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ano 6 - número 1218

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Brasil: se cobrir vira circo, se cercar vira hospício

UH Comunicação Ilimitada

 
   
 
"A grande meia verdade: liberdade."
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William Blake

   
página uh!
 
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Rolando Lero
Na última segunda-feira, durante a primeira entrevista após as eleições, o candidato Lula disse que o segundo turno será revelador. O que o eleitor quer saber em termos de revelação ainda é a origem do dinheiro que seria utilizado pelo PT para comprar o Dossiê Cuiabá, conjunto de documentos contra candidatos do PSDB. Essa história de que Lula quer saber quem foi o gênio responsável por essa engenharia que terminou em tiro no pé é mais uma tentativa de ludibriar a opinião pública, o que na verdade vem sendo feito há quase quatro anos.

Alça de mira
A exemplo do que aconteceu com os delegados federais Antonio Carlos Rayol e Lorenzo Pompílio da Hora, que prenderam Duda Mendonça em uma rinha de galos em Jacarepaguá, no caso do dossiê o único com possibilidade de punição, por enquanto, é o delegado Edmilson Pereira Bruno, responsável pela prisão da quadrilha de “aloprados”. Tão logo explodiu o escândalo, importante para o PT era o conteúdo dos documentos, e não as fotos e a origem do dinheiro. Agora, com Lula no segundo turno, crime é a divulgação das fotos. Mas e a origem do dinheiro, presidente Lula?

Digno de pena
Sem ter mostrado, até então, a que veio, o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) disse em entrevista que no segundo turno o presidente Lula irá debater questões programáticas e de natureza ética. É bom lembrar que se Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin são inocentes, seus respectivos partidos não são. O Partido dos Trabalhadores dispensa maiores apresentações, enquanto o PSDB, que está longe do poder desde 2002, não pode ter esquecido a figura polêmica de Ricardo Sérgio de Oliveira. Ou seja, como membros partidários, nem Lula e nem Alckmin têm moral para tanto. Mais: PT e PSDB estão unidos na corrupção pelo pífio resultado da CPI do Banestado.

É o fim
Pode parecer uma loucura, mas não é. A Polícia Federal concluiu que o assessor especial do presidente Lula, Freud Godoy, não teve participação alguma no escândalo do Dossiê Cuiabá. Após o segundo depoimento de Godoy, a PF concluiu que, até então, não existem provas para incriminar o assessor-segurança do presidente Lula, o que não significa que o Freud palaciano seja inocente. Mas depois que Lula passou a usar em vão o nome do Criador, em seus enfadonhos e repetitivos discursos, não será novidade se concluírem que a dinheirama (R$ 1,7 milhão) caiu do céu. Até porque, já tem pastor de sobra no segundo turno da campanha petista.

Confusão à vista
A lentidão na apuração dos votos das eleições do último domingo em São Paulo mostrou que o mais importante estado brasileiro fará a diferença no segundo turno da corrida presidencial. Maior colégio eleitoral do país, com pouco mais de 28 milhões de eleitores, São Paulo fará a diferença no segundo turno. Por isso, o paulista deve ir se preparando, pois nova onda de ataques a mando de facções criminosas não será novidade. Até porque, para manter o status quo vale tudo e mais um pouco.

Mentira constatada
Setor da economia que durante longos meses garantiu o superávit da balança comercial brasileira, a agricultura tem sido apresentada como um triunfo do governo Lula, mas a verdade é bem diferente. Não bastassem as agruras que o centro-oeste brasileiro vem sofrendo pela incompetência do governo que aí está, o Rio Grande do Sul, estado onde a agricultura domina boa parte do território gaúcho, é outra vítima dos desmandos planaltinos. Os verdadeiros produtores rurais do Rio Grande, aqueles que realmente trabalham – diferentemente dos que invadem terras, assaltam, matam e saqueiam com o explícito apoio do governo Lula – têm a seca, as enchentes, o baixo preço dos produtos, a política cambial desfavorável e a falta de apoio oficial como preocupações. E tão indigesta fatura o candidato Lula resgatou na eleição do último domingo. Em Ipiranga do Sul, no norte gaúcho, dos 1,9 mil habitantes – mais de 90% vive no meio rural – o tucano Geraldo Alckmin conquistou 82,81% dos 1.562 votos válidos. Mas foi em Arroio do Padre, no sul do estado, que Lula sofreu sua maior derrota em números proporcionais, conquistando apenas 11,41% dos votos 1.902 votos válidos (217 no total). Mesmo assim, o gaúcho Tarso Genro ainda acredita na possibilidade de virar o jogo na terra do chimarrão.

