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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Discurso
barato
Tão politiqueiro quanto oportunista, o discurso do presidente-candidato
Lula, sobre investimentos na área da Educação,
serve apenas para enganar o eleitor. Além disso, Lula
acena para o PDT do sempre fiel ao pensamento Cristovam Buarque,
senador pelo Distrito Federal que no primeiro turno da corrida
presidencial defendeu a Educação como plataforma
de desenvolvimento. Lula, durante discurso para não mais
que cinqüenta professores, disse: “que Deus permita
que a gente viva para ver a educação ser definitivamente
prioridade, prioridade e prioridade do nosso País”.
Para que o brasileiro consiga ver a Educação ser
prioridade no País, são necessários, no
mínimo, cinco décadas. E como Lula só tem
vocação para Sassá Mutema, e não
para Matusalém, o melhor a se fazer é voltar à
realidade. Dura, por sinal. (Foto: imafotogaleria.com.br)
Manda
quem pode
A mudança de comportamento do presidente-candidato
Luiz Inácio Lula
da Silva, que depois dos ataques de Geraldo Alckmin adotou a
fantasia de vítima da truculência das elites, tem
nome e terra natal. Tudo não passou de uma bem pensada
artimanha de Duda Mendonça, o marqueteiro
soteropolitano que jamais deixou de monitorar o seu mais importante
cliente. Quem pensa que Duda Mendonça deixou de emprestar
sua criatividade ao Palácio do Planalto, engana-se com
todas as letras. O marqueteiro, que recebeu parte dos honorários
da campanha de 2002 no exterior, manda e desmanda na atual campanha.
Os que assumiram oficialmente a campanha do candidato petista
sabiam, desde o início, do acordo de coxia. E têm
cumprido com empenho a cartilha baiana.
Aroma
floral
A constante presença de Marisa Letícia,
a primeira-dama, ao lado do marido-candidato, em seus comícios
e andanças pelas ruas deste varonil país, tem
uma explicação que vai muito além do populismo
barato que uma eleição exige. A bolsa de Dona
Marisa carrega, sempre, uma ou duas toalhas de mão, além
de alguns pacotes de bala de hortelã ou sabor similar.
A preocupação da mulher que plantou uma estrela
vermelha no jardim do Palácio da Alvorada é com
o suor e o hálito do presidente. Só não
se sabe se por mera questão de higiene, ou para não
constranger os interlocutores presidenciais. Há quem
garanta ser essa uma boa idéia.
Recordar
é viver
Ingressar na política não é tarefa para
santo ou querubim desavisado.
Quando o PT decidiu atacar a família de Geraldo Alckmin,
o presidente-candidato Lula tinha conhecimento do fato. O chilique
presidencial diante dos ataques ao tucano não passou
de uma cena já prevista no script, pois a retirada das
citações nos sítios eletrônicos do
PT e da campanha de Lula ocorreu depois que os estragos planejados
já tinham acontecido. Ora, como chumbo trocado não
dói, presidente, não custa nada recordar aquela
farra que um de seus filhos patrocinou aos amigos com o dinheiro
do contribuinte. Na ocasião, além do avião
presidencial, o Sucatão, ter funcionado como táxi
da rapaziada, o Palácio da Alvorada foi transformado
em sítio para uma dúzia de porras-loucas. O contribuinte,
presidente, merece, além de explicação,
um mínimo de respeito. Vossa Excelência não
acha? Clique
e confira a farra de um dos Lula da Silva.
Chama
o ladrão!
No Brasil da era Lula está cada vez mais difícil
saber o que é crime e o que não é. Waldomiro
Diniz circula por aí rotundo e faceiro. O mensaleiro
João Paulo Cunha foi reeleito para a Câmara Federal.
O quebrador de sigilos bancários Antonio Palocci agora
é deputado eleito. Marcos Valério anda rindo à
toa. Delúbio Soares se refestela em um Ômega importado,
sempre emoldurado por seguranças. Silvio Pereira, o Land
Rover, vez por outra dá as caras no mais elegante e caro
supermercado de São Paulo. Freud Godoy,
o segurança presidencial, não teve culpa no escândalo
do dossiê. O dinheiro apreendido com petistas caiu do
céu. E agora chegou a vez de Sérgio Gomes da Silva,
o Sombra, acusado pela morte de Celso Daniel, que foi excluído
do rol de participantes do esquema de fraudes em licitações
da prefeitura de Santo André. Como a corrupção,
segundo os petistas, é uma invenção da
era FHC, só falta álguém dizer que o culpado
de tudo é o Bussunda, e que Lula, para fustigar Bento
XVI, dará início a um papado paralelo. Socorro,
é o fim!
