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SENAC SÃO PAULO
Azeite
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Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Chuchu
com pimenta
Candidato do PT a permanecer no Palácio do Planalto por
mais quatro anos, Luiz Inácio Lula da Silva não
esperava que Geraldo Alckmin deixasse de lado a fantasia de
chuchu e comparecesse ao debate, promovido pela Rede Bandeirantes,
com pimenta de sobra. Ficou claro que Lula não vai responder
tão cedo sobre o dinheiro que seria utilizado para a
compra do Dossiê Cuiabá, e se o fizesse estaria
legalmente enterrando a própria candidatura. Se Geraldo
Alckmin – assim como o PSDB – deve à sociedade
explicações diversas, Lula não pode continuar
dizendo que desconhecia as estripulias de Valdomiro Diniz, Marcos
Valério e dos envolvidos no Freudgate. Questionado sobre
a compra do avião presidencial, a que Geraldo Alckmin
se referiu como Aerolula, o presidente Lula embarcou na retórica
do candidato tucano e repetiu o neologismo “Aerolula”.
É o fim!
Engana,
o povo gosta
“A lógica da ética é você
punir quando acontece”. Assim o presidente Lula respondeu
a uma das condimentadas perguntas formuladas por Geraldo Alckmin,
durante o debate deste domingo, que insistiu em saber a origem
do dinheiro do dossiê. Sem ter muito que dizer, Lula,
por sua vez, preferiu apelar para a retórica que tomou
conta do Palácio do Planalto desde a divulgação
do escândalo. Ora, se a lógica da ética
é punir quando acontece, alguém precisa explicar
os motivos que levaram Duda Mendonça a se ver livre do
imbróglio da rinha de galos em Jacarepaguá. Ontem,
domingo, vinte e sete pessoas flagradas em uma rinha em Belo
Horizonte começam a semana contemplando o nascer do sol
de maneira geometricamente distinta. Ou seja, quadrado e xadrez.
E
o dinheiro?
Assunto que levou o candidato petista ao segundo turno,
o Dossiê Cuiabá voltou a ser o ponto principal
do ataque do tucano Geraldo Alckmin na direção
de Lula. Fugindo seguidas vezes da pergunta, Lula, em determinado
momento, disse que a Polícia Federal é competente
e que a sociedade saberá da verdade no momento em que
a corporação tiver a resposta. Acontece que a
PF já finalizou o cruzamento dos telefonemas dados pelos
“aloprados” que estavam dispostos a pagar R$ 1,7
milhão por uma papelada sem valor algum, pelo menos até
o momento. As chamadas, quase todas a partir de telefones celulares,
tinham dois destinos polêmicos: o PT de São Paulo
e o comitê de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.
Até
agora nada
Com a crise do Dossiê Cuiabá se alastrando cada
vez mais, o presidente
Lula, sem aparecer na foto, determinou a saída de Ricardo
Berzoini da presidência nacional do PT, como
se isso pusesse fim ao imbróglio que empurrou o candidato
petista para o segundo turno. Depois de ser arrancado da coordenação
da campanha do presidente-candidato, Berzoini apenas se licenciou
do cargo, o que mostra que a armação petista era
do conhecimento de muitos dos freqüentadores do Palácio
do Planalto. Enquanto Lula aposta na licença de Ricardo
Berzoini, que deve sair ligeiramente do foco, o Brasil continua
querendo saber a origem do dinheiro que seria utilizado para
a compra da documentação contra candidatos da
oposição. E nada do PT e do Palácio do
Planalto revelarem a verdade.
Reis
do ringue
Que o segundo turno seria recheado de baixarias já era
do conhecimento do eleitor, mas o que alguns adeptos e defensores
da candidatura Lula praticam é banditismo político.
Tentar reverter o quadro atual abusando das mentiras e induzindo
o eleitor ao erro é o que Marta Suplicy vem fazendo nos
últimos dias, na qualidade de coordenadora da campanha
presidencial petista em São Paulo, como se a ex-prefeita
fosse unanimidade na maior cidade do país. Em suas aparições
e entrevistas, Marta tem se valido de temas como o fim do Bolsa
Família e a privatização da Petrobras,
no caso de o candidato tucano derrotar o companheiro Lula em
29 de outubro.
Perna
curta
Para justificar as falácias que têm turbinado
seus recentes discursos, Marta Suplicy se pega ao fato de Geraldo
Alckmin manter constantes diálogos com Luiz Carlos Mendonça
de Barros, o economista tucano que, mesmo sob suspeitas de corrupção,
comandou o processo de privatização na era FHC.
