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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Dor
de cabeça
O presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva desembarca
em Curitiba
neste sábado, sob forte tensão, para comício
na tradicional Boca Maldita, centro da capital paranaense. Dois
seriam os motivos da preocupação: os boatos crescentes
de que a revista Veja poderá trazer uma explosiva reportagem
e, de quebra, envolver justamente o Paraná. Um suposto
relatório secreto de nossa embaixada em Caracas, produzido
pelo setor de inteligência, aponta para o financiamento
de campanhas eleitorais no Brasil pelo governo do coronel Hugo
Chávez, especialmente em Pernambuco e no Paraná.
Em Pernambuco, os petrodólares de Chávez estariam
irrigando a campanha de Eduardo Campos (PSB),
amigo dileto do presidente Lula e entusiasta da instalação
de uma refinaria da PDVSA, a estatal petroleira da Venezuela,
e, no Paraná, a riquíssima campanha de reeleição
de Roberto Requião, a mais cara desde 1990, quando José
Eduardo Andrade Vieira, o "Zé do Chapéu",
deu início ao comprometimento da saúde financeira
do extinto Bamerindus em troca de um mandato de senador. (20/10/2006
- 20:28)
Muy
amigos
No caso paranaense, Hugo Chávez chegou a viajar até
Curitiba, onde foi
recebido festivamente por Requião, a quem só chama
de "hermano" e considera o seu principal ponta-de-lança
no Brasil. O informe secreto cita dois fatos que inquietaram
Lula e seu entorno: o primeiro é o de que Chávez
estaria despejando petrodólares no processo eleitoral
brasileiro, fato semelhante ao que ocorreu na Bolívia,
com seu apoio público e notório a Evo Morales.
O segundo, a possibilidade de tal fato contaminar a própria
candidatura de Lula, em sua crucial e derradeira semana. Os
deputados oposicionistas venezuelanos Luis Alfredo Gamargo Lagonell,
Arcádio Montiel e Jenny Cedeño Marquez seriam
os autores de volumoso relatório-denúncia, onde
fatos citados e documentos anexados comprovariam o farto desvio
de fundos da CorpoZulia (Corporación Zuliana de Fomento),
uma espécie de BNDES local, e da própria PDVSA
para as campanhas de Evo Morales na Bolívia e de Eduardo
Campos e Roberto Requião no Brasil. (20/10/2006
- 20:28)
Espetáculo
de quinta
Absolutamente fraco e confuso, o debate entre os candidatos
à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva
e Geraldo Alckmin, serviu apenas para o SBT, que cometeu o grave
erro de não permitir que o experiente jornalista Carlos
Nascimento mediasse o encontro. Mediadora do debate, a apresentadora
e jornalista Ana Paula Padrão penou para fazer valer
a voz do cronômetro. Deixando de lado as propostas para
o futuro do País, Alckmin e Lula, cada um a seu modo,
desfiaram realizações e trocaram acusações.
Se o que se viu na emissora do dono do Baú não
foi o roto falando do rasgado, e vice-versa, certamente foi
um colóquio acalorado entre dois políticos: um
com o cabelo na testa e o outro com botinha sem meia. Até
porque, ambos disseram, repetidas vezes, que são bons.
Tiro
no pé
Há dias, o presidente-candidato Luiz
Inácio Lula da Silva, que embarcou na boataria
da própria campanha, disse que a única coisa que
o PSDB sabe fazer é privatizar. Se as privatizações
marcaram a era cardosiana, não apenas pela venda de companhias
estatais, mas pelas acusações de corrupção,
Lula também adotou postura semelhante em relação
ao Banco do Estado do Ceará (BEC) e o Banco do Estado
do Maranhão (BEM). No caso do BEC, instituição
federalizada, os funcionários tentaram durante onze anos
evitar a privatização, sendo que até os
sindicatos da categoria, que Lula diz conhecer, entraram na
negociação. Mesmo assim, o BEC foi parar nas mãos
do Bradesco, o banco emissor dos cartões de crédito
da Presidência da República, cuja quebra do sigilo
não se conseguiu até hoje. (Foto:
Argenpress)
Indigestão
política
Quando o assunto BEC veio à baila no debate,
em pergunta formulada
pelo tucano Geraldo Alckmin, o presidente nacional
do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), se ajeitou na cadeira.
