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CASOS
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SENAC SÃO PAULO
Azeite
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Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Sinuca
de bico
Um dos melhores programas jornalísticos da televisão
brasileira, o Roda
Vida, da TV Cultura, levou ao ar nesta segunda-feira a entrevista
com o presidente-candidato Luiz Inácio Lula da
Silva, gravada no Palácio da Alvorada, em Brasília.
Não fosse o comprometimento de um dos entrevistadores
com o governo do PT, o Roda Viva com o presidente Lula teria
sido uma excelente oportunidade de escolha para o eleitor indeciso.
Questionado sobre a meteórica ascensão profissional
de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que tem
a Telemar como sócia em sua empresa de jogos eletrônicos,
Lula teve dificuldades para responder. O presidente disse que
ele, sua mulher e o filho, assim como qualquer membro de sua
família, estão sujeitos às regras da lei,
a exemplo do que acontece com qualquer cidadão. Lula
tentou escapar da pergunta, mas esqueceu que um de seus irmãos,
Genival Inácio da Silva, o Vavá, atuou como lobista
na Petrobras, na Caixa Econômica Federal e até
mesmo no Palácio do Planalto. E ele, o presidente, como
sempre não sabia. (Foto: radiometropole.com.br)
Saia
justa
Visivelmente irritado com o questionamento sobre os
negócios do filho, o
presidente Lula lembrou que a Telemar é uma empresa privada,
mas deu pouca – ou quase nenhuma – importância
ao fato de o BNDES e alguns Fundos de Pensão serem acionistas
da companhia. Lula pode até querer mascarar a verdade,
mas alguns detalhes não deixam dúvidas sobre o
lado bisonho da parceria Telemar-Lulinha. Quando foi criado,
logo nos início do governo Lula, o Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social, que ficou conhecido como Conselhão,
tinha entre seus oitenta e dois conselheiros o presidente do
grupo Telemar, Pedro Jereissati. Com a saída de Pedro
Jereissati, a vaga foi ocupada por Carlos Jereissati Filho,
também executivo do grupo empresarial. Ou seja, o Palácio
do Planalto é o único lugar do mundo onde as coincidências
não apenas acontecem, mas são absolutamente normais.
Fogo
cruzado
“Levianas e fantasiosas”. Assim a Polícia
Federal, em nota oficial, classificou as informações
contidas na reportagem da revista Veja sobre
o escândalo do Dossiê Cuiabá. A publicação
afirma que Freud Godoy, o segurança
do presidente Lula, encontrou com Gedimar Passos, na sede do
órgão em São Paulo, fora do horário
de expediente e sem autorização oficial. Tentar
desqualificar a revista Veja não é novidade desde
que Lula chegou ao poder. Todos os que contrariaram as vontades
nada democráticas dos inquilinos palacianos sofreram
as mais distintas represálias. O fato é que deixar
de considerar a competência e a lisura profissional do
jornalista Márcio Aith, autor da referida reportagem,
é covardia. Dono de um caráter que dispensa reparos,
Aith não chegou ao cargo que ocupa por ser um irresponsável
que desconhece o significado da palavra ética. Mais:
desde que publicou reportagem sobre supostas contas bancárias
internacionais, creditadas a integrantes do governo Lula, inclusive
ao próprio presidente, por um banqueiro trapalhão,
Márcio Aith passou a freqüentar a alça de
mira do Palácio do Planalto.
Abafa
geral
Estender o prazo das investigações sobre o escândalo
do dossiê deixa evidente que o Planalto insiste em fazer
da Polícia Federal uma polícia de governo. Vítima
de variados desmandos, a PF é uma instituição
que reúne homens probos e profissionais altamente qualificados,
sendo que a nota divulgada para contestar a reportagem pode
não representar o pensamento de seus integrantes. A decisão
sobre o caso só deve sair após as eleições,
mas Lula deve estar ciente de que, mesmo eleito, pode não
assumir por conta da verdade que está sendo diuturnamente
abafada. Para dar a impressão que nada de amoral ocorre
nos bastidores do poder, o ministro Márcio Thomaz Bastos
negou qualquer interferência no processo. E, como sempre,
voltou a utilizar o vernáculo causal. Por ocasião
do Nildogate, o imbróglio da quebra do sigilo do caseiro
Francenildo Costa, o ministro falou em nexo causal. Agora foi
a vez da cadeia causal.
Escondendo
o ouro
O presidente da CPI das Sanguessugas, deputado Antonio
Carlos Biscaia
(PT-RJ), que esteve em Cuiabá nesta segunda-feira, revelou,
após encontro com autoridades da Polícia Federal,
que é criminosa a origem do dinheiro apreendido com petistas
e que seria utilizado na compra do dossiê que supostamente
incriminaria candidatos tucano. A informação,
já confirmada oficialmente, tem detalhes que complicariam
ainda mais o escândalo que abalou a candidatura de Luiz
Inácio Lula da Silva, ainda no primeiro turno. À
coluna, um dos parlamentares da CPI, que estiveram na capital
mato-grossense, revelou que o dinheiro do dossiê é
originário do jogo do bicho. Caso fique provado que a
ação beneficiaria a campanha do presidente Lula,
sua candidatura passa a ter mais um motivo para ser impugnada.
