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SENAC SÃO PAULO
Azeite
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expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
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Nêumanne Pinto
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LIBRE
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Muito
obrigado!
Agradecemos a todos aqueles que, preocupados com a saúde
do editor da coluna, enviaram e-mails manifestando solidariedade
e votos de imediata recuperação. É fato
que a praga dos inimigos é poderosa, mas a vontade de
mudar o Brasil através da notícia é ainda
maior. Essa vontade, combinada à fidelidade de dezenas
de milhares de leitores diários, é que faz do
ucho.info uma das últimas trincheiras em defesa da dignidade
de uma nação que, não é de hoje,
vive sob a promessa de ser o país do futuro. Mesmo que
árdua seja a conquista, esse futuro há de chegar.
Muito obrigado!
Pela
culatra
O núcleo da campanha do presidente-candidato
Luiz Inácio Lula da Silva
adotou uma estratégia que tem tudo para se transformar
em tiro no pé: usar o PCC contra o tucano Geraldo Alckmin,
para mostrar ao eleitorado que o ex-governador paulista é
o único responsável pelos ataques que aterrorizaram
a Grande São Paulo, meses atrás. O risco de usar
o PCC como arma eleitoral está no fato de que muito mais
gente da esquerda está envolvida com a facção
criminosa do que o PT palaciano imagina. (Foto:
Argenpress)
Carta
marcada
Se o quesito da segunda etapa da disputa presidencial
for segurança pública, Lula e Alckmin estão
desde já derrotados. O ex-governador de São Paulo
deve explicações não só pelos ataques
do PCC, mas pela universidade do crime em que se transformaram
as unidades da Febem. É verdade que o governo federal
tem responsabilidade direta na segurança pública
dos estados, mas a culpa de Lula repousa na decisão de
reduzir os investimentos no setor, previstos no orçamento
da União. Por outro lado, Lula, que um dia não
soube o que fazer com o mega-traficante Luiz Fernando da Costa,
o Fernandinho Beira-Mar, pediu socorro ao governo de Geraldo
Alckmin. Logo no início do governo do PT, coube ao ministro
Márcio Thomaz Bastos (Justiça) prometer a construção
de seis presídios federais. Faltando pouco mais de dois
meses para o fim do governo, apenas um presídio foi entregue.
Borracha
vermelha
Consertar as barbaridades do presidente Lula não
é tarefa para
incompetente. Líder do governo na Câmara, o deputado
Arlindo Chinaglia (PT-SP) complicou ainda mais
o que já estava complicado, ao tentar desfazer a confusão
sobre o termo “delegado de porta de cadeia”, que
Lula utilizou para se defender da inesperada agressividade do
adversário Geraldo Alckmin durante o debate da Band.
Chinaglia (à esquerda na foto) disse que foi um lapso
de memória do presidente, pois o termo correto é
“advogado de porta de cadeia”, usado para diferenciar
os bons dos maus advogados. Para piorar, Arlindo Chinaglia disse
que maus advogados são aqueles que soltam bandidos. Clique
e confira “Partido chave
de cadeia”, artigo do editor da coluna, Ucho
Haddad. (Foto: planalto.gov.br)
É
o fim
“Arroz, feijão e bife acebolado” e “faltam
vinte dias para a oncinha
beber água outra vez” são as frases que
o despreparado Luiz Inácio Lula da Silva
usou nos últimos dias para se dirigir ao eleitorado,
como se a Presidência da República fosse uma instituição
que pudesse ser comparada a um acepipe qualquer de um boteco
da esquina. Falar a língua do povo não significa
que o presidente esteja fazendo o melhor pelo país, da
mesma maneira que merece ser acompanhado de perto o movimento
palaciano rumo ao totalitarismo. Tirante o perigo de uma perpetuação
no poder, no melhor estilo Hugo Chávez, bife acebolado
não combina com Romanée Conti, nem mesmo com muito
esforço por parte de um beberão. (Foto:
citybrazil.com.br)
Deu
errado
Como noticiou a coluna logo após o debate entre Geraldo
Alckmin e Luiz
Inácio Lula da Silva, o tom mais duro do candidato tucano
não era uma garantia de conquista de votos. As recentes
pesquisas mostram que o eleitorado reagiu negativamente à
estratégia oposicionista, pois Lula, mesmo preocupado
com a situação, soube tirar proveito da condição
de vítima, o que não lhe transfere nenhuma aura
de competência. Porém, a oposição
não pode acreditar que três semanas de campanha
no segundo turno serão suficientes para apagar o show
de incompetência dos últimos quatro anos. Os adversários
do Palácio do Planalto perderam a grande chance de impedir
o avanço de Lula rumo ao segundo mandato, quando não
requereram o impeachment depois que ficou provado que a campanha
petista pagou o marqueteiro Duda Mendonça no exterior.
