do
companheiro. Mercadante esquece que sua campanha ao Senado nem
de longe consumiu os valores declarados ao Tribunal Regional
Eleitoral, perto de R$ 5 milhões, sendo que a diferença
certamente foi completada por Delúbio Soares, agora um
ex-petista. Apenas a título de comparação,
uma campanha como a do senador Mercadante, que amealhou pouco
mais de 10,5 milhões de votos, custou, no mínimo,
R$ 1 por cada voto conquistado.