Além do escândalo em si, o envolvimento com o criminoso
jogo do bicho, do qual o PT de Santo André já
se valeu durante o período em que arrecadava propinas
na cidade do ABC paulista.
Parlapatão
oficial
Em um dos discursos do final de semana, Lula, o presidente-candidato,
voltou a falar em “elite conservadora”, como forma
de colocar o
eleitorado contra seu adversário na corrida presidencial,
o tucano Geraldo Alckmin. Se existe no Brasil
essa tal elite conservadora, e deve existir, ela – a elite
– foi nababescamente recompensada por Luiz Inácio
da Silva, o presidente Lula. Não há nada mais
bizarro e inconstitucional do que o chamado “crédito
consignado”, criado para entupir, ainda mais, a já
abarrotada cornucópia dos banqueiros nacionais. As maiores
vítimas dessa invencionice financeira são os aposentados
– um em cada três já caiu na armadilha –
que agora sofrem para sobreviver com o que sobra do minguado
benefício pago pela Previdência Social. As instituições
financeiras gazeteiam juros reduzidos, mas são excessivamente
altos considerando que o risco de não receber do governo
federal é zero. Afinal, o valor do empréstimo
vem descontado mensalmente na aposentadoria. Então, que
elite conservadora é essa que o presidente Lula tanto
ataca?
Promessa
não é dívida
Quando ainda estava em campanha
pela presidência, em 2002, o então candidato Lula
prometeu criar 10 milhões de novos empregos em quatro
anos, o que até agora não aconteceu. O programa
Primeiro Emprego foi um fiasco, e até o Exército
foi chamado para fazer do ingresso na área militar uma
espécie de emprego de estréia. Agora, de olho
em mais quatro anos de mandato, Lula, em seus programas eleitorais,
anuncia que criou 7,5 milhões de empregos, sendo que
5,5, milhões são com carteira assinada, como se
isso não fosse uma garantia prevista na CLT. É
fato que FHC pouco fez para a geração de novos
postos de trabalho, mas ninguém pediu para o petista
prometer. De mais a mais, emprego sem carteira assinada é
sub-emprego, e uma tremenda heresia na boca de um ex-sindicalista.
Ou seja, Lula ainda deve 4,5 milhões de empregos. E se
quiser cumprir o que prometeu, terá de criar 41 novos
postos de trabalho por minuto, até 31 de dezembro.
Tropa
de choque
Quem se espantou com a dedicação
em tempo quase integral de vários ministros na campanha
pela reeleição do presidente Lula, da missa não
sabem nem mesmo a metade. Perto de mil funcionários comissionados
do Banco do Brasil estariam mobilizados na campanha do presidente
Lula em todo o País. Muitos pediram afastamento voluntário,
mas outros estão fazendo campanha sem que seus superiores
cobrem a presença no trabalho. E como o Brasil á
terra do jeitinho, um grupo de mais criativo pediu licença
por motivos de saúde. Provavelmente porque todos são
doentes pelo imperador Dom Lula I.
Base
de troca Sindicatos e outras entidades de classe, em especial
as que congregam servidores públicos, mobilizaram-se
nos últimos dias para reforçar a campanha pela
reeleição do presidente-candidato. Em troca, Lula,
que diante do eleitor finge desconhecer essas manobras escusas,
poderá anunciar alguns benefícios para as categorias
envolvidas até o fim do segundo turno ou, então,
se comprometer em atender, em um possível novo mandato,
a uma lista de reivindicações, como o reajuste
salarial. Outro instrumento de persuasão que está
no embornal do Palácio do Planalto é a agilização
do pagamento dos precatórios trabalhistas, assunto que
agradaria à grande maioria do funcionalismo. Em outras
palavras, o vale-tudo do passado, que Lula prometeu combater,
está maior e mais encorpado.
Mudança
radical
Mesmo com a inadequada verborragia do vice, Paulo Feijó,
a tucana
Yeda Crusius, que agora conta com o apoio do
PMDB, deve mesmo ser a próxima inquilina do Palácio
Piratini, sede do Executivo gaúcho. Caso o candidato
petista Olívio Dutra, o Stalin de Bossoróca, não
consiga um daqueles milagreiros que fazem chover no deserto,
o machismo gaúcho, folclore nacional, deve se preparar
para ver o poder de saias. A crescente possibilidade de vitória
de Yeda Crusius, na qual a coluna apostou isoladamente desde
antes do processo eleitoral, pode inaugurar uma nova fase no
cenário político do Rio Grande, até agora
governado por homens. Porém, é bom lembrar que
as mulheres que fizeram a fama do Rio Grande do Sul sempre foram
consideradas forasteiras na terra dos farroupilhas. Anita Garibaldi
era catarinense. Dilma Roussef, ministra-chefe da Casa Civil,
mineira. Ellen Gracie Northfleet, presidente do STF, carioca.
Yeda Crusius, possível governadora, paulista. O que não
significa que a banda feminina gaúcha careça de
competência.