A federalização do BEC foi motivada pelo rombo
que o banco adquiriu durante o governo de Tasso Jereissati.
Quando passou a instituição a Jereissati, o então
governador e agora deputado federal eleito Ciro Gomes deixou
o BEC com R$ 60 milhões em caixa. Estranho foi o presidente
Lula, ciente do problema, ter optado pelo silêncio. Lula
pode até dizer, como sempre, que desconhecia o assunto,
mas, à época do escândalo, o senador Eduardo
Suplicy denunciou o caso durante discurso no plenário
do Senado. Por outro lado, Lula se comprometeu ao não
fazer grandes mudanças na diretoria do BEC, toda ela
indicada por Tasso Jereissati. Ou seja, ninguém pode
mais falar em ética.
Liquidação
oficial
No rastro das privatizações, tão condenadas
pelo presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva,
estão duas outras instituições financeiras.
O Banco do Estado de Santa Catarina, o Besc, e o Banco do Estado
do Piauí, o BEP, em breve estarão nas mãos
da iniciativa privada. Deixando de lado o alvo das recentes
mentiras petistas, as privatizações, é
bom lembrar que o Banco do Nordeste do Brasil, o BNB, é
um verdadeiro ninho de escândalos, que o Palácio
do Planalto, não é de hoje, finge não enxergar.
Voltando ao Besc, o banco que nos últimos três
anos serviu de porto seguro para muitos companheiros, Lula deveria
se preocupar em explicar ao povo brasileiro quais foram os critérios
técnicos adotados para indicar Eurides Mescolotto como
presidente da instituição financeira. Só
porque é ex-marido da senadora Ideli Salvatti não
convence.
Ambulância
rouge
Durante o debate do SBT, Lula não insistiu tanto na tese
de que a Saúde no Brasil caminha às mil maravilhas,
mas afirmou que o setor vive o seu melhor momento. Para fustigar
o médico Geraldo Alckmin, que contrariou o adversário,
Lula disse que o tucano não conhece a saúde pública,
porque dela não faz uso. De fato Geraldo Alckmin, como
outros tantos milhões de brasileiros, não faz
uso da saúde pública, pois foi empurrado pelo
Estado para entupir os cofres das empresas de medicina privada.
Mas o populista Lula não tem moral para tratar do assunto,
pois o hospital freqüentado pelo presidente–candidato
é o melhor da capital federal: a sala de embarque da
Base Aérea de Brasília. Presidente, enganar o
povo faz parte da politicagem, mas falar em saúde pública
não é para quem faz check up no Instituto do Coração,
em São Paulo, às custas do erário.
Gelo
e limão
Novamente embriagado pela certeza da vitória,
Lula, durante o debate do SBT, exibiu arrogância e ironia
desnecessárias. Mesmo fugindo de algumas respostas, o
presidente-candidato tentou, como sempre, passar ao eleitor
uma imagem de alguém que inexiste: a de um salvador da
pátria. Vergonhoso desconhecedor dos números do
próprio governo, pois precisou da ajuda de uma nada discreta
cola preparada pela assessoria de campanha, Lula mostrou o que
de fato será seu segundo mandato: um governo mambembe
que fará do populismo e de um criminoso assistencialismo
o pano de fundo para a derradeira implementação
do projeto totalitarista com que sonha há anos. Essa
história de que o Brasil será a maior democracia
do mundo é balela eleitoral.
Calou
por quê?
A maior prova de que o Brasil
caminha rumo ao retrocesso em termos de liberdade é o
esforço que o Palácio do Planalto tem feito para
omitir a
verdade sobre o Foro de São Paulo, encontro convocado
pelo próprio Lula em 1990 e que reuniu os principais
líderes do socialismo latino-americano. A idéia
do Foro de São Paulo era, como ainda é, resgatar
o conceito socialista que se esvaiu com a democratização
do leste europeu, relançando o comunismo em termos mundiais
através da América Latina e tendo o Brasil como
principal plataforma de lançamento. Com a operação
coordenada, até então, pelo hoje cambaleante Fidel
Castro, o relançamento do comunismo exigiu um
engodo popular. Considerada a maior porção católica
do planeta, a América Latina jamais aceitaria projeto
de tamanha envergadura tendo um anti-Cristo como Fidel no comando.