Se Alckmin, caso seja eleito presidente, der a Mendonça
de Barros algum cargo de confiança em sua equipe de governo,
deverá ser duramente cobrado por tal decisão,
pois os escândalos passados ainda permanecem vivos na
memória dos brasileiros. Porém, o simples fato
de tê-lo consultado não significa que Geraldo Alckmin
extinguirá o Bolsa Família, privatizará
a Petrobras ou demitirá servidores federais. Fossem procedentes
as ilações da petista, Lula estaria pensando em
construir túneis que não apenas naufragam com
as águas pluviais, mas inundam as contas bancárias
de alguns espertinhos. De igual maneira, Lula também
fará acordos bisonhos com companhias de ônibus,
além de permitir que Dona Marisa, nos bastidores, comande
trampolinagens das mais diversas. Será mesmo, Dona Marta?
Perdendo
o bonde
Quando os oposicionistas trazem
à baila os escândalos advindos do
Palácio do Planalto, os situacionistas – leia-se
petistas e penduricalhos políticos – rebatem dizendo
que a corrupção foi criada no governo de Fernando
Henrique Cardoso. Ora, se a corrupção cardosiana
foi detectada pelo atual governo e nada foi feito para condenar
os culpados, o presidente Lula, a exemplo dos
envolvidos nos escândalos, deve ser duramente penalizado
pela omissão, sem o direito de transformar os crimes
passados em moldura de sua retórica barata e populista.
O que causa estranheza maior é o fato de Lula afirmar,
repetidas vezes, que jamais soube das transgressões criminosas
de seus “aloprados” companheiros, enquanto mostra
saber demais sobre o que ocorreu nas coxias da era FHC. Ou Luiz
Inácio Lula da Silva falta com verdade de maneira acintosa,
ou parou no tempo e não foi avisado. Porque tal qual
a fila, a corrupção anda. (Foto:
radiometropole.com.br)
Encrenca
das boas
Lançada pela coluna,
adotada pela oposição e agora aterrorizando o
petismo, a tese da cassação do senador Aloízio
Mercadante, por conta de seu envolvimento no escândalo
do dossiê, começa a ganhar corpo. Mercadante, nos
bastidores, tem tentado amenizar sua crítica situação
com telefonemas disparados para os mais diversos nichos da política
nacional, mas, segundo apurou a coluna, sua incursão
proporcionará pouco resultado. Integrantes do PT, já
acostumados com escândalos dessa natureza, acham que escapar
da cassação é quase impossível.
Vale lembrar que, em 2002, Aloízio Mercadante arrebatou
os votos de pouco mais de 10,5 milhões de eleitores paulistas.
Ou seja, o que o eleitor comprou não foi entregue. Algo
parecido com um candidato que o marqueteiro Duda Mendonça
embrulhou para enganar.
Fogo
de chão O petismo gaúcho está inconsolável.
Se a ida da tucana Yeda Crusius para o segundo turno da corrida
ao Palácio Piratini causou surpresas –
quem acompanhou as pesquisas do Instituto Methodus sempre soube
da possibilidade – estar à frente do petista Olívio
Dutra provocou desânimo maior ainda no PT local. Para
tentar evitar o que, segundo as pesquisas de opinião,
parece ser inevitável, petistas começam a disseminar
pela rede mundial de computadores algumas falhas de Yeda
Crusius como ministra de FHC, como se o PT fosse uma
reunião de sábios da antiga Grécia e honestos
da Lapônia. A cegueira partidária e o nanismo político
têm impedido que a memória esquerdista ressuscite
a ligação de Olívio Dutra, o Stalin de
Bossoróca, com bicheiros do Rio Grande do Sul. Só
falta a sanha rouge voltar a defender a tese de que o fim justifica
os meios. Resumindo, o machismo gaúcho precisa se acostumar
com a idéia de que o poder também usa saias.
Presa
fácil
A situação de Valdemar Costa Neto, o Boy, de volta
à Câmara Federal pelo PL, parece se complicar cada
vez mais. Após renunciar ao mandato para preservar os
direitos políticos, o mensaleiro Costa Neto continua
na alça de mira de Roberto Jefferson, deputado cassado
e ainda presidente nacional do PTB. Jefferson quer por que quer
tirar o adversário da cena política em muito pouco
tempo. E só espera o fim do segundo turno para colocar
a artilharia em campo. Por outro lado, o ex-aliado do Palácio
do Planalto na sandice chamada mensalão já não
é bem visto pela turma palaciana. Para atrair o nanico
PSC, o que livraria o PL da cláusula de barreira, Costa
Neto prometeu cargos em um eventual segundo mandato de Lula.
