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CASOS
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SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
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ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Não
sei de nada
A mais nova bizarrice discursiva do presidente Lula
tem o escândalo do
dossiê como alvo. Durante a cerimônia de lançamento
da Central Internacional de Compra de Medicamento da ONU, em
Nova York, Lula disse que considera “abominável”
a produção de dossiês. Em sua declaração,
Lula insinuou que a oposição tenta “melar”
o processo eleitoral. Classificar o escândalo do dossiê
de tentativa de interferência no resultado das eleições
mostra que Lula não tem certeza da vitória. Por
outro lado, se existem pessoas querendo “melar”
o processo eleitoral, como afirmou o presidente, bom seria que
Lula extirpasse parte do PT.
Parlapatão
rouge
O escândalo do dossiê causou um enorme estrago
nos bastidores do PT,
fazendo com que muitos de seus ilustres integrantes escorregassem
em suas declarações. O ministro Tarso
Genro, homem da confiança do presidente Lula,
tentou, sem sucesso, explicar o envolvimento de Freud Godoy,
assessor especial da Presidência da República,
no caso. “Freud é um assessor técnico de
estrutura comum”, disse o ministro Tarso Genro, alegando
que o episódio é mais uma armação
contra o presidente Lula. O que Genro tentou foi ludibriar a
opinião pública, pois fosse Freud um comum qualquer,
jamais teria recebido um telefonema do presidente Lula para
saber sobre o imbróglio. (Foto: AFP)
Falta
do que fazer
Ainda o Freud do Lula... Fosse comum o assessor presidencial,
Lula teria força para demiti-lo e jamais ficaria à
espera de um pedido de demissão. Fosse comum esse tal
Freud, não seria responsável pela segurança
de dona Marisa Letícia. Fosse comum o Freud, não
teria dedicado parte de sua vida a acompanhar Gilberto Carvalho
e Sérgio Gomes da Silva, em Santo André. Fosse
comum como alegou o ministro Tarso Genro, Freud Godoy não
teria morado no Palácio da Alvorada
(foto abaixo), juntamente com o primeiro-casal, logo no início
do governo Lula. Se o problema fosse pequeno como anunciou o
ministro, não haveria motivo para cancelar sua agenda
no Rio Grande do Sul e retornar a Brasília rapidamente.
Comum, ministro Tarso Genro, é Vossa Excelência
que de nada sabe. (Foto: aboutbrasilia.com)
Passando
recibo
O episódio do dossiê mostra não apenas o
lado criminoso e atrapalhado do Partido dos Trabalhadores, mas
principalmente a incompetência da oposição,
que durante quase quatro anos foi incapaz de combater um partido
político que se encarrega das próprias armadilhas.
O que é preciso, de agora em diante, é descobrir
o nome do verdadeiro mandante da operação e a
origem do dinheiro apreendido pela Polícia Federal. Beira
a bizarrice um partido político contabilmente endividado
querer torrar pouco mais de R$ 1,7 milhão para fustigar
um adversário político. Enfim, cada povo tem o
governante que merece.
Cego
em tiroteio
A incompetência da oposição para aproveitar
o fato que aí está
aumenta a cada dia. Desesperado para pegar carona no imbróglio
do dossiê, o senador José Jorge
(PFL-PE), vice na chapa de Geraldo Alckmin, disse que Ronan
Maria Pinto, dono de empresa de ônibus em Santo André,
era amigo de Freud Godoy e ex-secretário municipal da
mais rica cidade do ABC paulista. Para completar o despreparo
discursivo, José Jorge disse que a prova maior da ligação
de Ronan com Freud estava nas viagens do empresário ao
Mato Grosso. Como se todos os brasileiros que visitaram o estado
do oeste brasileiro fossem suspeitos de envolvimento no escândalo
do dossiê. Além de não conhecer Freud Godoy,
Ronan Maria Pinto jamais foi secretário municipal de
Santo André.
