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CASOS
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SENAC SÃO PAULO
Azeite
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Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
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Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Encontros
de alcova
O escândalo do dossiê, também conhecido como
Freudgate, deve proporcionar novos e emocionantes capítulos.
Segurança e amigo pessoal do presidente Lula, Freud Godoy
pode ser considerado um cidadão bem sucedido. Em Santo
André, no ABC paulista, Freud é dono de dois apartamentos,
avaliados em R$ 800 mil cada. Ainda na região que serviu
de berço para o sindicalismo brasileiro, o ex-assessor
do presidente Lula alugou um apartamento, muito utilizado pelo
ex-prefeito Celso Daniel e pelo empresário Sérgio
Gomes da Silva, o Sombra (foto abaixo). E mais: a garçoniere
pode ter sido utilizada pelos seqüestradores de Celso Daniel,
que ao deixar um restaurante na capital paulista trajava uma
determinada calça, e quando foi encontrado morto pela
política estava com outra bem diferente.
Alma
caridosa
Para colocar mais lenha na já acalorada fogueira
em que se transformou o imbróglio do dossiê, um
dos imóveis de Freud Godoy estava alugado para Klinger
de Oliveira, ex-secretário municipal de Santo André
e acusado de envolvimento no caso do assassinato de Celso Daniel.
Para contestar as declarações do ministro Tarso
Genro, que disse ser Freud Godoy um “comum” qualquer,
o ex-assessor presidencial locou um de seus imóveis a
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do
presidente Lula. Pela locação, fajuta, o Freud
palaciano teria recebido de Lulinha a fortuna de R$ 10 mensais.
Sob
a asa
Desde que o Freudgate ganhou as ruas, o presidente Lula
tem afirmado,
repetidas vezes, que considera abominável a produção
de dossiês. Temendo que a verdade dos fatos viesse à
tona, Lula preferiu detonar o coordenador de sua campanha à
reeleição, deputado Ricardo Berzoini, que continua
como presidente nacional do Partido dos Trabalhadores. O que
beira a estranheza é o presidente Lula rifar Ricardo
Berzoini, enquanto protege Freud Godoy. Ou
Berzoini não vale o quanto pesa, ou Freud sabe bem mais
do que muitos imaginam.
Olho
da rua
Afastar Ricardo Berzoini e Hamilton Lacerda,
coordenador-geral da
campanha do presidente Lula e chefe de comunicação
da campanha de Aloízio Mercadante, foi a única
saída que os candidatos encontraram para evitar estragos
maiores. Ambos, Lula e Mercadante, sabedores da origem do dinheiro
utilizado pela quadrilha, temem que a verdade venha à
tona, complicando ainda mais a situação. O estrago
que o Freudgate provocou na campanha presidencial foi tão
grande, que assessores e marqueteiros do presidente Lula já
trabalham com a hipótese de um segundo turno. É
preciso lembrar que tal hipótese em deixado o presidente
Lula visivelmente nervoso e irritado.
Lei
da mordaça
“O Brasil mudou. Hoje não é mais como naquele
tempo em que se faziam imagens para se jogar na televisão
e destruir candidaturas”. Com tal discurso, o ministro
da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, justificou a
decisão de proibir a realização de imagens
do dinheiro apreendido pela Polícia Federal – R$
1,75 milhão – que seria utilizado para comprar
o dossiê contra os tucanos José Serra e Geraldo
Alckmin. Em sua declaração o ministro se referiu
ao escândalo da Lunus, que detonu a campanha da senadora
Roseana Sarney, que em 2002 sonhava em disputar a Presidência
da República pelo PFL. E mais: revelar a origem do dinheiro
apreendido com petistas para depois das eleições
é um tapa na cara da sociedade. O que Thomaz Bastos fez,
ao proibir a geração de imagens do dinheiro apreendido
adiar a divulgação da origem do dinheiro, é
um atentado à liberdade de imprensa.
