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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Esqueceram
de mim
No escândalo do dossiê, o Freudgate, muito se falou
a respeito dos
envolvidos no imbróglio petista-palaciano e suas respectivas
demissões, mas ninguém se preocupou em levantar
os gastos de Freud Godoy com o cartão
de crédito corporativo da Presidência da República.
Freud Godoy, considerado um dos pivôs do escândalo,
tem sido inexplicavelmente poupado pelo presidente Lula, que
preferiu rifar o deputado Ricardo Berzoini a atirar às
feras da oposição o amigo-segurança. Tudo
muito estranho, principalmente se considerados os fatos de que
Freud Godoy age com liberdade desde os tempos de Celso Daniel,
quando prefeito de Santo André.
Maior
abandonado
Ainda com largas chances de continuar no cargo até
2010, Lula tem
vivido na sua intimidade momentos de crise e nervosismo, muitas
vezes emoldurados por destemperos verborrágicos com direito
a palavrões. Já sem a presença constante
dos colaboradores mais próximos, muitos dos quais ejetados
do governo e do poder por conta de escândalos continuados,
Lula tem apelado a amigos íntimos, alguns dos quais dos
tempos de São Bernardo do Campo. A um deles, Lula, na
última quinta-feira, desancou a reclamar da suposta traição
e deu mostras de seu desespero com a possibilidade de ter de
enfrentar um segundo turno. (Foto: radiometropole.com.br)
Para
depois
A decisão de deixar a solução sobre
o Freudgate para depois das eleições caiu como
uma bomba no mundo político. Trata-se de uma escandalosa
manobra do Palácio do Planalto na tentativa de jogar
a sujeira para debaixo do tapete, enquanto o brasileiro se ocupa
com as acirradas disputas eleitorais. Segundo apurou a coluna,
o fatídico dossiê, cujas cópias já
foram devidamente espalhadas por algumas superintendências
da Polícia Federal, está dividindo a corporação.
Enquanto alguns delegados e policiais cumprem as ordens advindas
de Brasília, outros querem revelar a verdade imediatamente.
A tese de que os dólares apreendidos pela PF podem estar
sendo substituídos para dificultar o rastreamento do
dinheiro começa a ganhar força dentro da corporação
policial. Verdade ou não, o fato é que hoje, no
Brasil, tudo é possível.
Falta
do que fazer
Na última sexta-feira, a coordenação da
campanha do presidente Lula no Paraná decidiu, na última
sexta-feira, radicalizar com os descontentes com o governo do
PT e contestar judicialmente um adesivo contra o candidato petista,
considerado apócrifo. O material, que tomou circula pelo
país colado em milhares de carros, traz o desenho de
uma mão com apenas quatro dedos, cortada por uma faixa.
A alegação dos assessores da campanha de Lula
é que o tal adesivo é discriminatório.
Identificar alguém por um defeito físico é
uma aberração, mas a tese da discriminação
tem que valer para os dois lados. Em 2002, na campanha presidencial,
Lula, durante visita a Pelotas, disse a um correligionário
que a cidade gaúcha era um pólo exportador de
viados (clique
e confira o vídeo). Por outro lado, Francenildo Costa,
o Nildo, que levou à queda o ex-ministro Antonio Palocci,
foi tratado como sendo um "simples caseiro". Então,
presidente Lula, Vossa Excelência poderia explicar o que
significa discriminação?
Parafuso
solto
Talvez o único nome ainda de peso do governo Lula, o
ministro Guido Mantega (Fazenda) acredita que um eventual segundo
mandato do petista será confortável. É
preciso lembrar que colocar em xeque o conhecimento de Mantega
sobre Economia e suas reticências seria uma irresponsabilidade,
mas algo de estranho existe entre a realidade e o pensamento
do ministro. Caso vença a corrida presidencial, seja
no primeiro ou no segundo turno, Lula terá uma enorme
dificuldade de conduzir o país, pois a principais reformas
– política, econômica e tributária
– terão a resistência da oposição,
que, passadas as eleições, começa a se
preparar para 2010. Ou Mantega pouco entende de política,
ou esconde o que pensa para dar uma força extra ao companheiro.
Pegando
carona
A possibilidade de um segundo turno na eleição
presidencial, que ronda e assusta os ocupantes do Palácio
do Planalto, merece ser analisada com a devida isenção.
O inesperado fôlego extra de Geraldo Alckmin não
se deve a uma mudança de rumo na campanha ou à
recente acidez de seus discursos, mas à incompetência
declarada do próprio Partido dos Trabalhadores. Porém,
estranho é o fato de muitos afirmarem repetidas vezes
que a negociação do dossiê foi feita à
revelia do presidente Lula e do próprio PT, quando se
sabe que o partido só decide algum assunto, grave ou
não, depois de várias e intensas reuniões.
