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CASOS
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SENAC SÃO PAULO
Azeite
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Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Freud
explica
Os fãs da psicanálise não se cansam de
repetir que Freud Explica, mas, desta vez, que de fato explicou
foi o Freud particular do presidente Lula. Freud Godoy, assessor
da Presidência da República, é um dos seguranças
particulares de Luiz Inácio Lula da Silva. Envolvido
diretamente no escândalo do dossiê contra o tucano
José Serra, Freud Godoy é amigo íntimo
de Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, acusado de envolvimento
no caso da morte do ex-prefeito Celso Daniel. Quando a turma
de Santo André agia criminosa e deliberadamente, Freud
sempre acompanhou Gilberto Carvalho nas visitas (sic) aos empresários
da cidade do ABC paulista.
Caiu
a casa
Regiamente pago com o dinheiro público, Freud
Godoy decidiu deixar o cargo temporariamente para não
atrapalhar a campanha do presidente Lula. Na verdade, a saída
de Freud Godoy do staff do presidente Lula foi uma recomendação
dos advogados da campanha petista, que já vislumbram
problemas no âmbito da Justiça Eleitoral. Perguntado
sobre o assunto, nesta segunda-feira, o presidente do TSE, ministro
Marco Aurélio Mello, declarou: “Há um instrumental
na Constituição Federal, que é a ação
de impugnação ao mandato alcançado, e essa
ação alcança qualquer cidadão que
detenha um mandato, pouco importando que seja o presidente da
República”. Isso mostra que o Palácio do
Planalto agiu rapidamente para evitar um mal maior. Apenas para
lembrar, quando o escândalo Waldomiro Diniz veio à
tona, o Planalto agiu de maneira idêntica. Exonerou sob
a desculpa de pedido de demissão.
Na
corda bamba
A possibilidade de impugnação da candidatura
de Luiz Inácio Lula da Silva poderá
ser requerida, também, pelo envolvimento do PT, uma vez
que Gedimar Pereira Passos, um dos presos pela Polícia
Federal, é funcionário da Executiva Nacional do
partido. Gedimar Passos, em depoimento à PF, disse que
o dinheiro da operação – pouco mais de R$
1,7 milhão – lhe foi entregue por Freud Godoy,
que negou envolvimento no caso. Também envolvido no escândalo
do dossiê, o professor Jorge Lorenzetti, fundador do Partido
dos Trabalhadores, era o responsável, na maioria das
vezes, pelos churrascos presidenciais no Palácio da Alvorada
e na Granja do Torto. Lorenzetti é funcionário
do Banco do Estado de Santa Catarina, o Besc, presidido desde
2003 por Eurides Mescolotto, ex-marido da senadora Ideli Salvatti
(PT-SC). (Foto: Argenpress)
Lorota
boa
A cúpula petista e a assessoria palaciana continuam afirmando
que o Partido dos Trabalhadores não é dado a dossiês,
mas tais declarações são uma ode à
mitomania. Na eleição municipal de 2004, quando
José Serra e Marta Suplicy disputavam ferozmente a prefeitura
de São Paulo, o editor da coluna foi procurado, logo
no início da campanha, para produzir um dossiê
contra Gilberto Kassab, o que recusou. Valor da proposta: R$
100 mil. Mais adiante, com a disputa caminhando para o segundo
turno, uma nova proposta. Desta vez, com pagamento estipulado
em dólar, assessores do PT ofereceram ao editor a fortuna
de US$ 600 mil. Após negar três vezes, o editor
viu seus familiares sofrerem pressões de toda ordem.
Tempos depois, o editor do ucho.info foi ameaçado de
morte, assunto que foi parar no gabinete de integrantes da Justiça.
Barrado
no baile
O ministro Marcelo Ribeiro, do Tribunal Superior Eleitoral,
concedeu nesta segunda-feira parcialmente uma liminar em ação
impetrada pelo Partido dos Trabalhadores, vetando parte da propaganda
política do candidato da coligação “Por
um Brasil decente”, Geraldo Alckmin. O trecho que da propaganda
eleitoral proibido retrata a exata realidade do Palácio
do Planalto, agora tomado pelo escândalo do dossiê:
“Mas o governo precisa dar o exemplo. Em primeiro lugar,
tem que ser honesto. A corrupção é a pior
das violências porque tira dinheiro do pobre para dar
para o malandro, que às vezes é alto funcionário
e trabalha na sala ao lado”. Ora, se Freud Godoy trabalhava
na sala anexa ao gabinete do presidente Lula, onde está
a ofensa?