Foi então que, tempos depois, mais precisamente em janeiro
de 1998, o polonês Carol Wojtyla, o papa João Paulo
II, caiu na esparrela do ditador cubano e desembarcou na ilha
caribenha. A partir daquele momento estava garantido o objetivo
do esquerdismo criminoso que dominou o Foro de São Paulo.
Tudo
combinado
Controvérsias existem
sobre o tal Foro de São Paulo, mas evidências surgidas
nos últimos tempos mostram que trata-se de uma verdade
que,
quando ressuscitada, incomoda de sobremaneira os envolvidos.
A presença ilegal das Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia (Farc) no Brasil é uma prova cabal
da intenção desses que se dizem salvadores da
humanidade, sem contar a milionária doação
financeira da organização narco-terrorista à
campanha de Lula, em 2002, assunto que até hoje não
foi esclarecido e que leva os petistas palacianos ao desespero.
Outro detalhe importante – que por interesses escusos
e óbvios tem passado ao largo da atenção
do eleitorado – é o suposto impasse sobre o gás
boliviano. O aumento exigido pelo cocalero Evo Morales não
passa de uma armadilha financeira para financiar o projeto,
dinheiro esse que sairá do bolso do consumidor brasileiro.
A crise do gás, que parece estar em banho-maria, só
seria retomada se Lula perdesse a corrida presidencial. Por
outro lado, causa preocupação a possibilidade
de Marco Aurélio Garcia, presidente interino do PTR e
coordenador da campanha presidencial petista, assumir importante
ministério no segundo mandato do governo Lula. O Foro
de São Paulo existe – e está mais do que
provado – e só não enxerga aquele que é
tomado por uma cegueira política incomum. (Foto:
citybrazil.com.br)
Terra
de ninguém A cada novo dia que surge fica claro porque o
núcleo duro do poder vocifera seu descontentamento com
notícias aqui publicadas. Na última quarta-feira,
esta coluna trouxe, mais uma vez, o lado bisonho de uma transação
imobiliária ocorrida no sul do Pará, meses atrás.
Uma gigantesca propriedade rural – que mudou de mãos
por quase três vezes o valor de mercado – é
a mais nova preocupação do PT. Com o agronegócio
indo por água abaixo, causa estranheza alguém
adquirir uma fazenda por valores fora dos padrões de
mercado. O assunto não só caiu como uma bomba
na tropa de choque petista, como causou uma enorme preocupação.
Quando aqui noticiado, o fato foi rotulado por muitos como sandice.
Agora, com a comprovação vinda de setores rebelados
do próprio governo, o assunto tem deixado muita gente
sem dormir.
Piada
de salão
A mais nova galhofa da política tupiniquim é a
inesperada concordância do PT para que o processo de investigação
do Dossiê Cuiabá não tramite sob segredo
de Justiça. Ontem, o presidente Lula disse que pagaria
pelos erros do escândalo caso ficassem comprovados. Em
seguida, Marco Aurélio Garcia anunciou a decisão
de solicitar à Justiça o fim do segredo do processo,
como forma de ludibriar novamente o eleitor. Como se sabe, a
especialidade maior do PT nos últimos tempos foi ajeitar
situações de dificuldade. A maior delas ocorreu
no caso Celso Daniel, assunto que até hoje continua sem
solução. O PT se mobilizou de maneira jamais vista,
conseguindo abafar um dos maiores escândalos políticos
dos últimos tempos. Todos os que insurgiram contra a
vontade dos atuais donos do poder morreram ou foram ameaçados
de morte, como é o caso do editor da coluna. Mais tarde,
a eficiência petista em abafar casos pode ser comprovada
no caso de Francenildo Costa, o caseiro Nildo. O assunto foi
discutido à exaustão, enquanto emissários
palacianos organizavam os bastidores do crime.
Arrumando
a sala
Ainda o dossiê... Enquanto Márcio Thomaz Bastos,
ministro da Justiça que foi guindado ao cargo de criminalista
do governo, controlava a escandalosa situação
pressionando a Polícia Federal, mais uma vez os bastidores
do crime foram devidamente arrumados. Inicialmente a preocupação
maior era com os dólares que entraram no Brasil ilegalmente.