Mal acompanhado
A decisão de aceitar o apoio do casal Garotinho provocou as primeiras baixas na campanha de Geraldo Alckmin, em termos de alianças políticas para o segundo turno. Crítica feroz do chamado “garotismo”, a deputada federal e candidata ao governo do Rio de Janeiro, Denise Frossard, desembarcou da campanha do presidenciável tucano. A prova de coerência da juíza, que mandou para a cadeia os bicheiros cariocas, pode não aterrissar na seara política de Lula. Caso isto aconteça, Frossard estaria jogando por terra todos os discursos proferidos durante a CPI Mista dos Correios, quando condenou com veemência a corrupção advinda do Palácio do Planalto. Outra baixa foi a de César Maia, prefeito do Rio, que desembarcou do palanque alckmista depois que soube do apoio dos Garotinhos. De novo a coerência entrou em cena.

Óleo de peroba
Para coordenar sua campanha em São Paulo, o candidato Lula escolheu a companheira Marta Suplicy, o que mostra que as relações do presidente com Aloízio Mercadante não são das mais cordiais. Apenas para lembrar, Lula não é o maior dos simpatizantes do marido da ex-prefeita, o franco-argentino Luis Favre, originalmente conhecido como Felipe Belisario Wermus. No filme “Entreatos” – proibido na Internet e com lançamento marcado para depois do segundo turno – Lula, durante gravação, diz, em tom de galhofa, se Eduardo Duhalde, então presidente da Argentina, não gostaria de receber Luis Favre de volta. Mais: Marta Suplicy sendo a coordenadora da campanha de Lula em São Paulo, é claro que o gardelón Favre vai entrar no circuito. Confira abaixo a fala do então candidato Lula no filme “Entreatos”. (Foto: Argenpress)

- Alô, Alô!
- Ohhhh companheiro Bush.
- Minha filha liga pra mim e diz assim: “oh pai, tudo bem? Tudo bem? Então tá!”
- Vou dizer o mesmo pro companheiro Bush: Então tá, tudo bem presidente, então tá!
- Alô, tá bien, tá bien?
- Oh Duhalde, queires Favre de volta? Eu mandarei.

A câmera sai do candidato Lula (que finge estar ao telefone) e vai para Luís Gushiken e, em seguida, para Favre, que sem ter o que fazer ri da situação. Os profissionais da campanha, no entorno, às gargalhadas perguntam: “grava essa, gravou essa?”.

Pela culatra
Não se pode negar que o apoio de Anthony Garotinho é devastador em termos político-eleitorais, principalmente depois que o governador eleito da Bahia, Jaques Wagner, que passou a integrar a tropa de choque da campanha do candidato petista, disse, em Brasília, que Lula atrairia energia positiva. E mostrando desconhecer a leitura política de campanhas eleitorais, Geraldo Alckmin surge ao lado de Garotinho. Porém, Lula não pode se vangloriar, pois acomodou no Palácio do Planalto, durante bom tempo, uma cria nefasta de Anthony Garotinho: Waldomiro Diniz. Além disso, em 2002, o próprio Lula aceitou o apoio de Anthony Garotinho no segundo turno da eleição presidencial.

Radiografia da verdade
Se a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva, desde que chegou ao Palácio do Planalto até hoje, tem levado milhões de brasileiros à reflexão, os que desconfiam do messianismo barato do presidente-operário têm, a partir de agora, um motivo a mais para deixar de lado as dúvidas diuturnas. Com o Estado democrático de direito sendo dragado continuamente por um projeto de poder que remonta aos tempos mais bizarros do comunismo soviético, o jornalista e escritor Ipojuca Pontes, colunista do ucho.info, reuniu artigos publicados entre 2002 e 2006 – alguns são inéditos, para mostrar a sanha totalitarista do PT palaciano. Em “A Era Lula - Crônica de um desastre anunciado”, o genial e brilhante Ipojuca Pontes trata de temas cruciais – como ética, economia, política externa e cultura – que têm levado o Brasil a exibir ao resto do mundo um sucesso maquiado de maneira vergonhosa, sempre vítima de um irresponsável que posa de autoridade e alega desconhecer os escândalos de corrupção de seu governo. Trabalho literário-jornalístico de qualidade incontestável, o livro “A Era Lula - Crônica de um desastre anunciado” é uma ferramenta necessária e imprescindível nesse segundo turno da eleição presidencial.

Fila da degola
“Vossa Excelência prefere representar esse papel de palmatória do mundo...” Assim o senador Ney Suassuna (PMDB), derrotado na Paraíba em sua tentativa de permanecer mais oito anos no Senado Federal, se emoldurou sua defesa logo após ouvir atentamente a leitura do relatório de autoria do senador amazonense Jefferson Peres (PDT), que ao final pediu a cassação do mandato do peemedebista por envolvimento na máfia das ambulâncias. Suassuna voltou a dizer que tudo aconteceu sem o seu prévio conhecimento, mas seu ex-assessor, Marcelo de Carvalho, o Marcelo Fraldinha ou Marcelo do Ney, não diz o mesmo. Por outro lado, Ney Suassuna, tempos atrás, durante reunião com parlamentares do PT, colocou à disposição dos presentes os préstimos de Marcelo de Carvalho para a liberação de emendas que teriam como objeto a aquisição de ambulâncias. Mesmo assim, o senador alega desconhecer os fatos. Mais: Suassuna tentou intimidar o relator Jefferson Peres, acusando-o de empregar em seu gabinete a própria mulher, o que foi negado.