E nessa historieta em que alguém mente compulsivamente,
o tucano Geraldo Alckmin ganha sobrevida.
Repetindo
a dose
A arapongagem tupiniquim voltou
com tudo. Pelo menos é o que vem
acontecendo na Paulicéia Desvairada, onde espiões
agem ao arrepio da lei. A mais nova contratação
no submundo da bisbilhotagem tem como alvo o empresário
Luiz Roberto Demarco Almeida, uma das vítimas do recente
escândalo protagonizado pela americana Kroll, aqui no
Brasil, que acabou resvalando em integrantes do governo federal
como Luiz Gushiken e Cássio Casseb de Lima, ex-presidente
do Banco do Brasil. Demarco, como se sabe, é considerado
o inimigo número um do banqueiro “Tantas”,
cujo nome a Justiça nos impede de citar, e Avner
Shemesh, conhecido espião israelense que atua
principalmente em São Paulo, pode ter sido chamado mais
uma vez para operações opportunistas. Há
meses, Shemesh, em outra operação encomendada
pelo atual contratante, por pouco não caiu nas mãos
da Polícia Federal, que agora acompanha a movimentação
bem de perto. Ou seja, a semana promete.
Tudo
de novo
Muitas das notícias aqui
publicadas – verdadeiras, diga-se de passagem –
têm levado à ira e ao descontrole uma minoria que
acredita poder fazer do Brasil um feudo tão exclusivo
quanto criminoso. Não é de hoje que ameaças
contra o editor e sua família se transformaram em cardápio
do cotidiano, porém, a mais recente delas, ocorrida na
última semana, agora é alvo de investigações
oficiais. Um descontente e desqualificado disse, a poucos e
não tão bons assim, que o editor da coluna precisa
morrer. Ressuscitar o coronelismo que no passado imperou no
país é atitude de pessoas no mínimo cabotinas.
Visita
inesperada A disputa pela Brasil Telecom, empresa de telefonia
com sede no
Planalto Central, parece não ter fim. Enquanto o Citibank
e os Fundos de Pensão reorganizam a companhia, que durante
longo período esteve sob o comando do banqueiro “Tantas”,
outros protagonistas do imbróglio assistem à distância
o desenrolar da situação. Ex-presidente da Telecom
Italia, o empresário Tronchetti Provera
recebeu na última sexta-feira, em sua residência,
o outrora mega-especulador e agora lobista Naji Nahas. Responsável
por ter apresentado a Provera a bela e instigante Afef
Jnifen, modelo nascida na Tunísia, Nahas pode
ter levado sob os braços alguma proposta mirabolante
tendo o mercado brasileiro de telefonia como objeto. Ou foi
apenas uma visita de consolo para aquele que foi ejetado da
presidência mundial da companhia italiana?
(Foto: canalilibero.it)
Gardenal,
o retorno
Agindo de maneira ditatorial, o governador do Paraná,
Roberto Requião, vem tentando, sem muito sucesso, amordaçar
alguns veículos de comunicação, dentre
eles a Folha de São Paulo, um dos maiores jornais do
país. A preocupação de Requião vem
da possibilidade de jornalistas da Folha publicarem o conteúdo
das conversas gravadas por Délcio Rasera, o araponga
que atuava oficiosamente no Palácio Iguaçu, sede
do executivo paranaense. Informações obtidas pela
coluna dão conta que o conteúdo de algumas das
inúmeras gravações é tão
explosivo quanto comprometedor. Os interlocutores tratavam,
com muita tranqüilidade e confiança, de licitações
com cartas marcadas. E se as provas vierem à tona antes
do próximo domingo, o próximo destino de Roberto
Requião será a capital francesa.
A
ditadura está de volta
Com a promessa de lavar a calçada da sede do Partido
Liberal em Mogi
das Cruzes, no interior de São Paulo, Maria Christina
Mendes Caldeira, que concorre a uma vaga na Câmara
Federal, foi recebida na cidade paulista por policiais civis,
todos simpatizantes (sic) do ex-marido da candidata pelo PV,
Valdemar Costa Neto. Denunciado pela ex-mulher como integrante
do esquema do mensalão, Costa Neto, que ainda preside
o PL, arregimentou alguns brutamontes na tentativa de intimidar
Mendes Caldeira, que nesta eleição deve lhe tomar
boa quantidade de votos. Tão logo teve início
o ato contra a corrupção, Maria Christina foi
abordada por policiais civis e levada presa para a delegacia
da cidade. Trata-se de uma truculência, pois é
sabido que Costa Neto é uma espécie de coronel
em decadência de Mogi das Cruzes. Para complicar a situação
do presidente do PL, que sonha em voltar à Câmara
depois de ter renunciado ao mandato, é que os carros
de alguns policiais da operação ostentavam propaganda
de Costa Neto. Agora só falta o contribuinte paulista
madrugar para financiar segurança particular para mensaleiro
pretensioso. Com a palavra o governador Claudio Lembo e o secretário
da Segurança de São Paulo, Saulo de Castro Abreu
Filho.
