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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
PARCEIROS
VOX
LIBRE
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Fim
de linha
Desde antes do início da corrida presidencial, as chances
de reeleição do presidente Lula jamais foram deixadas
de lado pela coluna, muito pelo contrário. Com novas
pesquisas apontando o candidato petista na dianteira da disputa
– em uma das pesquisas a vantagem é de vinte pontos
percentuais – fica provado que a quase certa vitória
nas urnas, no próximo dia 29, não será
de Lula, mas da boataria que tomou conta do País. O que
antes estava restrito aos assessores de campanha, o próprio
candidato já incorporou em seu discurso. Lula, nesta
terça-feira, disse, de maneira pífia e vergonhosa,
que Geraldo Alckmin quer privatizar o avião da Presidência
da República, o Aerolula. Pior do que isso é imaginar
o Brasil nas mãos de alguém que tem um discurso
típico de porta de boteco.
Golpe
duro
Estranhamente barrado nas urnas, o deputado federal
Antonio CarlosBiscaia (PT-RJ), presidente da CPI das Sanguessugas,
anunciou oficialmente, durante sessão da Comissão,
que é criminosa a origem do dinheiro apreendido pela
Polícia Federal com petistas que tentavam comprar um
dossiê contra candidatos tucanos. Se um integrante do
partido assume publicamente a existência de um crime dentro
de outro, ou seja, dinheiro de origem criminosa para financiar
uma operação de características idênticas,
a candidatura do presidente Lula está comprometida. É
fato que os petistas podem alegar que se trata de uma tentativa
de golpe, mas se o advogado for bom e os ministros do TSE cumprirem
à risca o que manda a legislação, Lula
não toma posse.
Fuzilamento
político
Uma saída para tal impasse jurídico vem
sendo tratada há dias pela
cúpula do PT, sempre com a assessoria do criminalista
Márcio Thomaz Bastos. A saída encontrada pelo
PT – é a única, diga-se de passagem –
é transferir a responsabilidade do escândalo do
Dossiê Cuiabá para o senador Aloízio
Mercadante, candidato derrotado ao governo paulista.
A situação de Mercadante, que já não
é das melhores, pioraria consideravelmente. Eleito para
o Senado Federal com pouco mais de 10,5 milhões de votos,
Aloízio Mercadante estaria se retirando da política
por longos oito anos. Pelo simples fato de que sua cassação
será inevitável. Resta saber se Lula, para salvar
sua reeleição, vai rifar o companheiro de partido.
Baderna
na corte
Em clima que deixou para trás aquelas folclóricas
discussões de fundo de quintal, parlamentares que integram
a CPI das Sanguessugas aprovaram, depois de muita discussão,
a convocação dos envolvidos no caso do Dossiê
Cuiabá. Ricardo Berzoini, deputado federal reeleito e
presidente licenciado do PT, e mais sete acusados serão
ouvidos pela CPI após as eleições. Estranho
foi o acordo entre governistas e situacionistas, que poupou
os ex-ministros da Saúde – de Lula e FHC - da obrigatoriedade
de comparecer perante a Comissão para as mais que devidas
explicações. José Serra, Barjas Negri,
Humberto Costa e Saraiva Felipe foram convidados a depor. E
como em caso de convite cabe a recusa, ninguém vai aparecer.
Fossem inocentes, como alegam, já teriam se antecipado
e esclarecido os fatos. Mais: deixar a convocação
de Abel Pereira, lobista dos criminosos das ambulâncias
durante a era FHC, para ser votada depois das eleições
foi um ato criminoso contra o raciocínio do eleitor.
Castelo
de areia
A quebra do sigilo bancário e fiscal de Freud
Godoy, por parte da CPI
das
Sanguessugas, pode revelar não apenas o seu envolvimento
no escândalo do Dossiê Cuiabá, mas outras
possíveis transações financeiras supostamente
inexplicáveis, como a propriedade de imóveis milionários
em Santo André, próspera cidade do ABC paulista.
Dependendo do período da quebra do sigilo, não
será apenas o segurança presidencial que irá
precisar de uma ajuda do Freud da psicanálise.
Rampa
da forca
Em sua página “Conversa Afiada”,
na rede mundial de computadores, o jornalista Paulo Henrique
Amorim trouxe nesta terça-feira a gravação
da conversa do delegado federal Edmilson Pereira Bruno, responsável
pela prisão dos petistas que tentavam comprar o Dossiê
Cuiabá. No encontro, Pereira Bruno insiste com repórteres
de três importantes veículos da imprensa para que
as fotos do dinheiro do dossiê fossem divulgadas o quanto
antes. Confirmado que o delegado agiu por motivação
política, o mesmo deverá ser penalizado com o
rigor da lei, levando a reboque os jornalistas que lhe deram
guarida, pois o compromisso da imprensa deve ser com a verdade.