Velhos tempos
Para quem integra um partido político que nos mais difíceis períodos da história política brasileira enfrentou e condenou a truculência advinda dos porões da ditadura, o comportamento do governador licenciado do Paraná, Roberto Requião, causa perplexidade. Durante visita a uma escola do Paraná, onde teve momentos de pop star, com direito a sessão de autógrafos, Requião se recusou a receber um documento firmado pelos carcereiros do estado, que clamavam por melhores condições salariais. Desrespeitando as inocentes crianças que presentes ao encontro, Requião ameaçou um representante dos carcereiros, dizendo que daquele momento em diante mandaria descer o cacete nos servidores. Assim é o democrático comportamento do cidadão que sonha em permanecer mais quatro anos no Palácio Iguaçu, entupindo os bolsos dos parentes, mas negando aumento aos carcereiros. Clique confira o vídeo em que Roberto Requião exibe sua truculência.

Manobra radical
O caso do acidente com o Boeing 737-800 da Gol caminha para uma solução encomendada. Enquanto a Aeronáutica afirma ser prematuro determinar as causas da tragédia, o governo federal tenta, antes da realização do segundo turno, dar uma resposta à sociedade. Tanto é assim, que a Polícia Federal, que entrou no caso nesta quarta-feira, já anunciou que indiciará os dois pilotos do Legacy por homicídio culposo. Trata-se de mais um ato de irresponsabilidade que não coaduna com o brilhantismo da corporação, pois as caixas-pretas dos aviões ainda não foram analisadas, o que poderia determinar as verdadeiras causas do acidente. A simulação do acidente que tem sido largamente divulgada pela imprensa é precipitada, pois detalhes da Física estão sendo deixado de lado.

Brincadeira tem hora
Considerando a hipótese de o Legacy ter atingido a parte de baixo (barriga) do Boeing, os dois aviões teriam sido atirados ao solo, pois o impacto de duas aeronaves voando a 800 Km/h, em sentidos opostos, não deixa dúvidas sobre o que aconteceria. Porém, um detalhe importante está sendo esquecido. Se depois de colidir com o Boeing, o Legacy seguiu viagem, passando obrigatoriamente pela parte traseira do avião da Gol, como mostraram as diversas simulações do acidente, o jato executivo da Embraer teria se desintegrado por conta do deslocamento de ar provocado por duas potentes turbinas de um 737-800, que naquele momento operavam a plena carga. Apenas para que os irresponsáveis que buscam desesperadamente uma solução para o caso sejam mais criteriosos em suas declarações, em janeiro e fevereiro de 2002 dois carros que passavam pela avenida Almirante Sílvio de Noronha, que contorna a cabeceira do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e dá acesso à Escola Naval, na Ilha de Villegagnon, foram literalmente jogados contra as pedras da Baía de Guanabara pela força exercida pelas turbinas dos aviões no momento da decolagem. O taxista português Antônio de Almeida Macedo, à época com 64 anos, morreu após três dias de internação no CTI do Hospital Souza Aguiar, vítima de traumatismo craniano e afundamento de tórax. Querem enganar quem? (Foto: FAB)

Laços de família
Pensando bem, os pilotos americanos podem ser parentes do Lula. Desligaram um equipamento essencial porque não sabiam.

Deu a louca
(05/10/05) - Quando soube que a CPI dos Bingos havia aprovado uma acareação entre Gilberto Carvalho, ex-secretário municipal de Santo André e atual secretário da Presidência da República, e os irmãos de Celso Daniel (João Francisco e Bruno), o presidente Luiz Inácio reagiu com indignação, afirmando que a CPI dos Bingos quer investigar tudo, menos os empresários de bingo. O presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Moraes, reagiu às críticas presidenciais, dizendo que a Comissão vai investigar tudo o que estiver relacionado com crime organizado. O presidente Luiz Inácio precisa agradecer à Comissão por não investigar os empresários de bingo, pois se assim fosse, certamente sua filha Lurian já teria sido chamada para depor. Cresce, cada vez mais, a especulação que a Ong Onda Verde, presidida pela primeira-filha, teria recebido uma polpuda doação de um bingueiro, cujo comprovante do depósito está na mão de um desafeto do presidente.

Ucho Haddad

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