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Senac São Paulo, além de receitas
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Segundo
round
Geraldo Alckmin chegou ao segundo turno não só
pela repentina competência de sua equipe de campanha,
mas principalmente pela incompetência do PT palaciano,
que embriagado com sensação de impunidade enveredou
pelo escândalo do dossiê. A ausência de Lula
no último debate entre os presidenciáveis e a
divulgação das fotos da dinheirama que seria usada
para comprar o Dossiê Cuiabá foram suficientes
para fazer com que os petistas começassem a semana com
ressaca eleitoral. De agora em diante, baixaria política
pouco resolverá em termos de garantia de votos. Ou os
candidatos partem para propostas concretas para um país
que continua patinando no sonho de ser uma nova potência,
ou o último que sair que apague a luz.
Radiografia
antecipada
A derrota e os números que o candidato Aloízio
Mercadante adquiriu nas urnas, neste domingo, mostram o que
pode acontecer no segundo turno da eleição presidencial.
A rejeição que o PT tem em São Paulo, turbinada
nos últimos anos, podem levar o presidente Lula a fazer
as malas antes do esperado. Apenas para lembrar, em 2002, quando
ocupou o sofá do humorista e apresentador Jô Soares
na condição de senador mais votado da história,
Aloízio Mercadante trazia na bagagem 10,5 milhões
de votos. Os 6,77 milhões de votos que teve na eleição
para governador são um diagnóstico nada bom.
Que
vergonha!
Se a chegada de Geraldo Alckmin ao segundo turno traz
ao PSDB uma
dose extra e necessária de vigor oposicionista, o fiasco
eleitoral do senador Arthur Virgílio deixa uma marca
incontestável no ninho tucano. Durante a crise do mensalão
e outras tantas que assolaram o Palácio do Planalto,
o senador amazonense ocupou a tribuna do Senado para dizer que,
se fosse necessário, agrediria fisicamente o presidente
Lula, o que mostra que alguns políticos desconhecem o
significado de oposição republicana. Candidato
ao governo do Amazonas, Arthur Virgílio chegou em terceiro
lugar, com irrisórios 74.869 votos (5,51% dos votos validos),
o que não o credencia nem mesmo para bater no cachorro
da esquina.
Moral
de sobra
Desde o início da campanha, a senadora Heloísa
Helena (PSOL) sabia que conquistar a Presidência
da República seria extremamente difícil,
mas obrigações partidárias obrigaram-na
a entrar na disputa. Evitar que o recém-criado PSOL tropeçasse
na chamada cláusula de barreira era um de seus objetivos.
Porém, a senadora alagoana sai da corrida presidencial
com um cacife político muito maior do que o esperado.
Conquistar 6.574.959 votos, ou seja, 6,85% de um eleitorado
de quase 126 milhões de eleitores, não é
tarefa para incompetente. E Heloísa Helena terá,
de agora em diante, moral e direito de repreender quem bem entender.
Imbróglio
futuro
A vitória de José Serra, em São Paulo,
e de Aécio Neves, em Minas Gerais, pode ser um prenúncio
de sérios problemas para os tucanos nos próximos
quatro anos. Caso o ex-governador de São Paulo, Geraldo
Alckmin, seja eleito presidente, o tucanato terá, a partir
de janeiro de 2007, três potenciais candidatos à
Presidência da República para 2010. Até
porque, Serra e Aécio foram eleitos com uma votação
expressiva para comandar duas importantes unidades da federação,
e Alckmin certamente não se contentará com apenas
um mandato. É esperar para ver, porque o Palácio
do Planalto está na alça de mira dos três.
Pilha
fraca
O carisma político do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva como transferidor de votos
já não é o mesmo. A derrota de alguns candidatos
do PT que disputavam cargos e majoritários mostra que
poder de persuasão do presidente está em queda,
da mesma maneira o eleitor ainda não vota em legendas,
mas em pessoas. Aloízio Mercadante, Flávio Arns
e José Fritsch, candidatos ao governo de São Paulo,
Paraná e Santa Catarina, respectivamente, foram derrotados.