Pelo menos é o que os diplomados e sindicalizados cobram
dos “troca-letras” sem canudo. Por outro lado, fazer
de Edmilson Pereira Bruno um louco tem sido uma obsessão
do governo Lula, que insiste em não revelar a origem
do dinheiro imundo e criminoso do dossiê. A democracia
só é válida quando há um equilíbrio
de forças. Ou seja, o pau que bate em Chico, bate em
Francisco.
Dedicação
premiada?
Com a promessa de manter a fonte
em absoluto segredo, a coluna obteve uma informação,
junto a graduados militares – os quais torcem o nariz
para o que aí está em termos de governo –
que antecipa o perfil de um possível segundo mandato
de Luiz Inácio Lula da Silva. Com a possibilidade, cada
vez maior, de Waldir Pires deixar o Ministério da Defesa
a partir de 2007, caso Lula seja reeleito, a pasta seria comandada
por ninguém menos que Marco Aurélio Garcia, coordenador
da campanha presidencial e presidente em exercício do
Partido dos Trabalhadores. E o último a sair que apague
a luz.
Chumbo
grosso
O que a coluna antecipou deve
se confirmar nos próximos dias. A nota oficial divulgada
pela Polícia Federal, rotulando de “levianas e
fantasiosas” as informações contidas na
reportagem da revista Veja, é de fato um documento da
instituição, e não da maioria de seus integrantes.
Um manifesto contra o ministro Márcio Thomaz Bastos,
condenando a operação abafa que foi imposta às
investigações sobre o escândalo do dossiê,
estaria em marcha dentro da organização. Até
onde apurou a coluna, o documento, que começou a circular
ontem, já teria as assinaturas de oitenta e seis delegados
e mais de trezentos agentes.
Problema
rural Uma gigantesca propriedade no sul do Pará,
que mudou de dono recentemente – pertencia ao pecuarista
Bené Mutran – pode ser a senha misteriosa que,
além de causar um enorme estrago na campanha presidencial
petista, deve decidir o nome do próximo presidente da
Câmara dos Deputados. Comprada por quase três vezes
o valor de mercado, a fazenda foi adquirida, não faz
muito tempo, por um rico empresário cearense, com prósperos
negócios em Brasília, que além de freqüentar
o anexo IV da Câmara dos Deputados e ter passagens pela
Esplanada dos Ministérios, nutre uma conhecida paixão
por carros importados, em especial pelos da marca alemã
BMW. Escolhido para assumir o temporário papel de proprietário
oficial da fazenda, o empresário tem patrimônio
que justifica a aquisição e, principalmente, uma
sua suposta fidelidade ao Palácio do Planalto. O verdadeiro
dono, que nos últimos dias deixou de dormir por medo
de um novo escândalo, já admite a possibilidade
de abrir mão da propriedade, adquirida com o dinheiro
sujo advindo de um acordo para proteger um conhecido banqueiro.
A coluna já noticiou o fato, meses atrás, mas
agora a confirmação veio de dentro do próprio
governo, depois que a região Amazônica passou a
ser rastreada em virtude do acidente com o Boeing da Gol.
Pingos
nos is
Quando, um dia após o acidente com o avião da
Gol, insistimos na tese de que o erro humano a que as autoridades
se referiam poderia ter sido cometido pela torre de controle,
muitos imaginaram ser um casuísmo do editor, quando,
na verdade, irresponsável foi quem acusou antecipadamente,
e sem prova alguma, os dois pilotos do jato Legacy. Segundo
reportagem do jornal O Estado de São Paulo, o conteúdo
de uma das gravações da torre de controle complica
os controladores de vôo que trabalhavam no dia do acidente,
pois os pilotos do Legacy teriam recebido ordens para mudança
de altitude. O ministro da Defesa, Waldir Pires, se apressou
em desmentir o teor da matéria do jornal, repetindo o
que nos últimos tempos passou a ser comum no governo
Lula: desmentir, quando interessa, a imprensa. Confirmado oficialmente
o que muitos ainda insistem em omitir, ficará provado
que a única coisa que não poderia cair na campanha
petista, depois do dossiê, era um avião lotado
de passageiros. (Foto: Dario Crusafon)
Óleo
de peróba
Quando, em 2004, disputou a prefeitura de Fortaleza, a petista
Luizianne Lins atacou, o quanto pôde, o presidente Lula,
a bordo de uma acidez verborrágica de fazer inveja a
políticos da oposição. Luizianne, que enfrentou
a horda palaciana durante toda a campanha, chegou a desafiar
o companheiro de partido. Dois anos mais tarde e algumas viagens
a Brasília no currículo, Luizianne Lins, prefeita
de Fortaleza, agora coordena a campanha de Lula no Nordeste,
ao lado de Ciro Gomes. Em recente discurso no Ceará,
ocasião em que pediu votos para o presidente-candidato,
Luizianne se fez acompanhar de José Nobre Guimarães,
mentor dos dólares na cueca e irmão de José
Genoíno. Se à alcaidessa fortalezense faltou coerência
ao se curvar diante de Lula, ao presidente sobra desfaçatez
quando diz estar pronto para discutir ética. Quem tem
José Nobre Guimarães como cabo eleitoral não
tem moral para tanto. Clique
e assista ao vídeo em que Luizianne Lins aparece ao lado
do verdadeiro dono dos dólares na cueca.