Problemas
de sobra
Dois outros detalhes do escândalo do dossiê
complicam ainda mais a situação do presidente
Lula. Freud Godoy confirmou que vinha prestando serviços
à campanha de Lula, o que é proibido por lei,
já que era funcionário da Presidência da
República. Gedimar Passos, preso pela Polícia
Federal, em São Paulo, e já transferido para Goiânia,
trabalha atualmente na campanha do presidente Lula pela reeleição.
Em um país minimamente sério, todos os envolvidos,
do presidente ao segurança, estariam contemplando o nascer
do astro-rei de maneira geometricamente distinta. Enfim, o eleitor
pode ir se preparando, pois Lula certamente virá com
o discurso de que não sabia de nada.
Batendo
duro
Tendo o suposto apreço
de Lula pelo álcool como moldura para
seu discurso, o
senador ACM (PFL-BA) devolveu nesta segunda-feira o insulto
do presidente, que o chamou, na última semana de hamster.
“Estou mais para gato caçador de rato ladrão
do dinheiro público do que para hamster. Até porque
estou mais acostumado a combater os grandes ratos. E a cada
dia fica mais confirmado que Lula é um roedor implacável,
incontrolável, para si e para seus familiares.”,
disse o parlamentar baiano”. E colocando em dúvida
a retidão moral do presidente Lula, o senador ACM completou:
“É mais fácil eu ainda ser um leão
do que ele ser um homem sério”. Presidente, na
atual situação, ser amoral ou imoral não
az muito diferença, mas se deparar com uma reprimenda
de Antonio Carlos Magalhães é o fim. Pense, presidente,
bonés não lhe faltam.
Ficou
pequeno
Prestar serviços para
a estatal Yacimientos Petroliferos Fiscales
Bolivianos é o que quer para a Petrobras o novo ministro
de Hidrocarbonetos daquele país, Carlos Villegas. Em
entrevista concedida à jornalista Patrícia Janiot,
da CNN em Español, o presidente Evo Morales
negou que seu governo irá confiscar ou expropriar as
instalações da Petrobras, o que coloca por terra
as declarações do novo ministro, que continua
fazendo ameaças ao Brasil. Enquanto Morales chamava Luiz
Inácio Lula da Silva de companheiro e irmão mais
velho, o governo boliviano acusou o Brasil de “imperialista”
e “soberbo”. O fato é que esse imbróglio
é uma das histórias mais mal contadas dos últimos
tempos. A esquerda latina quer financiar a sobrevivência
do modelo político cubano com o dinheiro do contribuinte
brasileiro.
Pretensão
e água benta Sem saber como aproveitar política e eleitoralmente
o escândalo do dossiê sanguessuga, a coligação
PSDB-PFL continua vivendo momentos de ciumeira explícita
e sedas ao vento. Prefeito do Rio de Janeiro e ainda inconformado
de ter sido barrado em seu sonho de enfrentar o presidente Lula
em outubro próximo, César Maia disse, nesta segunda-feira,
que no caso de uma derrota de Geraldo Alckmin o PFL vai romper
relações com o PSDB. A declaração
de César Maia tem um único objetivo: as eleições
de 2010. Confiante na derrota de Alckmin, o alcaide da Cidade
Maravilhosa declarou: “O PSDB sai fraco. O PFL sai forte
desta eleição. Muito mais unido. Muito mais estruturado”.
É fato que a campanha do ex-governador paulista não
é da mais empolgantes, mas César Maia, como boa
chocadeira, deveria cuidar da própria cria. Até
porque, muitos fatos sobre o escândalo das sanguessugas
continuam devidamente abafados, com o endosso do PFL.
Nada
como o tempo
Quando ainda estava em campanha para ocupar o Palácio
Iguaçu, em 2002, Roberto Requião prometeu o que
sabia ser impossível de cumprir. Acabar com os pedágios
nas estradas do Paraná foi uma das promessas, mas até
hoje o paranaense enfrenta a volúpia arrecadadora das
empresas que administram as estradas daquele estado. E como
recordar é viver e não faz mal à memória
de ninguém, não custa ressuscitar um outdoor instalado
a mando de Requião em uma das estradas do Paraná.