Mico
de saia
Na tentativa de reverter a derrota que arrancou das
urnas eleitorais paulistas, no primeiro turno, o presidente-candidato
Luiz Inácio Lula da Silva escalou a companheira Marta
Suplicy para coordenar sua campanha na terra que no passado
foi palco dos bandeirantes. Marta, que em São Paulo não
goza de tanta simpatia quanto imagina o Palácio do Planalto,
encarnou uma espécie de salvadora da periferia para gazetear
os feitos de Lula. É bom lembrar que Marta Suplicy, que
à frente da prefeitura paulistana deu guarida aos negócios
nada ortodoxos do marido, o gardelón Luis Favre, odeia
pobre. Por ocasião de uma daquelas torrenciais chuvas
que normalmente alagam a maior cidade do País, Marta
Suplicy não hesitou em atacar os mais humildes, sempre
prejudicados pelas águas pluviais. “Pobre é
uma raça muito falsa. Vivem dizendo que não têm
nada, mas na primeira chuvinha saem por aí dizendo que
perderam tudo”, disse à época a sempre grã-fina
Marta. Pois então, presidente Lula, como é que
ficamos? Pobre tem ou não o direito de reclamar da chuva?
Que
bela companhia!
As bravatas que Marta Suplicy
tem disparado na periferia de São Paulo não passam
de um éter discursivo que tenta anestesiar a consciência
do eleitor. Posar de defensora dos paulistas é uma heresia
desmedida, pois ainda repousa na memória do eleitorado
o bisonho apoio que a então alcaidessa paulistana conseguiu
de Paulo Maluf, na eleição municipal de 2004.
Processado por corrupção, desvio de dinheiro público,
evasão de divisas e lavagem de dinheiro, Maluf, da noite
para o dia, decidiu rasgar seda na direção de
sua conhecida arqui-rival. E apenas uma pessoa seria capaz de
explicar tão repentina paixão política:
Marcos Valério Fernandes de Souza.
Fila
da degola
Finalmente, o senador e candidato
derrotado ao governo paulista Aloízio Mercadante assumiu
que se reuniu com os aloprados do Dossiê Cuiabá,
dias antes de o escândalo vir à tona. O mea culpa
do parlamentar petista pode desaguar na tese que, logo de início,
a coluna lançou na mídia. A perda do mandato de
senador por quebra de decoro. Mesmo assim, depois de reconhecer
seu envolvimento no chamado Freudgate, Mercadante continua integrando
a campanha do presidente Lula. Pelo menos é o que o próprio
senador tem dito aos quatro cantos. O que se vive no Brasil,
em termos políticos, é um verdadeiro carnaval
stalinista da corrupção, onde os inocentes batedores
de carteira só podem freqüentar a matinê.
Loucura
de campanha Ao reafirmar que, se eleito, venderá o
avião presidencial para construir hospitais, o médico
tucano Geraldo Alckmin disse que, das cinco unidades hospitalares,
uma será na capital alagoana. Alegar que Tony Blair e
o papa não têm avião não serve como
justificativa, pois o Vaticano se cruza a pé, e chegar
na Irlanda é possível de bicicleta. O Brasil é
um país com dimensões continentais, que exige
rapidez no deslocamento de seu governante. Vender o Aerolula
– até o próprio Lula assim se refere ao
seu brinquedo predileto – a essa altura do jogo seria
um erro financeiro, pois uma desvalorização é
mais do que certa. Necessário é viajar com parcimônia,
sem transformar o avião em veículo de campanha
ou em boteco com asas. E muito menos em sacristia voadora da
Opus Dei.
Nem
longe
A fanfarrice discursiva de Fernando Henrique Cardoso continua
até mesmo do outro lado do oceano. Em Portugal, FHC,
respondendo aos ataques de seu sucessor, desafiou o presidente
Lula a reestatizar a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), gigante
da mineração que foi citada pelo petista no debate
da Band. Lula quer saber o destino do dinheiro da privatização
da Vale, enquanto o brasileiro continua à espera de uma
explicação sobre a origem da dinheirama do dossiê.
O destino do dinheiro da venda da CVRD é um direito do
contribuinte, ao mesmo tempo em que explicações
merecem os contatos que diretores da empresa ainda mantêm
com ociosos descendentes tucanos, adeptos das matinais caminhadas
praianas. Por outro lado, Lula, que posa de moralista, precisa
explicar os motivos que levam um grande banco a continuar como
sócio da companhia, contrariando o que determina a legislação.
Apenas para lembrar, o tal banco é o emissor dos cartões
de crédito corporativos que têm feito a alegria
da horda palaciana, e cujo sigilo ninguém quebra.