A decadência política que os recentes casos de
corrupção causaram no partido do presidente pode
ser conferida nos números da campanha de Eduardo Suplicy,
reeleito para o Senado. Com 8.986.803 votos, Eduardo Suplicy
foi seguido de perto pelo candidato a senador pela coligação
PSDB-PFL, Guilherme Afif, que arrancou das urnas paulistas 8.212.177
votos. Quem melhor representaria o maior estado do país
no Senado é difícil afirmar, mas Suplicy não
está com tanto cacife eleitoral quanto imaginava, mesmo
com os números que garantiram sua reeleição.
(Foto: clubemundo.com.br)
Clima
de festa
Se por um lado corruptos confessos
foram contemplados pelas urnas,
por outro as eleições deste domingo mostraram
que coerência e conduta implacável é uma
receita de sucesso. Integrantes da já encerrada CPI Mista
dos Correios, os deputados Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Osmar
Serraglio (PMDB-PR) conquistaram nas urnas o direito
de permanecer em Brasília por mais quatro anos. Fruet,
que se destacou durante os trabalhos da CPI, foi o candidato
à Câmara Federal mais votado no Paraná,
com 210.674 votos, o que representa 3,94% dos votos válidos.
Já o deputado Osmar Serraglio, relator da CPI dos Correios,
foi reeleito com 149.673 votos, o que lhe rendeu o quinto lugar
na lista dos mais votados. No contraponto, o senador Delcídio
Amaral (PT), que presidi a polêmica CPI, perdeu a eleição
para o governo do Mato Grosso do Sul para o médico e
italiano naturalizado brasileiro André Pucinelli (PMDB).
Mais: a boa votação de Osmar Serraglio o credencia
para sonhar com a liderança do PMDB na Câmara dos
Deputados.
Abrindo
as contas
Tendo conquistado a fama por
via transversa, o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci
Filho, que quebrou o sigilo bancário do caseiro
Francenildo Costa, o Nildo, foi eleito à Câmara
dos Deputados, o que mostra que a sociedade e a militância
partidária sofre de cegueira moral. Palocci, que instalou
seu comitê de campanha em uma das mais nobres e caras
regiões da capital paulista, agora deve duas explicações
ao povo brasileiro. A primeira versa sobre as razões
da quebra do sigilo do caseiro. A segunda, mais complexa, é
provar a origem do dinheiro que financiou uma campanha milionária.
Enfim, como dinheiro no PT parece não ser problema, mas
solução...
Memória
curta Deputado federal pelo PFL, José Roberto
Arruda, de acordo com pesquisas de boca de urna, será
eleito governador do Distrito Federal com mais da metade dos
votos válidos. Quem de fato surpreendeu nas eleições
do DF foi a candidata do PT, Arlete Sampaio, que, segundo as
pesquisas, deve conquistar pouco mais de 20% dos votos válidos.
Porém, a eleição ainda não confirmada
de José Roberto Arruda, que tem como vice o senador-empresário
Paulo Octávio (PFL), mostra que o eleitor já esqueceu
o escândalo do painel do Senado, ocorrido há cinco
anos.
O
Rio agradece
Depois de muita briga na Justiça para manter sua candidatura,
o presidente do Vasco da Gama e ex-deputado federal Eurico Miranda
foi barrado pelas urnas, para sorte do povo do Rio de Janeiro.
Tendo conseguido 30.531 votos, Eurico Miranda, que será
obrigado a se contentar com a paisagem de São Januário,
não convenceu politicamente nem mesmo os torcedores do
cruz-maltino. A quantidade de votos conquistados pelo cartola
equivale ao público de uma partida de futebol realizada
em um estádio de pequeno porte. E o Cristo Redentor falou
mais alto.