Refém
político
Mesmo com as maléficas e imprevisíveis
reticências do Freudgate, as chances de reeleição
do presidente Lula não são pequenas. Confirmado
nas urnas o favoritismo que Lula tem arrancado nas pesquisas
eleitorais, o Brasil viverá um longo período de
ausência de governabilidade, pois os escândalos
atuais servirão de combustível para a ira oposicionista.
E se atualmente a sustentação do governo só
é alcançada com o apoio do PMDB, imagine o presidente
Lula refém durante quatro anos de Renan Calheiros e José
Sarney. Socorro!
Engana,
o povo gosta
Essa história de que o
presidente Lula e o senador Aloízio Mercadante não
sabiam das operações que desaguaram no Freudgate
é balela discursiva da pior qualidade. Nenhum dos envolvidos,
muitos deles já afastados de seus cargos, agiria sem
o prévio conhecimento de seus superiores hierárquicos.
Como já noticiamos, em 2004 o PT insistiu para produzir
um dossiê contra José Serra, que à época
disputava a prefeitura paulistana com Marta Suplicy, e para
tal foi oferecido US$ 600 mil. Depois do insucesso da empreitada,
um alto integrante do partido, lotado no Palácio do Planalto,
partiu para a intimidação de familiares do editor,
chegando, inclusive, a ameaçá-lo de morte. A ameaça
se deu através de um preposto, que de maneira ousada
transmitiu o recado chefe a um integrante da Justiça.
Piada
de salão
Não fosse a premiada
arquitetura de Oscar Niemeyer, o Palácio do Planalto
poderia ser guindado ao status de circo gauche. Dois dos envolvidos
no escândalo do dossiê, o Freudgate, exerciam funções
no mínimo hilárias para quem colocou em risco
a candidatura do presidente Lula. O professor Jorge Lorenzetti,
figura de destaque do petismo catarinense, era analista de risco
da campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Já
o funcionário do Banco do Brasil, Expedito Afonso Veloso,
era diretor de “Gestão de Risco” da instituição
financeira.
Pedra
no sapato Com 48% dos votos, segundo pesquisa do Datafolha,
o governador
Roberto Requião segue na liderança
na briga pelo governo do Paraná, enquanto o segundo colocado,
senador Osmar Dias (PDT), registrou 26% dos votos. Mesmo em
vantagem, a reeleição de Requião não
está garantida, pois um novo escândalo deve surgir
nas próximas horas. Não bastasse o nababesco apartamento
em South Miami Beach, na Florida, onde Ana Duarte e Eduardo
Requião passaram momentos pra lá de confortáveis,
um novo e elegante endereço deve ser a próxima
pedra no caminho do governador paranaense. Trata-se de um charmoso
apartamento em uma bucólica rua parisiense, próximo
ao aeroporto Charles de Gaulle. (Foto: Wikipedia)
Quem
quer dinheiro?
O gasto descomunal do deputado-usineiro João Lyra (PTB)
– é pai da bela e curvilínea Thereza Collor
– em sua campanha ao governo de Alagoas já teria
ultrapassadoos US$ 75 milhões, segundo comentários
de integrantes da coligação partidária
que sustenta sua candidatura. A desnecessária gastança
de Lyra tem causado preocupação nos bastidores
do poder e das finanças de Alagoas, assunto que tem levado
credores do usineiro a noites de insônia. Comenta-se que
o Citibank, utilizando cláusula contratual de empréstimo
não honrado, já nomeou interventor na área
fina. Ou seja, a casa pode cair.
Grana
pelo ladrão
Três depósitos bancários, totalizando R$
270 mil, estão movimentando autoridades policiais, que
agora têm o estado de Santa Catarina na alça de
mira. O dinheiro, repassado a uma construtora catarinense, pode
estar sendo utilizado para contratar serviços de arapongagem,
a exemplo do que pôde ser visto, tempos atrás,
no caso da americana Kroll. O interessante é que os depósitos
– um no valor de R$ 100 mil e dois de R$ 85 mil –
foram feitos no mesmo dia e na mesma agência bancária.
Os dois últimos, diga-se de passagem, foram realizados
na conhecida modalidade do caixa 2. Para aqueles que adoram
fazer uma fezinha no jogo do bicho, eis três respeitáveis
milhares: 64.444, 64.554 e 64.564. E boa sorte!