Agora, como diz o adágio popular, a Inês é
morta.
Abrindo
o bico
A Polícia Federal espera ouvir, na próxima
terça-feira, o presidente
licenciado do PT e ex-coordenador da campanha do presidente
Lula, deputado Ricardo Berzoini, sobre seu
envolvimento no escândalo do dossiê. De acordo com
reportagem publicada pelo jornal Correio Braziliense, Berzoini
teria ordenado a compra do dossiê, informação
que a PF já dispõe. Confirmado o envolvimento
de Berzoini no imbróglio do Dossiê Cuiabá,
a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva corre o sério
risco de impugnação, pois a compra de documentos
contra candidatos tucanos beneficiaria o candidato-presidente.
Fosse o Brasil um país minimamente sério, Lula
já estaria automaticamente fora da corrida presidencial,
ou, no máximo, disputaria a eleição sem
ter a certeza de ser empossado em caso de vitória.
SS
palaciana
Ainda o dossiê... A saída
de cena de Márcio Thomaz bastos ministro da Justiça,
tem uma explicação lógica. Por determinação
do presidente Lula, que teme por sua candidatura, Thomaz Bastos
tem se dedicado a acompanhar as investigações
sobre o escândalo do dossiê, ordenando, nos bastidores,
a cúpula da Polícia Federal, para que nada de
errado aconteça no transcurso dos trabalhos. Por isso,
foram mentirosas as recentes declarações do ministro
Márcio Thomaz Bastos, que disse ser a PF uma polícia
de Estado, quando na verdade não passa de uma polícia
de um governo pífio e corrupto como tantos outros. O
messianismo barato que advém do Palácio do Planalto,
agregado à sanha de poder de seus ocupantes, causa preocupações
das mais diversas.
Deixando
de lado
Enquanto se preocupa em desmentir
os boatos de privatização de algumas estatais
(Petrobras, Banco do Brasil, Caixa e Correios), o candidato
Geraldo Alckmin deixa de lado a mentira sobre a demissão
maciça de servidores federais. Para quem sonha com o
Palácio do Planalto, conquistar os votos de quase cinco
milhões de eleitores pode fazer uma sensível diferença
no momento de abertura das urnas. Para complicar, a boataria
rouge se encarregou de espalhar que novos concursos públicos
seriam vetados em um eventual governo tucano. Ou o tucanato
se mexe, ou a eleição já era.
Par
ou ímpar? O PDT, do velho governador Leonel Brizola, agora
enfrenta a difícil
situação de estar em cima do muro, o que marcou
de maneira bem humorada o início do PSDB como partido
político. Para complicar a decisão do partido
do senador Cristovam Buarque (DF), candidato
derrotado à presidência e um ferrenho defensor
da educação, o governo Lula acenou com medidas
para o setor, que na verdade não passam de remendos educacionais.
A tendência do PDT é desembarcar na candidatura
do tucano Geraldo Alckmin, mas tudo é possível
quando o assunto é política. Caso o PDT decida
apoiar o presidente Lula, é porque aos integrantes do
partido falta vergonha na cara. Apenas para lembrar, Cristovam
Buarque, enquanto ministro da Educação do governo
do PT, foi demitido por telefone pelo próprio presidente
Lula. Enfim...
Pausa
para o pensamento
Encerrada a disputa presidencial, em 29 de outubro próximo,
a oposição, em especial o PSDB, terá quatro
anos para avaliar os erros cometidos ao longo do primeiro mandato
do presidente Lula, que, segundo as recentes pesquisas, está
reeleito. O maior de todos os erros, porém foi cometido
muito antes do início do governo petista, mas precisamente
em janeiro de 2002, mês em que foi seqüestrado e
assassinado Celso Augusto Daniel, então prefeito de Santo
André. O crime, longe de ter cunho político, foi
comum e com traços de selvageria, além de contar
com o envolvimento indireto de conhecidas figuras da política.
Ter amainado nas investigações sobre o crime é
fatura que o PSDB agora quita nas urnas.
