Clique
e confira Asas da Mente, a produção teatral
que desmistifica as doenças mentais
Clique
na imagem acima e saiba como o seu voto pode ser roubado
CASOS
E DOCUMENTOS
Clique
e confira os casos mais polêmicos da nossa Terra Brasilis
EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
Clique
e embarque na Estação Nêumanne,
a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
PARCEIROS
VOX
LIBRE
Clique
e acesse o Vox Libre, blog do colunista
do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Barril
de pólvora
Se o improviso discursivo do presidente Lula
foi marcado pelo
despreparo,
especialmente de 2003 para cá, algumas das expressões
utilizadas no debate do último domingo ainda podem lhe
trazer sérios problemas. “Delegado de porta de
cadeia”, por exemplo, caiu como uma verdadeira bomba no
meio policial, o que pode antecipar a elucidação
do caso do Dossiê Cuiabá e, principalmente, a origem
do dinheiro apreendido pela PF com emissários do Partido
dos Trabalhadores. A decisão da PF de pedir a quebra
do sigilo bancário de trinta corretoras e casas de câmbio
não foi uma mera coincidência, mas um acaso também
não foi. O fato é que na mira das autoridades
que investigam o caso está uma casa de câmbio localizada
no aeroporto de Blumenau, cidade onde viveu, até bem
pouco tempo, Lurian Lula da Silva, a filha do presidente Luiz
Inácio. E a quebra do sigilo de um telefone público
ao lado da casa de câmbio pode trazer à tona assuntos
que o próprio Palácio do Planalto já sabe
e vem tentando abafar nos últimos dias. (Foto:
clubemundo.com.br)
Fio
da meada
Como o Planalto pediu ajuda ao governo dos EUA, na suposta
tentativa de descobrir a origem do dinheiro, autoridades americanas
decidiram também investigar o caso. Em poucas semanas
descobriram que, em 12 de setembro, US$ 197 mil foram sacados
em um banco na cidade de Miami. O que tem deixado o presidente
Lula com a expressão facial carregada não é
a possibilidade de uma derrota no segundo turno, mas o estrago
que a divulgação do titular da tal conta provocaria.
A coluna recebeu essas informações um dia após
as eleições, ou seja, em 2 de outubro, sendo que
autoridades brasileiras foram informadas sobre o assunto um
ou dois dias antes. A notícia, que causou estragos consideráveis
nas coxias palacianas, foi abafada de todas as maneiras, sendo
que alguns assessores presidenciais foram incumbidos de desmentir
a informação.
Fechando
o cerco
A tese ora defendida pela Polícia Federal, de
que o dinheiro do dossiê
seria oriundo do jogo do bicho ou dos bingos, tem procedência
de sobra. Considerando que parte do dinheiro foi sacada em Mato
Grosso, não é impossível que João
Arcanjo Ribeiro, o “Comendador”, tenha
entrado no circuito para auxiliar velhos conhecidos. É
preciso lembrar que muitos dos integrantes da turma de Santo
André se valeram dos serviços do “Comendador”
para lavar o dinheiro arrecadado com o esquema de corrupção
implantado na cidade do ABC paulista. Já a tese de que
parte do dinheiro veio dos bingos tem respaldo no fato de que
a campanha de Lula, em 2002, recebeu dinheiro dos bingueiros,
especialmente de alguns poderosos contraventores da capital
paulista. E a criação da CPI dos Bingos não
foi uma invencionice qualquer do mundo parlamentar. (Foto:
Diário de Cuiabá)
Fio
trocado
Enquanto a origem do dinheiro do dossiê permanece sob
um sepulcral silêncio, a mando do Palácio do Planalto,
o candidato-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveita
para atacar os adversários, alegando que os tucanos comandam
o País desde o descobrimento. “Desde que Cabral
pôs o pé aqui, eles governam (...) Governam desde
as Capitanias Hereditárias até o Império.
