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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Castelo
francês
Certo de que continuará como inquilino do Palácio
Iguaçu, sede do Executivo paranaense, Roberto Requião
corre o risco de enfrentar uma reviravolta eleitoral. Caso a
vitória nas urnas não lhe contemple, Requião
poderá curtir o fiasco político em Paris, cidade
pela qual o imperador paranaense nutre descontrolado apreço.
Lá, na chamada Cidade Luz, Requião e sua Maristela
não terão problemas para se hospedar, até
porque no número 188 da Rue de Limousin, no departamento
de Vaujours (imagem abaixo), o casal não é estranho.
E aqueles que sentirem falta do Rei Kião, que não
se intimidem com o custo de uma chamada internacional. Para
matar as saudades basta telefonar para 01 49 633080.
Foto
aérea da Rue de Limousin
Detalhe
da lista telefônica eletrônica de Paris
Saia
justa
Respondendo sobre casos de corrupção e
situações de incompetência de seu governo
durante a entrevista que concedeu ontem ao telejornal
Bom Dia Brasil, o presidente-candidato Luiz Inácio
Lula da Silva acabou se irritando quando perguntado
sobre a proibição de se produzir imagens do dinheiro
apreendido pela Polícia Federal. Ao jornalista Alexandre
Garcia, que participava da entrevista, Lula respondeu que melhor
seria se ele – Alexandre – perguntasse ao delegado.
Claro está que ao candidato Lula não interessava
ver estampada na televisão e nos jornais a montanha de
dinheiro que seus companheiros de partido carregavam para comprar
o fatídico dossiê. Como presidente, Lula não
poderia ter respondido em tom de deboche. Em outras palavras,
Lula, como mais um produto de Duda Mendonça, é
um disfarce eleitoral. (Foto: revistaforum.com)
Alberto
Roberto
“Essa crise é uma crise normal do processo
democrático”. Com tal frase o ministro Tarso Genro
tentou explicar o clima de tensão que gravita na órbita
do Palácio do Planalto e da campanha de Luiz Inácio
Lula da Silva. Falar em normalidade quando o assunto é
crise não passa de um devaneio discursivo de quem quer
contornar o incontornável. Durante entrevista concedida
nesta quinta-feira, Tarso Genro, que até agora não
mostrou a que veio, tentou mostrar à opinião pública
que reina tranqüilidade nos domínios de Lula da
Silva. O que é uma inverdade, pois o presidente, desde
o estouro do Freudgate, tem abusado dos palavrões. E
mais: normalidade e crise não combinam nem mesmo com
um brutal esforço do raciocínio.
Deu
a louca
“O que seria do Brasil sem o PT?”. Assim a ministra
Dilma Roussef, também pressionada pela imprensa, tentou
explicar o escândalo do dossiê contra os tucanos.
ria Chefe da Casa Civil da Presidência da República,
Dilma Roussef precisa saber que, sem o PT, o Brasil jamais saberia
que lama também pode ser vermelha. Até porque,
lamaçal com penas e bico muitos já sabem da existência.
Lado
B
“Quando um bandido tenta te procurar e vender alguma coisa,
você tem
que desconfiar do bandido”. Com tais palavras o presidente
Lula, literalmente acuado durante a entrevista
ao Bom Dia Brasil, tentou minimizar a crise gerada pelo escândalo
do dossiê. Lula tem razão ao afirmar que o melhor
é desconfiar do meliante que tenta vender algo a terceiro,
porém alguém há de explicar, já
que o presidente não sabe, se é preciso desconfiar
do bandido que tenta comprar alguma coisa. Presidente, o melhor
mesmo seria admitir que deu chabu. (Foto: citybrasil.com.br)
Curto-circuito
Há uma enorme dicotomia no discurso palaciano
sobre o escândalo do dossiê. Se a crise que toma
conta da campanha do candidato Lula tem no episódio o
seu nascedouro, estranho é o presidente Lula e seus companheiros
insistirem para o conteúdo dos supostos documentos seja
revelado. O que a sociedade cobra é a origem do dinheiro,
cuja divulgação o Palácio do Planalto conseguiu
adiar para depois das eleições. O clima tenso
que domina os bastidores palacianos já tem uma explicação:
o dinheiro (reais e dólares) que seria utilizado para
pagar o suposto dossiê contra o tucanato entrou no Brasil
pelas mãos de conhecidos doleiros. E o nome do dono da
conta bancária no exterior, se revelado, implode a candidatura
do presidente Lula pela reeleição.
Quem
te viu...
Depois de bater de frente com
o presidente Lula durante a campanha
para a prefeitura de Fortaleza, Luizianne Lins
agora é só sorrisos com o companheiro de partido.
Há muito freqüentando a capital federal, Luizianne
Lins desembarca nesta sexta-feira em Brasília, onde participa
de um movimento de prefeitos que defendem a reeleição
do presidente Lula. O encontro, que acontece no Hotel Nacional,
deve reunir perto de mil prefeitos. Se a ideologia de Luizianne
Lins não era a mesma do presidente Lula, em 2004, quando
disputou a prefeitura fortalezense, algo, de lá para
cá, aconteceu para que mudasse tão rapidamente
de idéia. Enfim...
Time
de primeira
Depois de pouco mais de vinte
anos falando em moralidade e combate à corrupção,
o Partido dos Trabalhadores vem experimentando, nos últimos
dois anos, o maior descrédito de sua história.