Saia
justa
Há dias, o senador Tião Viana
(PT-AC), um dos integrantes da tropa de
choque do Palácio do Planalto, passou por constrangimentos
enquanto presidia uma sessão do Senado. Oposicionistas,
ao fazerem uso da palavra, cumprimentaram Tião Viana
pela expressiva votação obtida por Geraldo Alckmin
no Acre, onde derrotou o presidente Lula. Nada de anormal existiria
não fossem dois importantes detalhes. Tião Viana
foi reeleito ao Senado com 63,95% dos votos válidos,
enquanto seu irmão, Jorge Viana, governador do Acre,
conseguiu fazer seu sucessor, Binho Marques, também do
PT e atual vice-governador. Em outras palavras, Lula não
é tão querido nos domínios dos Viana como
muitos imaginam. (Foto:
José Cruz - Agência Senado)
Fio
desencapado Oposicionista
que há muito desperta respeito e desdém entre
os próprios companheiros de partido, o tucano Alberto
Goldman, vice-governador eleito de São Paulo, deve ocupar
uma das secretarias do governo José Serra. O próximo
inquilino do Palácio dos Bandeirantes (foto abaixo),
sede do Executivo paulista, já pensa em indicar Alberto
Goldman para a Segurança Pública ou Infra-estrutura,
áreas que o vice está responsável durante
o período de transição. É preciso
lembrar que na condição de imã que atrai
brasileiros de todos os rincões do País, São
Paulo, cuja criminalidade ultrapassa o bom senso, carece de
alguém que conheça a fundo um dos fantasmas da
campanha de Geraldo Alckmin. A segurança pública.
Espaço
demais Para
sair da mesmice da notícia, a imprensa brasileira caiu
na esparrela do deputado eleito Clodovil Hernandes. É
verdade que o período eleitoral é enfadonho, mas
pitadas de humor financiadas por despreparados é o que
o Brasil menos precisa. Depois de afirmar que votaria a favor
do Planalto em troca de dinheiro, Clodovil aterrissou na Câmara
dos Deputados, ocasião em que desmentiu o que dissera
dias antes. A vida marcada por polêmicas e o despreparo
para a política não seriam notícia em qualquer
canto do mundo. O que o deputado-costureiro quer é alguns
minutos de fama extra, tendo a bizarrice como patrocinadora
do feito. Resumindo, há coisas muito mais importantes
a serem noticiadas.
Verdade
sob chamas
O acidente aéreo ocorrido em Nova York na última
quarta-feira, em que um avião monomotor colidiu com um
elegante edifício localizado em Manhattan, setor da Grande
Maçã que abriga quase dois milhões de pessoas,
serviu para abafar os trágicos números da guerra
do Iraque. Desde que invadiu a antiga Mesopotâmia, sob
a desculpa de que o ex-ditador Saddam Hussein colecionava armas
de destruição em massa, os EUA provocaram a morte
de seiscentos e cinqüenta mil civis iraquianos. Tal situação
explica o levante silencioso que tomou conta do mundo islâmico,
levando as autoridades americanas a uma situação
de pavor inimaginável. Com a vulnerabilidade do espaço
aéreo ianque cada vez mais frágil, e isso ficou
comprovado com o acidente do monomotor, a Casa Branca determinou
um ostensivo monitoramento dos principais pontos de Nova York,
como forma de evitar atentados terroristas. Comparadas aos milhares
de mortos no Iraque, as vítimas do World Trade Center
pouco representam em termos numéricos, sob a ótica
do terrorismo mundial. Porém, os responsáveis
pela derrubada das torres gêmeas são tratados,
desde a tragédia nova-iorquina, como se animais fossem.
E quem será o corajoso a julgar os americanos que destruíram
mais um país estrangeiro?
Sob
o tapete
Pensando bem, caso se valha do PCC, Lula estará usando
uma modalidade de crime para encobrir outra.
Mais
um (13/10/05)
- Carlos Delmonte Printes, médico legista que participou
das investigações do caso Celso Daniel, foi encontrado
morto, ontem, pela polícia de São Paulo. De acordo
com os policiais, Printes, que se encontrava no interior de
sua residência, teria sido vítima de problemas
cardíacos, informação ainda não
confirmada oficialmente. A morte do legista eleva para oito
o número de pessoas assassinadas desde o polêmico
caso de Santo André. Nos últimos meses o assassinato
do ex-prefeito de Santo André voltou a dominar as manchetes,
já que os irmãos de Celso Daniel – João
Francisco e Bruno – em depoimento às CPIs voltaram
a afirmar que o ex-prefeito foi morto por força de um
esquema de corrupção instalado na cidade do ABC
paulista.