Fiasco
com penas Protegido
político do agora governador eleito José Serra,
o ainda deputado federal Eduardo Paes, derrotado na corrida
ao governo do Rio, declarou apoio, no segundo turno, ao candidato
do PMDB, senador Sérgio Cabral, que apóia e tem
o apoio do presidente Lula, adversário do tucano Geraldo
Alckmin. Tal situação mostra que Serra já
não controla o secretário-geral do PSDB –
chegou ao cargo por obra do governador eleito – ou age
a mando do próprio protetor político. A decisão
de Eduardo Paes mostra o tamanho da rachadura que existe no
ninho tucano. Mais: de sub-prefeito da Barra da Tijuca a deputado
federal foi algo em demasia para o talento de Eduardo Paes.
Justiça
feita Na
edição de ontem, terça-feira, a coluna
publicou nota sobre as
mulheres não gaúchas que proporcionaram fama ao
Rio Grande do Sul, lembrando que às mulheres daquele
estado, que o editor aprendeu a gostar de maneira irreversível,
não falta competência para tarefa idêntica
ou maior. A nota fez menção às que se destacaram
no mundo da política e do poder, e não a todas
as mulheres da terra dos farroupilhas. Leitor da coluna, Rogério
Brodbeck enviou e-mail lembrando que muitas “gaúchas
da gema”, nascidas e crescidas no Rio Grande, deram fama
a uma das mais importantes unidades da federação.
E Brodbeck lembrou algumas das gaúchas que se destacaram
nas últimas décadas: Yolanda Pereira, Yeda Maria
Vargas, Rejane Vieira Costa, Deise Nunes, Elis Regina, Lya Luft,
Ana Hickmann e Gisele Bündchen. Se a César
o que é de César, a todas as gaúchas aquilo
que lhes pertence: a competência reconhecida.
Bola
fora
Vítima de câncer, Sandra Machado Arantes
do Nascimento, que só pode
usar o sobrenome do pai depois de uma longa disputa judicial,
morreu nesta terça-feira, em Santos, no litoral paulista.
Internada às pressas no último final de semana
com grave problema respiratório, Sandra expressou o seu
último desejo antes de passar para o outro lado da vida:
encontrar o pai, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé,
o Atleta do Século passado, porém ainda imbatível.
Alegando não se sentir bem em cerimônias fúnebres,
Pelé não compareceu ao velório da filha,
da mesma forma que não irá ao enterro. Pelé,
como ninguém, entendeu a alma da bola. Edson, como pai,
não soube interpretar o coração da própria
filha. Uma pena seu Edson! (Foto: Agência
Estado)
Piada
de salão
Pensando bem, depois de abandonar o que prometeu em 2002, Lula,
em 2006, insiste que é um maior abandonado.
Descendo
a ladeira (19/10/05)
- Exibindo um desespero sem precedentes na tentativa de salvar
o próprio mandato, o ainda deputado José Dirceu
(PT-SP) enviou carta aos 512 deputados da Câmara, na qual
tentou se defender das acusações. Ex-petista,
mas agora integrante do PSOL, o deputado Chico Alencar (RJ)
discordou do conteúdo da carta de Dirceu principalmente
quando o parlamentar paulista alega que “pelo menos, no
Brasil, ocorre exatamente o contrário. O político,
aqui, tem privilégios e imunidade em demasia. O problema
também não se resume à falta de simpatia
no tratamento com os políticos quando era ministro. Quando
um poder é exercido de forma democrática e horizontal,
não há necessidade de simpatia. Ele tem que se
preocupar se foi justo ou não”. E, como sempre,
José Dirceu foi injusto, arbitrário e autoritário.