A turma palaciana, já cheia de problemas, torceu o nariz
ao saber do assunto.
Agulha
e dedal
Na recente degola promovida por Aldo Rebelo, na Câmara
dos Deputados, que ejetou centenas de ocupantes dos chamados
Cargos de Natureza Especial, não se sabe, ainda, se um
famoso alfaiate de Brasília, que já perambulou
por vários gabinetes como “aspone”, embarcou
no trem da tristeza. Caso ainda permaneça na sombra do
mandato de algum parlamentar, embolsando um pouco do dinheiro
do contribuinte, o alfaiate deve em breve perder a fama. Até
porque, o deputado-costureiro Clodovil Hernandes, eleito em
1º de outubro, disse achar uma cafonice os ternos que muitos
parlamentares envergam nos corredores do Congresso.
Na
mosca O que
a grande imprensa passou a noticiar somente agora, os leitores
da coluna, como sempre, souberam com antecipação
e exclusividade. Ex-chefe da Casa Civil e deputado federal cassado,
José Dirceu de Oliveira e Silva é
o mais novo homem de confiança de Carlos Slim, o empresário
mexicano que, entre tantos negócios, comanda a empresa
de telefonia celular Claro. Para quem já pensou em transformar
Brasília na Sierra Maestra tupiniquim, defender interesses
capitalistas de tal monta deve estar obrigando Ernesto “Che”
Guevara a se contorcer na tumba. (Foto: AFP)
Panos
quentes As
investigações sobre o acidente com o Boeing 737-800
da Gol voltam a ser rodeadas pela dicotomia das autoridades.
Na última sexta-feira, após reverem os discursos
que tomaram conta da semana, autoridades disseram que era prematuro
acusar os pilotos do Legacy pelo acidente que causou a morte
de cento e cinqüenta e quatro pessoas. Por outro lado,
já no sábado, a Aeronáutica foi categórica
ao afirmar que os culpados pelo acidente são os pilotos
da americana Excel Aire. Ora, se qualquer conclusão sobre
o assunto depende da análise da caixa preta do Boeing,
cuja principal peça ainda não foi encontrada,
como é possível condenar por antecipação?
Porém, é preciso lembrar que a uma emissora de
televisão o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro,
declarou que no domingo, 1º de outubro, o brasileiro foi
às urnas sob a forte emoção causada pelo
mais trágico acidente da história da aviação
brasileira. Ou seja, a verdade sobre o acidente não interessa
a muita gente. (Foto: airliners.net-Weimeng)
Coisa
de doido
A mais nova e bizarra informação sobre o acidente
aéreo ocorrido na Serra do Cachimbo surgiu neste domingo.
A equipe que se encontra na cerrada mata ao norte de Mato Grosso
teria encontrado, no colo do co-piloto da aeronave, o plano
de vôo do Boeing 737-800 que fazia rota Manaus-Brasília-Rio
de Janeiro. Beira a sandice imaginar que um Boeing, cujo peso
ultrapassa cem toneladas, cai de bico e um pedaço de
papel contendo o plano de vôo é encontrado intacto.
A informação foi divulgada depois que o ministro
da Defesa, Valdir Pires, visitou o local. O editor da coluna
discute o assunto com tranqüilidade e conhecimento de causa,
pois sofreu o mesmo drama que os familiares das vítimas
do vôo 1907 estão sofrendo. Em outras palavras,
é mais uma história muito mal contada.
Cardápio
indigesto
Pensando bem, o maior avanço na agricultura desde o início
do governo Lula foi a descoberta de um novo tipo de chuchu:
o com pimenta.
Forno
a lenha (07/10/05)
- A lógica do raciocínio diz que o PT e o PFL
são inimigos figadais, certo? Errado. Um acordo entre
os dois partidos evitou que a Comissão de Sindicância
da Câmara continuasse investigando os deputados Rodrigo
Maia (PFL-RJ) e Paulo Pimenta (PT-RS). Maia divulgou uma lista
com nomes de parlamentares petistas que teriam se beneficiado
com o mensalão, enquanto Pimenta foi flagrado no carro
de Marcos Valério, na calada da noite, enquanto conversavam
no estacionamento do Senado. Ou seja, na mais recente pizza,
o PT entrou com a massa e o PFL com o recheio. Que vergonha!