Azeite
quente
Os recentes sobrevôos que o mais polêmico de todos
os banqueiros tupiniquins, o “Tantas” (a Justiça
ainda nos impede de citar seu nome), tem realizado sobre São
Paulo podem causar estragos consideráveis na política
local. Monitorado à distância por parte da entourage
petista, Tantas teria desembarcado na Paulicéia Desvairada,
dia desses, para vistas políticas que muitos rotulariam
como “vampirescas”. O fato de a Polícia Federal
estar buscando explicações para uma suposta, porém
bisonha, aproximação entre o segurança
presidencial Freud Godoy e o outrora mega-especulador Naji Nahas
pode não ser uma mera coincidência. Especialistas
no assunto garantiram à coluna que, até a eleição,
a fervura sobe de qualquer maneira.
Pisando
na bola Acreditar
que o Brasil vai bem, como alardeia o Palácio do Planalto,
é uma sandice. A exemplo do que ocorreu em governos anteriores,
Lula abusa da maquiagem oficial para mostrar um país
que inexiste. Por outro lado, a recente história política
mundial mostra que dificilmente quem está no poder não
se reelege. E por aqui, a continuar assim, Lula corre o risco
de ser reeleito para comandar o Brasil, com bem entender, por
mais quatro anos. A oposição, que se derrotada
sai da disputa com cacife político respeitável,
errou em três momentos cruciais. O primeiro deles foi
ter desacelerado as investigações sobre a morte
de Celso Daniel, um crime comum com fortes pinceladas políticas,
mas não um crime político como muitos quiseram
acreditar. O segundo, e mais perigoso, foi concordar, por necessidade,
com um final pífio e vergonhoso para a CPI do Banestado,
cujo relatório poupou a bandidagem de ontem e de hoje.
O último deles, e mais comprometedor, foi não
ter pedido o impeachment do presidente Lula quando foi comprovado,
pela CPI dos Correios, que Duda Mendonça recebeu parte
de seus honorários pela campanha de 2002 em uma conta
bancária no exterior. Daqui até o dia 29 de outubro,
a única solução é bater cada vez
mais.
Parou
por quê? Quem
acredita que algo de extraordinário irá acontecer,
ainda este ano, no âmbito parlamentar, deve mudar de idéia
o quanto antes. Com a atual legislatura a caminho da sepultura,
o Senado Federal e a Câmara dos Deputados aderiram ao
chamado recesso branco, por conta da corrida presidencial e
de algumas disputas para governos estaduais. A maioria dos parlamentares,
que já poderia estar de volta à labuta, aproveita
o ócio remunerado para cuidar de assuntos pessoais, pois
visitas às bases eleitorais é a única coisa
que não ocorre. E você, meu caro leitor, continue
trabalhando com afinco, pois os salários de deputados
e senadores serão regiamente pagos com o seu dinheiro.
Ócio
emunerado
Encerrado o segundo turno das eleições, que acontece
em 29 de outubro, o marasmo deve continuar por bom tempo. No
dia 2 de novembro, a primeira quinta-feira pós-eleição,
comemora-se o Dia de Finados. E emendar o feriado com o final
de semana não será novidade. Com a pauta trancada
por Medidas Provisórias e com comemorações
eleitorais futuras das mais diversas, o Congresso deve retomar
o trabalho no dia 7 de novembro, uma terça-feira. Como
ninguém é de ferro, no dia 15 de novembro, uma
quarta-feira, comemora-se a Proclamação da República,
e a semana parlamentar estará perdida. Dias depois, em
20 de novembro, uma segunda-feira, Brasília, como tantas
outras cidades brasileiras, comemora o Dia da Consciência
Negra. Aí sim o Congresso retoma os trabalhos, na terça-feira
(21), para, na segunda quinzena de dezembro, desacelerar por
conta das comemorações de final de ano. O Natal,
25 de dezembro, e o Ano Novo, 1º de janeiro, caem na segunda-feira.
Na seqüência chegam as tão merecidas férias
e o Carnaval, que em 2007 acontece, em tese, de 16 (sexta-feira)
a 21 de fevereiro (quarta-feira de Cinzas). Mas o Congresso
só conseguirá ver os confetes parlamentares na
segunda-feira, 26 de fevereiro. Isso se o Criador der uma mãozinha.
Ou seja, o Brasil só retoma a marcha lenta no começo
de março do próximo ano.
Filósofo
tupiniquim
Pensando bem, para ser o Sócrates da modernidade, Lula
só precisa da cidadania grega. Afinal, ele só
sabe o que nada sabe.
Beco
sem saída (17/10/05)
- Socialista convicto e fã incondicional do “castrismo”,
o escritor português José Saramago disse, dia desses,
em Portugal, que “o Brasil parou na área social”,
numa clara e contundente crítica à inércia
do presidente Luiz Inácio no setor. Depois, o presidente
brasileiro teve de enfrentar o discurso do secretário-geral
da ONU, Kofi Annan, que disse ser “impossível combater
a fome mundial sem antes eliminar a corrupção”.
Assim, o presidente Luiz Inácio deve explicar a que país
ele se refere quando diz, repetidas vezes em seus discursos,
que tudo está às mil maravilhas.