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Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Maluco-beleza
“La fuerza del pueblo”. Assim o presidente Lula
abriu a entrevista
coletiva concedida nesta segunda-feira, como se falasse para
os comandados de Hugo Chávez ou Fidel Castro. Em seguida,
o candidato petista fez questão de “dar os parabéns
ao processo de apuração”, quando, na verdade,
deveria dar os parabéns pelo processo. Tirante o tropeço
gramatical, Lula causa preocupação ao defender
um sistema eleitoral que carrega fraudes já comprovadas.
Mais adiante, o presidente-candidato disse que as fotos do dinheiro
apreendido pela Polícia Federal, que seria usado para
a compra do Dossiê Cuiabá, poderiam ser divulgadas
logo no primeiro dia. É mais uma falácia discursiva
do presidente Lula, que tenta passar à opinião
pública a imagem de marido traído. A divulgação
das fotos não só foi proibida pelo Palácio
do Planalto, como o PT tentou impedi-la recorrendo ao TSE. Ou
seja, Lula falta com a verdade quando trata do escândalo
do dossiê. (Foto: radiometropole.com.br)
Amadorismo
político
A estratégia adotada pelo PT para o segundo turno
da corrida presidencial é tão ridícula
quanto ineficaz. Na entrevista coletiva que concedeu na tarde
desta segunda-feira, no Palácio da Alvorada, o candidato
Luiz Inácio Lula fez questão de destacar a derrota
do PFL na Bahia e em Sergipe, estados que serão governados
pelos petistas Jaques Wagner e Marcelo Déda, respectivamente.
Ou seja, a estratégia petista é usar o PFL contra
o candidato tucano Geraldo Alckmin. No programa Roda Viva, da
TV Cultura, o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), ao
rebater as declarações do senador Alvaro Dias
(PSDB-PR), lembrou o envolvimento de Antonio Carlos Magalhães
e José Roberto Arruda no escândalo do painel do
Senado. Não se trata de minimizar a responsabilidade
de ACM e Arruda, que deveria estar fora da política há
muito tempo, mas enfrentar o PT como paladino da moralidade
é demais. (Foto: aboutbrasilia.com)
Pela
culatra
Na esperança de conquistar mais votos no segundo
turno, o presidente Lula declarou, nesta segunda-feira, que
subirá no palanque do senador Sérgio Cabral (PMDB),
que irá decidir com a deputada Denise Frossard (PPS)
o direito de governar o Rio de Janeiro a partir de 2007. Lula,
que nos últimos dias tem falado muito em tiro no pé,
pode repetir a dose, pois não há nada mais resistente
ao presidente Lula do que o PT fluminense. Nessa torça
cruzada de apoio é preciso resgatar dados da campanha
de 2002 e compará-los com os atuais. Na eleição
anterior, que o levou ao Palácio do Planalto, Lula conseguiu
72% dos votos dos eleitores do Rio de Janeiro. Agora, no primeiro
das eleições, Lula conseguiu 49% dos votos dos
eleitores fluminenses. Em suma, é difícil saber
quem sai perdendo com o tal apoio.
Sem
saída
Muito mais que uma derrota eleitoral, Aloízio
Mercadante começou a semana administrando algo
que jamais imaginou enfrentar: a derrota
política. Eleito senador em 2002, pelo PT, com pouco
mais de 10,5 milhões de votos, Aloízio Mercadante
não repetiu nas urnas a performance da eleição
anterior. Candidato ao governo de São Paulo, o senador
petista, que nesta eleição conquistou 6,77 milhões
de votos, foi derrotado pelo tucano José Serra. A derrota
de Mercadante tem uma leitura política que precisa ser
destacada. Depois de ser eleito senador, Mercadante passou quatro
anos no Senado e exposto à mídia, e mesmo assim
naufragou nas urnas com menos votos que em 2002. Ou seja, a
aprovação do governo Lula não é
tão grande quanto anuncia o Planalto.