Dinheiro
pelo ladrão Com
excesso de visibilidade e chances reduzidas, a gaúcha
Emília Fernandes, ex-ministra do governo Lula, tenta
uma vaga na Câmara Federal pelo PT local. À frente
de uma campanha que tem causado inveja a muitos políticos
pelos excessos financeiros, Emília Fernandes tem chances
reduzidíssimas de triunfar nas urnas. Professora no interior
do Rio Grande e pouco conhecida politicamente, Emília
Fernandes se elegeu senadora pelo PTB (à época
apoiada pelo então radialista Sérgio Zambiasi,
fenômeno de votos para Deputado Estadual), indo, em seguida,
para o PDT, apenas para agradar o velho Leonel Brizola. Passado
algum tempo, Emília Fernandes desembarcou no PT de Lula
e José Dirceu. Na terra de ximangos e maragatos, onde
reza a tradição de que político que troca
de partido não se elege, a ex-ministra deve continuar
em casa. Salvo algumas raríssimas exceções
que, competentes, mudaram de partido e se reelegeram.
Direito
de resposta Nas
edições de quinta e sexta-feira, mais precisamente
na seção "Túnel
do Tempo, que diariamente traz notícias de um ano atrás,
republicamos notas sobre a prisão do editor da coluna,
ocorrida a mando do senador Heráclito Fortes
(PFL-PI), durante sessão da já encerrada CPI dos
Bingos. Na ocasião, quando depunha o doleiro Antonio
de Oliveira Claramunt, o Toninho da Barcelona, o senador piauiense,
informado de que o editor estaria com documentos sobre o depoente
do dia seguinte, decidiu pela determinação da
prisão. Na última sexta-feira, a coluna recebeu
e-mail da assessoria do senador Heráclito Fortes, o qual
esclareceu os fatos, conforme mensagem publicada abaixo e na
íntegra.
“Jamais
me atribuí a prerrogativa de determinar o que um jornalista
pensa ou escreve. Sempre defendi a liberdade de expressão.
No caso, o trabalho de que se ocupava o editor da coluna não
era jornalístico, mas de panfletagem de um material
que, inclusive, trazia ofensas a parlamentares. Fui instado
por um outro profissional, que lamentava o desvirtuamento
do uso da credencial de jornalista para esse tipo de trabalho.
Como membro da Mesa na ocasião, não poderia
me omitir.” (Heráclito Fortes)
Ainda
o senador Heráclito...
É preciso salientar que o editor da coluna, em momento
algum, “panfletou”, como sugeriu o senador, mas
apenas portava em sua pasta de trabalho documentos relativos
a um dos convocados pela CPI. Não sem antes exercer o
que manda o bom jornalismo, cabe-nos respeitar - sem perder
o direito de algumas vezes discordar - os dogmas políticos
e ideológicos do senador Heráclito Fortes, o qual
teceu o seguinte comentário a respeito do trabalho que
desenvolvemos neste espaço dedicado à verdade
dos fatos, em mensagem enviada posteriormente por sua assessora,
Letícia Almeida Borges.
“Agradeço
a atenção. Até gostaria de aproveitar
para registrar que temos (não é plural majestático,
refiro-me a mim mesma e ao senador) achado algumas das análises
que seu blog tem feito ultimamente da maior relevância
e pertinência.”
Par
ou ímpar?
Pensando bem, o presidente Lula precisa escolher, desde já,
com qual Freud desafogará as mágoas de uma possível
derrota. Com o do dossiê ou com o da psicanálise?
Engana,
engana mais (26/09/05)
- Se, em tese, a democracia é o sistema de governo cujo
poder emana do povo, na prática a coisa é bem
diferente. Normalmente, às quintas-feiras, depois das
três da tarde, raros são os parlamentares encontrados
no Congresso Nacional, em Brasília. Por conta da eleição
do novo presidente da Câmara, alguns deputados, absolutamente
interessados em angariar votos, compareceram à Casa legislativa
no último sábado. Mas você, dileto conterrâneo,
não pense que os dedicados parlamentares interromperam
o ócio sabático para defender os interesse do
povo. Foram à Câmara para salvaguardar o status
quo e garantir os próprios interesses. Ou será
que alguém pensou que fosse diferente?