Rei
da cocada Ontem,
quarta-feira, o usineiro José Pessoa de Queiroz Bisneto
recebeu
em seu escritório, cna apital paulista, a visita de um
petista bem pra lá de ilustre. Às 11 da manhã,
um reluzente Omega preto blindado estacionou à porta
do edifício PBK, localizado na avenida Rebouças,
uma das mais movimentadas da Paulicéia Desvairada. Do
carro, cercado por dois truculentos seguranças, desceu
ninguém menos que Delúbio Soares,
ex-tesoureiro do PT e um dos artífices do fatídico
e criminoso esquema do mensalão. Isto mostra que as declarações
do presidente Lula de que os escândalos de corrupção
estão sendo apurados, independentemente de quem seja
o acusado, não passam de bravatas populistas e eleitoreiras.
Presidente, essa história do Delúbio é
simplesmente uma vergonha!
Eu
voltei Depois
de idas e vindas no âmbito jurídico, o ex-deputado
e presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda, teve sua candidatura
à Câmara Federal validada pelo Tribunal Superior
Eleitoral. Contando com o voto de boa parte da torcida do cruz-maltino
de São Januário, Eurico Miranda deve voltar ao
Congresso, de onde saiu sob o escândalo de remessa ilegal
de dólares ao exterior. A decisão do TSE não
apenas permite ao cartola carioca disputar a eleição
de 1º de outubro, mas traz de volta ao parlamento a personificação
da desfaçatez. Até porque, alguns brasileiros
ainda se lembram do escândalo da empresa Lolo of Florida,
com sede em Miami, que Miranda utilizava maneira bisonha. E
mais: a decisão do TSE abre uma enorme brecha para os
acusados de envolvimento no escândalo das sanguessugas
manterem suas candidaturas. Enfim...
Perdendo
a linha
De tradicional família paulistana e dono de uma fala
mansa, o senador Eduardo Suplicy perdeu a compostura nesta terça-feira,
durante debate realizado em uma faculdade da cidade de São
Paulo. Interpelado pela empresária Ana Prudente, candidata
ao Senado, que quis saber onde estava o senador nos últimos
dezesseis anos, época em que surgiram os sanguessugas,
vampiros e outros bichos da corrupção política,
Suplicy resolveu rodar a baiana, com direito a dedo em riste.
Sem medo da investida do parlamentar petista, Ana Prudente continuou
questionando Suplicy, que ao final da discussão exibia
uma descontrolada tremedeira nas mãos. É fato
que Eduardo Suplicy tem grandes e reais chances de se reeleger,
mas o episódio desta terça-feira lhe tirou alguns
bons votos.
Garatujas
esquerdistas
Pensando bem, risco por risco, o PT corre o sério risco
de ser riscado do mapa da política.
A
ditadura está de volta (21/09/05)
- Quem pensa que o Brasil vive sob a égide da democracia
e que o Congresso Nacional é a casa do povo brasileiro,
engana-se. Em atitude truculenta e inexplicável, que
fez lembrar os plúmbeos anos da ditadura militar, o senador
Heráclito Fortes (PFL-PI) determinou, durante o depoimento
do doleiro Antonio de Oliveira Claramunt – o Toninho da
Barcelona – que a segurança do Senado detivesse
o editor da coluna e apreendesse seu material de trabalho, como
se a ele coubesse a prerrogativa de determinar o que um jornalista
pensa ou escreve. A atitude do senador fere radicalmente a Constituição
Federal de 1988, que no artigo 5º determina: "é
livre a manifestação do pensamento" (inciso
IV); "é livre a expressão da atividade intelectual
e científica" (inciso IX); "são invioláveis
a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurado o direito a indenização pelo dano material
ou moral decorrente de sua violação" (inciso
X); "é plena a liberdade de associação
para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar"
(inciso XVII). Ou seja, para o senador Heráclito Fortes
um mandato parlamentar está acima de qualquer coisa ou
pessoa, inclusive da Carta Magna brasileira.