E até a República: Entra um e sai outro”,
disse o presidente Lula durante comício em Guarulhos,
cidade da Grande São Paulo que é comandada pelo
também petista Elói Pietá. Isso mostra
não apenas o nervosismo que tomou conta da campanha de
Lula, como o seu já conhecido despreparo para discursos
de improviso. É preciso lembrar que entre o Brasil de
hoje e uma porta de fábrica da época da ditadura
existe uma abissal diferença.
Memória
curta
O que de fato marcou o debate entre os presidenciáveis,
no último domingo, não foi a agressividade de
Geraldo Alckmin, e nem mesmo o fato de Lula ter lido as perguntas
preparadas por assessores, o que aconteceu também com
os números e dados do seu próprio governo. O que
chamou a atenção do eleitor foi a amnésia
de ambos em relação a determinados assuntos. Eis
os assuntos importantes que ficaram de fora do debate: 1
- A atuação de Ricardo Sérgio
de Oliveira e Eduardo Jorge Caldas Pereira, durante a era FHC.
2 - A privatização das teles
e a repentina viagem de Mendonça de Barros à Espanha.
3 - A bisonha sociedade da filha de José
Serra com a irmã do banqueiro opportunista “Tantas”
– a Justiça ainda nos impede de citar seu verdadeiro
nome). 4 - os vestidos da ex-primeira-dama
Lu Alckmin. 5 - A contribuição
financeira do Palácio dos Bandeirantes à revista
do acupunturista do ex-governador Alckmin. 6 -
O caso Celso Daniel. 7 - O caso Toninho do
PT. 8 - Os R$ 8 milhões pagos por uma
empresa de telefonia a um conhecido advogado de Brasília,
que repentinamente passou a defender um alto integrante do governo
Lula. 9 - As contas do presidente pagas pelo
doador universal da República, Paulo Okamotto. 10
- A meteórica e milionária ascensão
profissional de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha,
o ex-monitor de zoológico que se transformou em um bem
sucedido empresário de jogos eletrônicos. 11
- As estripulias do lobista Vavá, irmão
do presidente Lula. 12 - As doações
financeiras feitas por empresários de bingo à
campanha petista de 2002. 13 - A atuação
da Ong Onda 13, que em Santa Catarina recebeu dinheiro de bingueiros.
14 - A retaliação sofrida pelos
delegados federais que prenderam o galista Duda Mendonça.
15 - Os milhões de Reais que apareceram
na conta bancária da empresa do vice José Alencar,
dinheiro que saiu do esquema de Marcos Valério. 16
- A farra que um dos filhos de Lula promoveu no Palácio
da Alvorada, com o dinheiro público. 17 -
A tentativa fracassada de compra de um dossiê contra José
Serra em 2004. 18 - Uma conta da primeira-filha
Lurian, paga pelo amigo Paulo Okamotto.
Mistério
mineiro
Depois de dizer que o candidato tucano Geraldo Alckmin
privatizaria empresas estatais (Petrobras, Banco do Brasil,
Caixa e Correios) o PT
convocou sua militância em campo para espalhar, o máximo
possível, de boatos sobre o adversário petista.
Verdadeiros suicidas políticos, esses militantes têm
se dedicado a divulgar temas pela Internet nem sempre verdadeiros,
sendo que alguns poucos merecem credibilidade. No contraponto,
se Geraldo Alckmin, a exemplo do que tem pregado a coluna, deve
explicações à população sobre
determinados assuntos, alguém precisa elucidar um mistério.
Durante a partida do Brasil contra a seleção de
gana, pela Copa do Mundo da Alemanha, um avião do governo
federal foi sorrateiramente para Belo Horizonte. Enquanto os
brasileiros sofriam diante dos milhões de televisores
espalhados pelo País, alguém do governo mantinha
um secreto encontro com Marcos Valério Fernandes
de Souza, o homem do mensalão.