Penas
ao ar
A primeira entrevista do deputado eleito Clodovil Hernandez
foi uma amostra do que deve ser sua atuação como
parlamentar. Polêmico como sempre, Hernandez voltou a
repetir que Brasília, após sua eleição,
jamais será a mesma. À rádio Jovem Pan,
a maior e mais importante do país, Clodovil retomou o
seu velho e conhecido estilo, respondendo às perguntas
com meias palavras. Nada, de agora em diante, invalida a eleição
do ex-costureiro e ex-apresentador de televisão, que
pode arrumar confusão em muito pouco tempo. Clodovil,
na entrevista, disse que não irá concordar com
ladrão. Entre imaginar que alguém seja larápio
e conseguir provar há uma enorme distância e uma
possibilidade de cassação. Enfim, o eleitor paulista
decidiu assim.
Elle
voltou! Após
longo período afastado do cenário político,
o ex-presidente
Fernando Collor de Mello, que renunciou em
meio a uma enxurrada de acusações de corrupção,
foi eleito, ontem, senador por Alagoas. Com 550.725 votos, Collor
representará durante oito anos os interesses dos alagoanos
no Senado Federal. É fato que as urnas expressam a vontade
popular, mas a eleição de Collor tirou da vida
política um dos mais admirados parlamentares dos últimos
tempos. José Thomaz Nonô, deputado federal por
Alagoas e tribuno invejável, chegou em terceiro lugar
na corrida ao Senado, com 120.656 votos. Perdeu Alagoas, perdeu
o Brasil.
Justiça
feita Escorraçado
da vida pública por conta de uma manobra jornalística
da pior qualidade, o ex-deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) volta
à casa legislativa que um dia comandou. Vereador na capital
gaúcha, o peemedebista e colorado Ibsen Pinheiro foi
eleito para a Câmara dos Deputados com 76.165 votos. Ibsen
retorna ao mundo brasiliense da política trazendo não
apenas a experiência como parlamentar, mas as marcas da
traição e da leviandade que culminaram com sua
cassação.
A
última que morre
Se a eleição de alguns corruptos confessos causou
indignação no eleitorado, o brasileiro ainda tem
a esperança de se ver livre de alguns dos meninos de
Ali Babá. A legislação prevê a suspensão
da diplomação eleitoral no caso de ficar comprovado
o uso de dinheiro advindo da corrupção em campanhas
eleitorais. Situação que deve ter recheado algumas
das milhares de campanhas invadiram o país nas últimas
semanas. E que surja o primeiro denunciante.
Aquarela
do Brasil
Pensando bem, os próximos dias serão marcados
pela monocromia das tragédias. A caixa-preta do Boeing
e a mala-preta do dossiê.
Saindo
na frente (03/10/05)
- Com vinte meses de antecedência, a coluna trouxe aos
seus leitores o que a revista Veja traz em sua última
edição (nº 1925). As gravações
telefônicas do caso Celso Daniel, em que o atual secretário
da Presidência da República, Gilberto Carvalho,
é flagrado falando de dinheiro e aconselhando a suposta
viúva do ex-prefeito de Santo André a carregar
com emoção suas entrevistas e aparições
públicas. Para o juiz João Carlos da Rocha Mattos,
preso sob a acusação de capitanear um esquema
de venda de sentenças judiciais, Gilberto Carvalho é
o elo de solução do crime que abalou as estruturas
petistas. É bem verdade que Rocha Mattos não é
nenhum querubim de asa fraturada, mas é preciso dar atenção
às suas declarações, não sem antes
ouvir as gravações telefônicas das conversas
que, meses antes de ser preso, mantinha com o filho menor de
idade. Clique
e confira as gravações do caso Celso Daniel ou
clique
e entenda um pouco mais da personalidade de Rocha Mattos, ouvindo
as conversas do juiz com o filho