Assalto
anunciado
“Começamos com a nacionalização dos
hidrocarbonetos (em maio), o próximo passo são
os minerais, haverá surpresas com o estanho, a prata
e o ouro. Seu controle deve passar para o Estado boliviano,
ao povo boliviano”. Com esse discurso, proferido neste
domingo, o boliviano Evo Morales deu seguimento à cartilha
gauche que ganhou de Hugo Chávez, o mais novo ditador
da América Latina. A democracia prega que toda nação
deve ser livre e autônoma, desde que a sanha do poder
não leve o povo à miséria. No contraponto,
o Brasil, a exemplo do que deseja Luiz Inácio Lula da
Silva, não vai financiar com recursos do contribuinte
a sandice política do líder cocalero que virou
presidente. A Petrobras continua amargando o prejuízo
advindo da encampação de suas refinarias em território
boliviano, enquanto a conta tem sido transferida muito suavemente
ao consumidor brasileiro. Resumindo, chamar o vizinho de idiota,
pelo menos na Bolívia, agora é programa de índio.
Cupim
facial Ao
que tudo indica, o mundo da política oferece passe-livre
apenas aos desavergonhados. Ainda filiada ao PFL, que faz ferrenha
oposição ao presidente Lula, a maranhense Roseana
Sarney não se intimidou com a possibilidade de ser expulsa
do partido, e ratificou seu apoio ao candidato petista. Não
bastasse o declarado apoio, Roseana inundou o Maranhão
com carros de som, que na última semana veiculavam continuamente
uma mensagem do presidente-candidato Lula em apoio à
senadora que espera governar seu estado natal mais uma vez.
Quem bem conhece a política sabe o apreço que
Lula tem pelos Sarney e vice-versa. Tanto é assim, que
a coluna publica, mais uma vez, o que disse Lula, tempos atrás,
sobre a família que fez da praia do Calhau o seu reduto
dourado. Confira abaixo.
“Olha,
eu vou contar uma coisa pra vocês. Eu, quando vejo na
imprensa de São Paulo as pesquisas dizendo que a Roseana
Sarney é uma governadora aceita pelo povo do Maranhão...
Eu conheço o Maranhão, gente. Eu já andei
de carro e de ônibus neste Estado... Aí eu fico
imaginando por que é que ela aparece bem nas pesquisas.
Sabe por que? Por que a Globo é do pai dela, o SBT
é do Lobão (Edson Lobão), a Bandeirantes
é não sei de quem. Ou seja, é a televisão
falando bem deles o tempo inteiro. É por isso que ela
lidera as pesquisas. Porque passa o tempo inteiro, descaradamente,
mentindo na televisão”.
Enganação
numérica Pesquisas
eleitorais são a mais nova coqueluche das discussões
nas rodas paranaenses. O instituto de pesquisa que atende Roberto
Requião dá a vitória do governador licenciado
como certa, com um ponto percentual de diferença em relação
ao adversário Osmar Dias. Já os institutos que
trabalham para o senador do PDT apontam uma vantagem que varia
entre seis e sete pontos percentuais a favor de Osmar. O mais
intrigante é que o instituto que trabalha para Roberto
Requião pode ser o verdadeiro dono do que trabalha para
Osmar Dias. Essa é a típica história do
boi na linha, mas o que existe mesmo é muito dinheiro
sujo no bolso de alguém.
A
bolsa roda
Nos próximos dias, São Paulo será palco
de dois consideráveis eventos automobilísticos.
O primeiro e mais badalado, que atrai fanáticos de todo
o planeta, é a Fórmula Um, que encerra suas atividades
de 2006 no autódromo de Interlagos. O outro, cujos convites
são cobiçados, é o Salão do Automóvel,
que, via de regra, exibe, sobre rodas milionárias, os
sonhos de muitos marmanjos. No contraponto, os dois eventos
vão fazer da Paulicéia Desvairada, pelo menos
nesses dias, a capital nacional da prostituição.
Resta saber se o prefeito Gilberto Kassab vai agir em conformidade
com a lei, pois aquelas dadivosas moças que dormem à
tarde já estão com seus taxímetros em ponto
de bala.
Rogai
as nossas preces!
Pensando bem, Lula poderia ser canonizado. Ou como protetor
dos mentirosos, ou como santo dos canavieiros.
Mais
confusão (17/10/05)
- Verdadeiro fantasma que assombra petistas de todas as esferas,
o caso da morte do ex-prefeito Celso Daniel continua proporcionando
reticências inesperadas e reveladoras. A morte do legista
Carlos Delmonte Printes trouxe mais polêmica ao rumoroso
caso que, reaberto pelo Ministério Público paulista,
mostrou que o assassinato do ex-prefeito de Santo André
não foi um crime comum, mas de ordem política.
Descartada a hipótese de morte natural pela polícia
paulista, Printes, de origem judaica, não foi enterrado
na área reservada para supostos suicidas. De mais a mais,
os seguidores do judaísmo, que dificilmente praticam
o suicídio, quando o fazem têm um ritual que Printes
não seguiu. Por outro lado, a coluna obteve, sob a promessa
de sigilo da fonte, informações oficiosas junto
à Polícia Federal que confirma que o legista foi
morto por uma injeção de medicamento letal