Curto-circuito
Quando deixou os estúdios
da Band, em São Paulo, logo após o debate, Lula
ainda teve tempo de bater boca com seus assessores e colaboradores
de campanha, os quais ficaram literalmente a pé, sendo
que muitos se valeram dos táxis que ficam estacionados
à porta da emissora de televisão. No entrevero
discursivo que teve com os assessores, Lula mostrou ao mundo
um pouco do cotidiano presidencial, que, via de regra, requer
um mínimo de protocolo. Confira abaixo o deselegante
diálogo que o presidente Lula manteve com assessores,
registrado por um funcionário da Band, ainda nos corredores
da emissora.
Lula:
Tão satisfeitos? Homem: Foi muito bem, presidente! Lula: Bem é o caralho! Foi nessa merda
que vocês me meteram, tão satisfeitos? Voz de mulher (possivelmente Marta Suplicy):
Calma presidente, você se saiu muito bem. Lula: Se eu me estrepar, vai todo mundo se
fuder junto!
Chumbo
trocado
Embora a CPI das Sanguessugas
tenha se transformado em um ringue
onde a oposição e a situação se
digladiam, sabe-se que foram realizados oitenta e sete saques
acima de R$ 100 mil por alguns dos suspeitos de envolvimento
no caso do Dossiê Cuiabá. O segurança da
primeira-dama Marisa Letícia e amigo pessoal do presidente
Lula, Freud Godoy, teria feito um saque estranho
no valor de R$ 150 mil. Mais: os três mosqueteiros da
CPI – os agora inseparáveis deputados Fernando
Gabeira, Júlio Delgado e Carlos Sampaio – andam
e decidem tudo em conjunto, para desespero dos acusados.
Engana,
o povo gosta Durante o debate do último domingo, Lula
afirmou com excessiva dose de certeza que seu governo jamais
impediu a criação de uma CPI, ao questionar seu
adversário por ter barrado na Assembléia Legislativa
algumas dezenas de Comissões Parlamentares de Inquérito.
Alckmin deve, sim, prestar contas de seus atos e, se necessário
for, ser duramente punido. O que não se pode admitir
é o presidente Lula abusar das falácias, pois
é de conhecimento público que a ida de Paulo Okamotto
à CPI dos Bingos sofreu todo tipo de impedimento por
parte da tropa de choque do governo, assim como aconteceu com
a possível convocação de Fábio Luís
Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos do Presidente da República.
Para reforçar o mentiroso discurso presidencial, o presidente
da CPI das Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ),
aproveitou a ausência de parlamentares da base governista
e encerrou a sessão desta terça-feira para evitar
que convocações fossem aprovadas. Pois então,
presidente, como é que ficamos?
Trocando
a fantasia
Cassado pelos escândalos de corrupção que
marcaram seu governo, o
mais novo fã do presidente Lula, o senador eleito Fernando
Collor de Mello, está de malas prontas para
outro partido. Eleito pelo nanico PRTB, depois de longos anos
de abstinência política, Collor deve desembarcar
nos próximos dias no PTB de Roberto Jefferson. Vale lembrar
que Jefferson foi um ferrenho integrante da tropa de choque
do então presidente Collor no Congresso, e mais recentemente
lhe coube a tarefa de denunciar a corrupção advinda
do mensalão, que culminou com a cassação
do mandato do ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Apenas
para que fatos importantes não sejam esquecidos, Lula
disse, por ocasião das denúncias, que Roberto
Jefferson entregaria um cheque assinado e em branco. Clique
e ouça o que Lula disse em entrevista, tempos atrás,
sobre o ex-presidente e senador eleito Fernando Collor. (Foto:
Terra)
Fôlego
extra
A possível expulsão da senadora Roseana Sarney
do PFL, que deveria acontecer nos próximos dias, foi
adiada. A cúpula do partido decidiu deixar o assunto
para a última semana de campanha, o que pode complicar
e muito a vida da candidata ao governo do Maranhão. Roseana
corre o risco de ter a candidatura impugnada, uma vez que descumpriu
o que determina a legislação eleitoral em termos
de verticalização. Por outro lado, um detalhe
interessante tem marcado a campanha da senadora maranhense,
que pretende mais uma vez governar seu estado natal. Gravado
pela cantora Alcione, também maranhense, o jingle da
campanha pede para Roseana volte para mudar o Maranhão.