Inferno
astral
A situação política de Aloízio Mercadante
piorou, e muito, nas últimas horas. A Polícia
Federal deve intimá-lo para depor no escândalo
do dossiê, enquanto o deputado federal Fernando Gabeira
(PV-RJ) quer ver o senador petista se explicando na CPI das
Sanguessugas. Para piorar, o presidente Lula, que não
acredita na inocência do companheiro, já descartou
a possibilidade de contemplar Mercadante com um ministério,
em um eventual segundo mandato. Em outras palavras, Aloízio
Mercadante só continua sendo rei no Parque dos Príncipes,
bairro da zona oeste da capital paulista.
Fio
trocado
As eleições do último domingo mostraram
que uma inversão de valores
tomou conta do país. Réu confesso no escândalo
do mensalão, o deputado João Paulo Cunha
(PT-SP), que presidiu a Câmara dos Deputados, foi reeleito
para um novo mandato a partir de 2007, com 117.056 votos. No
contraponto, o deputado Cezar Schirmer (PMDB-RS), relator do
processo de quebra de decoro parlamentar do petista, com 74.691
votos não foi reeleito. Político de trajetória
exemplar. Schirmer foi responsável pela confecção
de um relatório que foi considerado pela maioria dos
parlamentares como um instrumento jurídico perfeito.
Injustiça
feita
Outra injustiça cometida
nas urnas foi a não reeleição do deputado
Jairo Carneiro, peefelista da Bahia. Relator do processo contra
o deputado-mensaleiro José Janene, concluído e
aprovado pelo Conselho de Ética da Câmara, Carneiro,
que recebeu o voto de 69.733 eleitores baianos, volta para a
Bahia logo no primeiro dia de 2007. Já o deputado Janene,
que desde o segundo semestre de 2005 não aparece na Câmara
com medo da cassação, atuou politicamente no Paraná
durante o período eleitoral deste ano. Sem concorrer
à reeleição por falta de legenda, Janene
teria mergulhado de corpo, alma e bolso na campanha do petista
André Vargas, o presidente do PT paranaense que foi eleito
deputado federal.
Perdendo
o juízo
Muito antes do fim da apuração
das urnas, o PT já pensava em um nome para presidir a
Câmara dos Deputados. A primeira idéia que surgiu
foi manter Aldo Rebelo no posto – o parlamentar paulista
foi reeleito com 169.621 votos – mas o tropeço
do PC do B na cláusula de barreira interrompeu o projeto
petista. A segunda opção foi reconduzir o deputado
João Paulo Cunha à presidência da Câmara,
mas a idéia foi prontamente descartada, uma vez que o
petista se envolveu de maneira escandalosa no mensalão.
Então, como o PMDB será, a partir de janeiro,
o maior partido da Câmara, surgiu a possibilidade de entregar
a cadeira presidencial da Casa para o deputado Eunício
Oliveira (PMDB-CE), que já esteve à frente do
Ministério das Comunicações. Socorro!
Prato
predileto Enquanto administrava a ressaca eleitoral do
último domingo, o governador licenciado do Paraná,
Roberto Requião, que vai disputar o direito de continuar
como inquilino do Palácio Iguaçu com o senador
Osmar Dias (PDT-PR), teve de enfrentar a criatividade do paranaense.
Circulou nesta segunda-feira, em todos os cantos do estado,
que Requião pode até não conhecer mamona,
mas adora canjica. E há quem diga, sem medo de errar,
que canjica o governador come sem cerimônia alguma, de
preferência ao embalo de tangos.
Face
lenhosa
Para concorrer à reeleição, Roberto
Requião se licenciou do cargo do governador,
mas continuou dando ordens a partir do comitê de campanha.