Arquivo
X
Durante os trabalhos da CPI dos Bingos – alguns
petistas a batizaram de
CPI do Fim do Mundo – a acareação entre
os irmãos Daniel e Gilberto Carvalho produziu uma declaração
que pode ser retomada a qualquer momento. João Francisco
Daniel perguntou, em tom afirmativo, a Gilberto Carvalho, se
ele não se lembrava das saídas com Freud em um
veículo Corcel. Ex-seguranças do Delúbio
Soares, outrora tesoureiro do PT, confirmaram que Freud
Godoy dava cobertura a Gilberto Carvalho em suas visitas
a empresários de Santo André.
Pausa
merecida
Ultimamente, no Brasil, todo dia
tem um escândalo novo. Para escapar
do mar de lama que a corrupção advinda do Palácio
do Planalto impôs ao brasileiro, nada melhor do que uma
boa música. Uma das grandes surpresas da musicalidade
brasileira, Nanih Junho, que traz o jazz na
alma e na voz, surpreende a todos aqueles que comparecem aos
seus shows, em Brasília. Nesta quarta-feira, Nanih Junho
se apresenta, a partir das nove da noite, no Champanharia Latitude
15 graus. Em tempos de notícias ruins e diárias,
ouvir o trinado de Nanih Junho é um presente. Champanharia
Latitude 15 graus – 404 Sul – Brasília –
(61) 33221551. Não perca!
Vida
dura
Como nem tudo na vida são
confusões e o ser humano não é de ferro,
até mesmo os banqueiros têm o sacro direito de,
vez por outra, mudar o cenário. O mais polêmico
de todos os banqueiros tupiniquins, o Tantas, cujo nome a Justiça
ainda nos impede de citar, foi visto, na semana passada, circulando
por Florianópolis. Há quem garanta que o banqueiro
opportunista estaria farejando novos negócios no estado
sulista, mas os mais céticos acreditam que algo estranho
existe no ar. Ou, quem sabe, na linha de alguém.
Arrumando
as gavetas No próximo dia 28 de setembro, quinta-feira,
o banqueiro Tantas e seus tentáculos empresariais perdem,
de fato e de direito, o controle das empresas Telemig Celular
e Amazônia Celular, sendo que a primeira foi investigada
pela CPI Mista dos Correios por estar envolvida com o publicitário
Marcos Valério e o seu fatídico mensalão.
As duas empresas – Telemig e Amazônia – estão
na mira das concorrentes Vivo e Claro. No contraponto, a TIM
deve ser vendida em breve, como anunciaram os executivos da
Telecom Italia. Acontece que uma operação opportunista
pode estar em marcha. O empresário e ex-especulador da
Bolsa de Valores Naji Nahas estava ontem na Espanha, onde conversou
com diretores da Telefônica, sócia da Vivo. A Claro,
do mexicano Carlos Slim, pode participar do negócio,
que teria o banqueiro opportunista como timoneiro. E quando
o assunto é o mega-empresário Carlos Slim, o ex-ministro
José Dirceu contempla o movimento com olhar de soslaio.
Baretta
xanvante
Uma nova onda de grampos telefônicos desembarcou em São
Paulo.
Opportunistas de plantão, descontentes cada vez mais
com seus desafetos, decidiram repetir os escândalos que
tiveram a americana Kroll e o israelense Avner Shemesh
na linha de tiro. Tanto é assim, que está andamento
uma operação, com a participação
de policiais paulistas, para intimidar os inimigos daqueles
que contrataram os serviços policialescos. Devidamente
comunicada, a Polícia Federal já monitora à
distância os artífices da criminosa operação.
E um escândalo envolvendo servidores do governo paulista
é tudo que o presidente Lula e o senador Aloízio
Mercadante esperam em suas respectivas campanhas.