Depois descobriu-se que os mesmos dólares entraram no
País legalmente, através de uma operação
financeira capitaneada pelo Banco Sofisa. Abafado o caso dos
dólares, a preocupação passou a ser a fortuna
em Real. Semanas mais tarde, surge a informação
de que o dinheiro é proveniente do jogo do bicho. Ora,
há muito que jogo do bicho não é crime,
mas contravenção. E está aí mais
uma armação ilimitada com a marca registrada do
PT, que precisou de um pouco mais de tempo para novamente organizar
os bastidores do crime.
Amnésia
oficial Enquanto
a disputa presidencial ferve nas paragens tupiniquins, Venezuela
e Guatemala disputam palmo a palmo o direito de ocupar temporariamente
uma cadeira no Conselho de Segurança da Organização
das Nações Unidas, a outrora poderosa ONU. O assunto,
que já fez parte do discurso de Lula, parece ter caído
no esquecimento presidencial. Durante meses a fio, o presidente
Lula rodou o mundo à cata de apoio para que o Brasil
fosse membro permanente do Conselho, mas nada disso deu resultado.
Para persuadir os possíveis apoiadores, Lula, ao arrepio
da lei, perdoou dívidas de alguns dos chamados países
pobres. Mesmo que a vaga no Conselho de Segurança da
ONU não venha, resta saber qual a diferença entre
perdoar uma dívida e não fazer força para
recebê-la.
Castelo
de areia De
um tempo para cá, nem tudo é alegria no mundo
dos Sarney. Ex-presidente e senador pelo PMDB do Amapá,
José Sarney sofreu, e muito, para ser reeleito ao Senado,
o que lhe obrigou a amordaçar criminosamente a imprensa
daquele estado, que insurgiu contra o último dos coronéis
maranhenses. Já na terra do arroz com cuxá, o
Maranhão, a situação de Roseana Sarney
(ainda PFL), que disputa, em segundo turno, o governo local
com Jackson Lago (PDT), não é das mais confortáveis.
Segundo apurou a coluna, o clima na campanha de Roseana Sarney
é típico de velório. Os assessores de campanha
não recobram o ânimo nem mesmo ao som do jingle
gravado pela competente Alcione, que canta “volta Roseana”.
Ao que parece, Roseana pode não voltar. Pode, bem entendido!
Capítulo
novo
Mais uma vez está provado que responsabilizar os pilotos
americanos pelo acidente com o Boeing da Gol, tão logo
ocorreu a tragédia, foi a única saída que
o Palácio do Planalto encontrou para evitar que o assunto
despencasse, dois dias antes do primeiro turno da corrida presidencial,
sobre a campanha de Lula, à época fragilizada
pelo escândalo do Dossiê Cuiabá. Nos últimos
dias, o discurso das autoridades federais envolvidas na investigação
é bem diferente. O ministro da Defesa, Waldir Pires,
que chegou a afirmar que a culpa era dos pilotos do jato Legacy,
disse ontem que por enquanto não há nada comprovado.
No contraponto, o jornal O Estado de São Paulo divulgou,
dia desses, o conteúdo de uma fita que aponta para uma
falha dos controladores de vôo. Resumindo, com a reeleição
do presidente Lula quase em céu de brigadeiro, até
a verdade sobre o acidente pode aterrissar. (Foto:
Eric Cordeiro)
Popstar
tupiniquim
Pensando bem, depois de abusar da expressão “como
nunca foi feito”, Lula deveria comprar o rancho de Michael
Jackson. O “Neverland”.
Vida
dura (21/10/05)
- Independentemente de esquerda ou direita, não há
quem não se renda às benesses do capitalismo.
Durante a semana que ora finda, representantes da esquerda mundial
compareceram ao 11º Congresso do Partido Comunista do Brasil,
o PCdoB, que aconteceu na elegante Academia de Tênis de
Brasília, que no passado serviu de reduto de colloridos
famosos. Os convidados do PCdoB, que em seus respectivos países
defendem o socialismo com unhas e dentes, se refestelaram nas
mordomias de hotéis luxuosos de Brasília, a exemplo
do que aconteceu no badalado e disputado Blue Tree, um dos mais
caros da cidade. Em outras palavras, não existe nada
mais conservador do que um revolucionário no poder.