Não se trata de desdenhar da competência e do talento
incontestáveis de Alcione, a “Marrom”, mas
a única coisa que não tem acontecido no Maranhão
desde que o clã Sarney passou a dominar a política
local é mudança. Enfim, enganar o povo é
algo que se faz até com música. Clique
e ouça o jingle da campanha de Roseana Sarney.
Ponte-aérea Ex-prefeito
de Curitiba e eleito deputado federal na bacia das almas, Cássio
Taniguchi é o mais novo e assíduo freqüentador
da agenda diária de José Roberto Arruda, que a
partir de 2007 governará o Distrito Federal. Tendo conquistado
67.821 votos nas urnas paranaenses, Taniguchi está cotado
para ser um dos mais influentes consultores de Arruda no GDF.
Tanto é assim, que as cabines policiais que Curitiba
ostentou durante bom tempo devem, em breve, desembarcar em Brasília.
Só falta Cássio Taniguchi recomendar ao próximo
governador do DF algumas agências de publicidade que atuaram
de maneira canhestra em Curitiba.
Mico
na mão Aterrissou
na mesa do prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald,
um ofício do Ministério do Turismo informando
que foram rejeitadas as contas do Festival de Humor da cidade.
Junto com o documento ministerial chegou, anexo, um DARF para
que o alcaide devolva aos cofres da União a bagatela
de R$ 214 mil, dinheiro que teve como um dos grandes beneficiários
o cartunista Ziraldo. Um dos responsáveis pelo evento,
Rogério Bonatto, que enfrenta diversas ações
judiciais por conta do imbróglio humorístico,
agora integra o quadro da administração municipal
de Foz de Iguaçu. Em outras palavras, tudo combinado.
Mais
uma
A mais recente novidade que recheia o controverso caso do acidente
com o Boeing 737-800 da Gol dá conta que os pilotos da
Legacy, até então considerados culpados, podem
não ter alterado a altitude do vôo, a partir de
Brasília, em virtude de um intenso nevoeiro. Se o plano
de vôo previa que o Legacy voasse a 38 mil pés
após passar pela capital federal, a torre de controle
de Brasília deveria ter informado desde o início
das investigações, e não insistir em teses
controversas que só serviram para tumultuar ainda mais
o caso.Proibidos pelas autoridades brasileiras de deixar o país,
os americanos que conduziam o jato produzido pela Embraer podem,
em breve, retornar aos EUA. A informação foi dada
pelo ministro da Defesa, Valdir Pires, que há dias os
chamou de levianos. O fato é que essa história
está conturbada, pois um acidente aéreo, por piro
que seja, não tem elementos suficientes para tamanha
especulação. (Foto:
Irfan Kaliskan)
Questão
de escolha
Pensando bem, no Brasil é melhor ser delegado de porta
de cadeia do que sindicalista de porta de boteco.
Ziquizira
oficial (11/10/05)
- Como sempre, o presidente Luiz Inácio tropeçou
na verborragia. Em discurso durante o anúncio da construção
de quarenta e dois novos navios petroleiros, no Rio de Janeiro,
o presidente rotulou os maus presságios dos oposicionistas
de urucubaca. A palavra foi tão inadequada pelo momento
e pela pompa da cerimônia, que até a ministra Dilma
Rousseff (Casa Civil) abaixou a cabeça. Para quem não
se recorda, urucubaca, cuja base etimológica é
o urubu, significa má sorte no que se faz ou se intenta,
de acordo com o dicionário Houaiss. Na verdade, a urucubaca
está “fulanizada” em Luiz Inácio Lula
da Silva, que prometeu criar 10 milhões de empregos e
criou menos da metade, que fechou os olhos para a corrupção
e que, mesmo sabendo de tudo, diz não saber de nada.
Pode existir urucubaca maior?