Companheiro
inimigo
“Quem negociou com os Vedoin... merece...”. Foi
esta a frase carregada
de incredulidade proferida pelo presidente da CPI das Sanguessugas,
deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), ao saber do envolvimento
do presidente do PT, Ricardo Berzoini, no escândalo
do dossiê contra os tucanos José Serra e Geraldo
Alckmin. Quase que simultaneamente, a revista Época divulgava
um comunicado envolvendo Berzoini e o ex-secretário executivo
do Ministério do Trabalho, Oswaldo Bargas na confusão
que sobrou até para o churrasqueiro palaciano. Ao dizer
que não sabia do conteúdo da conversa mantida
com o jornalista da revista semanal, Berzoini deixou claro que
o PT é uma reunião de maridos traídos.
Lula não sabia, assim como Silvinho Land Rover Pereira,
Delúbio Soares, e agora Ricardo Berzoini.
Fio
trocado Há
clara e enorme dicotomia no discurso de César Maia, prefeito
do Rio de Janeiro. Nos programas eleitorais de Geraldo Alckmin,
Maia declara seu apoio ao tucano dizendo que, caso o candidato
da coligação PSDB-PFL seja eleito, nós
vamos ter um novo Rio de Janeiro. Em outra incursão a
favor de Alckmin, César Maia diz: eu quero o menor para
minha família, para minha cidade e para o meu estado.
Na segunda-feira, César Maia, alijado da disputa presidencial
por decisão do próprio partido, disse que se Geraldo
Alckmin não for eleito, o PFL romperá com o PSDB.
Difícil mesmo é saber que está dizendo
a verdade: o político que está de olho em 2010
ou o pseudo-apoiador de Geraldo Alckmin.
Truque
novo Nos
bastidores do funcionalismo federal, em Brasília, o assunto
é um só: o desconto, que vem ocorrendo há
vários meses, de R$ 1 no contracheque de milhares de
servidores. A Polícia Federal recebeu uma denúncia
sobre o assunto e desbaratou o esquema que estaria funcionando
a partir do Ministério do Planejamento. O golpe, que
arrecadava perto de R$ 600 mil mensais, estava sendo aplicado
pelo filho de um assessor de ministro. Por enquanto, o imbróglio,
que vem sendo discutido apenas entre os servidores federais,
tinha tudo para continuar, pois quase ninguém sentia
falta de tão irrisória quantia.
Castelo
de areia
Os laudos divulgados pela polícia paulista sobre a morte
do coronel Ubiratan Guimarães colocam em xeque os depoimentos
prestados pela advogada Carla Cepollina, suposta namorada do
militar. De acordo com o resultado da perícia, Ubiratan
Guimarães foi morto por volta das 19 horas do sábado,
período em que a advogada ainda se encontrava no apartamento.
A advogada, que nega a possibilidade de ter sido a autora do
crime, entregou à polícia documentos para provar
uma suposta estabilidade em seu romance com o coronel. A coluna,
que sempre acreditou ser a advogada a algoz do coronel Ubiratan,
apurou que somente três pessoas, além do próprio
Ubiratan Guimarães, tinham uma cópia da chave
do apartamento: um dos filhos do militar, a empregada e Carla
Cepollina.
Espeto
corrido
Pensando bem, no caso do PT, culpado não é o mordomo,
mas o churrasqueiro.
Boi
na linha (20/09/05)
- O Tribunal de Contas da União (TCU) detectou superfaturamento
em contratos da Petrobras, colocando na linha de tiro três
empresas fornecedoras da estatal do petróleo, entre elas
a GDK. Com o retorno da GDK para o olho do furacão, a
retomada do assunto começa a preocupar alguns parlamentares.
Entre os que já não dormem sem a ajuda de um bom
e eficiente sonífero estão o senador Delcídio
Amaral (PT-MS) e o líder do PP na Câmara, deputado
José Janene (PR). Como Delcídio, um católico
fervoroso, é fã de carteirinha de Nossa Senhora
Aparecida, o melhor é começar a rezar e pedir,
com muita força e fé, à padroeira do Brasil.
Até porque, castelo de areia, por mais bem construído
que seja, não resiste a uma boa e forte lufada de denúncias.