Não bastasse a crise do mensalão, que levou o
ex-presidente do partido, José Genoíno, ao ócio
político durante longos meses, agora é a vez de
Ricardo Berzoini se lançar no lamaçal da política
tupiniquim. O mais curioso é que se Berzoini fosse de
fato inocente, teria se afastado da presidência do partido.
Enfim, o Brasil assiste novamente mais uma farsa protagonizada
por Lula, que diz mandar apurar os fatos enquanto nas coxias
do poder adulas os transgressores.
Acordando
tarde
Após brigas internas das mais variadas, incrementadas
pela conhecida pimenta do PFL, o PSDB resolveu se unir, a uma
semana da eleição presidencial, para fazer da
campanha de Geraldo Alckmin algo crível.
Agora condimentado, o tom dos discursos e dos programas eleitorais
do candidato tucano mudou desde o surgimento do escândalo
do dossiê. Reduzir a vantagem do candidato Lula em poucos
dias é um a tarefa quase impossível, mas não
chega a ser um milagre quando Fernando Henrique Cardoso opta
pelo silêncio.
Na
cola
Candidata a deputada federal, Maria Christina Mendes
Caldeira pode se transforma em fenômeno da política
paulista. Depois de denunciar o ex-
marido, Valdemar Costa Neto, de envolvimento direto no escândalo
do mensalão, Mendes Caldeira resolveu tentar uma cadeira
no parlamento, o que deve conseguir, segundo cálculos
do Partido Verde. Para aumentar o clima de animosidades que
começou à época das CPIs, Mendes Caldeira
tem como coordenador de campanha um meio-irmão de Costa
Neto, o Boy, que renunciou ao mandato para não ser cassado.
Neste sábado, a candidata promove um ato contra a corrupção,
em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, em frente
ao comitê de campanha do ex-marido. Com direito à
presença do meio-irmão enfurecido.
Batendo
duro
Ainda Mendes Caldeira... Filha de tradicional família
paulistana, Maria Christina Mendes Caldeira é, na vida
política do ex-marido, o que muito costuma chamar de
pedra no sapato. Em Mogi das Cruzes, reduto eleitoral de Valdemar
Costa Neto, Mendes Caldeira deve tomar boa parte do eleitorado
do ex-marido. A queda de braços entre ambos e as diferenças
financeiras das respectivas campanhas será objeto de
reportagem de um importante jornal internacional. Resumindo,
se os dois forem eleitos, o Boy enfrentará o pior de
seus mandatos.
Queda
livre A queda
do helicóptero que transportava a equipe do candidato
ao governo do Ceará, Cid Gomes – é irmão
do ex-ministro Ciro Gomes – está em vias de cair
no esquecimento. Não fosse a ira oposicionista –
leia-se PSDB local – e a reação de Ciro
Gomes aos ataques, o assunto já teria sumido da mídia.
Integrantes do tucanato cearense – exceto Tasso Jereissati
– afirmam nos bastidores que o helicóptero, um
Esquilo de prefixo PT-HMN, transportava sacolas de dinheiro
para o interior do Ceará, fato que não foi comprovado
pelas autoridades. A aeronave pertence à empresa Power
Helicópterpos, com sede em Ribeirão Preto, cidade
onde o ex-ministro Antonio Palocci Filho deu início à
vida e às estripulias financeiras.
Aí
tem! A
polêmica sobre o gás boliviano ainda gera suspeitas
nos bastidores do poder. Uma semana após decretar a expropiação
das refinarias da Petrobras naquele país, medida que
foi congelada até as eleições verde-amarelas,
o governo da Bolívia pediu à estatal brasileira
do petróleo para que aumente a produção
de gasolina para minimizar a crise local de combustíveis.
De joelhos, a Petrobras aceitou o pedido e aumenta a produção
a partir de hoje. No contraponto, o novo ministro de Hidrocarbonetos
da Bolívia, Carlos Villegas, reafirmou ontem que a medida
será descongelada no prazo combinado. Mesmo assim, o
presidente Lula já anuncia que irá conversar com
o vizinho Evo Morales para um acordo comercial. Tem boi nessa
linha, pois Fidel Castro aguarda a conclusão do negócio
com o chapéu na mão.
Tricô
entre amigas
Os mundos da política e dos negócios jamais tiveram
telefonemas tão interessantes, como alguns ocorridos
nos últimos dias. Para acirrar ainda mais as especulações
que rondam as campanhas eleitorais de alguns famosos, um contato
telefônico entre duas conhecidas Verônicas tomou
conta da maledicência alheia. E se o conteúdo da
conversa entre ambas não foi o vampirismo paulistano,
certamente foi o oportunismo soteropolitano. E como diria o
rei Roberto Carlos, são tantas emoções!
Fingindo
de morto
Pensando bem, o presidente Lula continua sem saber a diferença
entre marido traído e bobo da corte.
A
ditadura está de volta (22/09/05)
- Logo após determinar a detenção do editor
da coluna, na terça-feira, o senador Heráclito
Fortes (PFL-PI) disse, ainda durante o depoimento de Toninho
da Barcelona, que a imprensa brasileira havia concordado com
sua decisão que, truculenta e descabida, remeteu os presentes
à audiência aos tempos da ditadura. Menos de vinte
e quatro horas depois, as palavras de Heráclito Fortes
não se confirmaram. Inúmeros foram os jornalistas
que prestaram solidariedade ao editor, como prova de que a atitude
do parlamentar é um perigoso retrocesso no que muitos
acreditam ser uma plena democracia. Na verdade, o que o senador
piauiense fez foi um atentado contra a liberdade de expressão
e o livre pensamento.