O que está muito mal explicado é o fato de alguém
licenciado do cargo continuar desfrutando de mordomias financiadas
com o dinheiro público. Requião deixou de freqüentar
o Palácio Iguaçu, mas continua morando na Granja
do Canguiri, residência oficial que serviu para receber
o araponga Délcio Razera. Algum paranaense ousado deveria
cobrar judicialmente de Requião o aluguel da Granja do
Canguiri durante o período de campanha. (Foto:
Wikipedia)
Acabou
a farra
Exceto a reeleição do deputado federal ACM Neto
(PFL-BA), o “carlismo” – corrente política
que tem o senador Antonio Carlos Magalhães como timoneiro
– deu mostras que pode estar chegando ao fim. O senador
ACM, coronel na terra de Todos os Santos, passou o domingo assistindo
à derrota de suas criaturas políticas. O peefelista
Paulo Souto, que nas pesquisas aparecia na dianteira, perdeu
a disputa para o governo da Bahia para o petista Jaques Wagner.
O também peefelista Rodolfo Tourinho saiu derrotado das
urnas, perdendo a corrida eleitoral ao Senado para o candidato
do PDT baiano, João Durval. A exemplo do que prega a
sabedoria popular, antes tarde do que nunca.
Engana,
o povo gosta! Os
erros escandalosos cometidos pelos institutos de pesquisa nas
previsões eleitorais, inclusive nas pesquisas de boca
de urna, mostraram que nem sempre os números são
confiáveis. Os institutos justificaram os erros alegando
que a culpa é dos eleitores, que no último momento
mudaram de opinião. Beira a galhofa querer transferir
ao eleitorado a culpa pelo fiasco estatístico, quando
se sabe que o erro das pesquisas ocorre porque os institutos
informam previamente aos contratantes – partidos políticos
ou não – o local da coleta de dados. E quem milita
na seara político-eleitoral sabe que todos os partidos,
sem exceção, derramam sua militância nos
locais de pesquisa. Enfim, tentaram enganar e não conseguiram.
Barrado
no baile Se
por um lado as urnas contemplaram alguns neófitos da
política, por
outro barrou figuras conhecidas no mundo parlamentar. Em São
Paulo, a maior das surpresas foi a não reeleição
do deputado Delfim Netto, que em termos eleitorais errou ao
trocar o PP pelo PMDB. Estivesse ainda no PP, os votos excedentes
de Paulo Maluf e Celso Russomanno o teriam levado de volta à
Brasília. Ainda em São Paulo, as urnas decidiram
atacar no âmbito familiar. Senador pelo PFL paulista,
o xerife Romeu Tuma não conseguiu reeleger os dois filhos,
Robson Tuma e Romeu Tuma Jr., candidatos a
deputado federal e deputado estadual, respectivamente.
Vira-casaca
A cláusula de barreira, aprovada há onze anos
e que será aplicada aos resultados desta eleição,
impingirá a vários partidos o chamado nanismo
político dentro do Congresso. Considerando que parlamentares
conhecidos não se contentarão com uma atuação
política de segunda classe, o eleitor pode se preparar
para uma enxurrada de trocas partidárias, que podem levar
alguns partidos à extinção. Troca partidária,
principalmente após uma eleição, deveria
ser considerada estelionato eleitoral.
Gestação
política
Pensando bem, com o avanço da tecnologia, as urnas eleitorais
podem estar sofrendo de prenhez eletrônica.
Vale
tudo (03/10/05)
- Quem acha que as doações politiqueiras do presidente
Luiz Inácio não passam de uma estratégia
mambembe de se fazer líder de um continente dominado
pelo caos social, engana-se. Há dias, o governo do presidente
Luiz Inácio conseguiu aprovar a doação
de aeronaves militares brasileiras para o Equador, que serão
incorporadas à Força Aérea daquele país.
Trata-se de um projeto de unificação militar do
continente, que, diga-se de passagem, tem exibido uma certa
tendência ao esquerdismo festivo e irresponsável.
A começar pelo populista Hugo Chávez, que não
só suga do Brasil o que bem entende, como vem a Brasília
para disparar desfeitas contra tudo e todos. E mais: o desarmamento
da população brasileira, aliado à militarização
unificada do continente sul-americano, faz parte de um projeto
de perpetuação das esquerdas no poder, pois Bolívia
e Paraguai também já foram contemplados com aeronaves
brasileiras.