Governador, o pedágio não só continua impávido
e colossal, como o preço não baixou.
Seguindo
as pegadas
A arapongagem oficial do Palácio Iguaçu, que colocou
em maus lençóis Roberto Requião, pode ter
extrapolado os limites impostos pelo governador paranaense.
O serviço clandestino de escutas telefônicas comandado
por Délcio Razera monitorou amigos próximos do
governador Requião, mas pode ter invadido a privacidade
de membros da família do mandatário paranaense.
Razera ouvido as conversas de Eduardo Requião, diretor
do porto de Paranaguá, o que teria levado ao escândalo
do nababesco apartamento em South Miami Beach, localizado no
número 140 da Jefferson Avenue (foto abaixo). Os tentáculos
da arapongagem foram tão além, que até
Maristela Quarenghi de Mello e Silva, esposa do governador,
pode ter sido vítima da quadrilha. No alvo das escutas
estariam contas bancárias no exterior e um elegante apartamento
em Paris.
Lupa
na mão Um
dos mais atuantes integrantes da CPI Mista dos Correios e com
a reeleição praticamente garantida, o deputado
federal Gustavo Fruet
(PSDB-PR), indignado com o escândalo do dossiê,
vai encaminhar, através da Câmara dos Deputados,
um pedido de informações ao Ministério
da Justiça, para que a Polícia Federal investigue
e informe a origem do dinheiro utilizado por integrantes do
PT para comprar um dossiê que mostraria ligações
do candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José
Serra, com a máfia das ambulâncias. Defendendo
uma rigorosa apuração do caso, Fruet declarou:
“Nos últimos tempos, notícias sobre pessoas
que andam por aí com mais de R$ 1 milhão já
deixaram de ser surpreendentes. Mas continuam sendo estranhos
e temos que exigir uma investigação séria
a respeito desse dinheiro”.
Intifada
da fronteira Senador
pelo tucanato paranaense e praticamente reeleito, Alvaro Dias
volta a ser aquela velha e conhecida pedra no sapato de Roberto
Requião (PMDB). Há dias, o PMDB de Foz do Iguaçu,
que em tese deveria não apoiar desafetos políticos
do governador, decidiu embarcar na campanha de Alvaro Dias.
Trata-se de mais um duro golpe no sonho de Requião continuar
mais quatro anos no Palácio Iguaçu, fazendo o
que bem entende e dando emprego e altos salários a duas
dúzias de parentes. E mais: não será novidade
alguma se, diante das urnas, os peemedebistas de Foz do Iguaçu
cravarem voto em Osmar Dias, candidato ao governo do Paraná.
Rasgando
seda
Nos últimos tempos, o PT tem se dedicado a ser o pomo
da discórdia em setores que não lhe dizem respeito.
No último domingo, aconteceu em Porto Alegre uma parada
gay, considerada como sendo a oficial, uma vez que uma dissidência
do movimento acabou criando evento semelhante. Não bastassem
as agruras políticas que os petistas enfrentam na terra
de chimangos e maragatos, ao PT está sendo creditada
a cizânia no movimento gay gaúcho, que, segundo
informações vindas dos pampas, não nenhum
integrante da região. Ou seja, no Rio Grande o arco-íris
é mais vermelho.
Divã
vermelho
Pensando bem, nem mesmo com um Freud à disposição
Lula consegue se explicar.
Firme
e forte (19/09/05)
- Tão logo começaram as denúncias de Roberto
Jefferson contra o PT e os ocupantes do Palácio do Planalto,
a opinião pública esperava que o presidente Lula
ejetasse o PTB do governo, tirando-lhe todos os cargos a que
teve direito na composição da base aliada. Causa
estranheza o fato de Walfrido dos Mares Guia continuar à
frente do Ministério do Turismo, como se o mineiro que
entrou na lista de suspeitos da morte da modelo Cristiana Aparecida
Ferreira fosse insubstituível. Até porque, no
universo do Turismo existem mais competentes camuflados do que
muitos imaginam.