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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Armação
gauche
Darci e Luiz Antonio Vedoin já ultrapassaram, com folga,
os quinze
minutos de fama que o americano Andy Warhol um dia garantiu
que todos teriam o direito de experimentar. A última
edição da revista Istoé traz uma reportagem
em que os Vedoin acusam o tucano José Serra
de envolvimento na máfia das ambulâncias superfaturadas,
assim como seu sucessor Barjas Negri, atualmente à frente
da prefeitura de Piracicaba, interior de São Paulo. Horas
depois da chegada da publicação às bancas,
Luiz Antonio Vedoin voltou à prisão, enquanto
a Polícia Federal prendia um acusado de envolvimento
na farsa montada pelo PT para atacar o tucano que está
a um passo do Palácio dos Bandeirantes. No mínimo
uma enorme coincidência, especialmente porque atrás
das grades Vedoin não revela o nome de quem de fato o
contratou para tão estapafúrdia missão.
(Foto: The Economist)
Tiro
no pé
Ainda o caso Serra... Perseguir o tucanato – em
especial o ninho paulista – tem sido uma obsessão
dos petistas. Em 2004, quando José Serra e Marta Suplicy
disputavam a prefeitura de São Paulo, petistas ligados
a Silvio Pereira tentaram, sem sucesso, comprar um dossiê
contra o tucano. A oferta inicial foi de US$ 250 mil, para,
em seguida, subir para US$ 500 mil e, finalmente, US$ 600 mil.
O que mostra que dossiê contra José Serra é
mercadoria tabelada. A sorte de Serra é que esta tribuna,
odiada por alguns, não se dedica à produção
de dossiês. E mais: de onde saiu o dinheiro – R$
1,7 milhão (dólares inclusos) – para compra
do tal dossiê? O que o PT queria em 2002 era desdobrar
o caso da sociedade de Verônica Serra, filha de José
Serra, com a irmão do banqueiro tupiniquim Tantas, cujo
nome a Justiça ainda nos príbe de citar.
Nada
sei
Lula, durante visita à capital sergipana, Aracaju,
no final de semana,
disse ser abominável a tentativa de produção
de dossiês. Esse discurso de Lula é
da pior qualidade, pois não é de hoje que o PT
e seus tentáculos se dedicam diuturnamente à produção
de dossiês, sempre com o objetivo de atrapalhar o caminho
daqueles que incomodam a camarilha rouge. Quando o capítulo
da binacional Itaipu passou a ser alvo de críticas, o
Palácio do Planalto não demorou em agir. Os que
atacavam a usina e seus diretores brasileiros sofreram as mais
inesperadas ações, sendo que o caso foi devidamente
abafado, como determinou assessores palacianos. No contraponto,
o caseiro Francenildo Costa, o Nildo, que denunciou as estripulias
da República de Ribeirão, só não
foi merecedor de um dossiê por sua origem humilde. Fosse
o caseiro Nildo alguém ligeiramente mais graúdo,
certamente estaria em maus lençóis. (Foto:Argenpress)
Pulando
do barco
Presidente do capítulo paulista do Partido dos Trabalhadores,
Paulo Frateschi disse, na noite deste domingo, que o PT jamais
utilizou e nem mesmo utilizará dossiês fabricados
para atacar adversários políticos. Por outro lado,
o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, declarou
que a Polícia Federal fará uma investigação
isenta do caso. Ora, se o ministro precisa anunciar que a investigação
será isenta, é porque outras tantas não
foram.
Tentação
de sobra
“Hamster e nanico”. Tais adjetivos foram utilizados
pelo presidente Lula
para, durante visita à Bahia, se referir ao senador Antonio
Carlos Magalhães e ao deputado Antonio Carlos
Magalhães Neto, respectivamente. Que ACM, o
avô, está com a derme alva e o cabelo branco, não
como contestar, assim como ACM Neto não é das
figuras mais altas. Porém, Lula foge de seu discurso
proferido nos programas eleitorais, de que não reagirá
às provocações dos adversários.
O fato é que o desespero desembarcou na campanha de Lula,
principalmente depois que pesquisa eleitoral apontou um empate
técnico (35% cada) entre o presidente e o tucano Geraldo
Alckmin, no Distrito Federal, reduto eminentemente petista.
Resta saber como Alckmin conseguiu subir onze pontos percentuais
em apenas duas semanas. Ou as pesquisas anteriores vinham sendo
maquiadas, ou a maquiagem entrou em cena agora.
Tempos
plúmbeos
“Ao longo desses 44 meses de mandato, o presidente
não só demonstrou absoluto respeito pela liberdade
e soberania do Congresso como fez questão de prestigiá-lo
e valorizá-lo com repetidos gestos de apreço”.
Este é conteúdo da nota emitida pelo Palácio
do Planalto e assinada por André Singer, porta-voz do
presidente Lula, para justificar as declarações
sobre um possível fechamento do Congresso. Indagado no
rega-bofe ministerial sobre como o Brasil poderia atingir níveis
de desenvolvimento econômico semelhantes ao da China,
Lula disparou: “A China é uma ditadura. Para fazer
isso, só se eu fechasse o Congresso”. Essa história
de se espelhar em Hugo Chávez está cada vez mais
perigosa, pois “bolivarizar” o Brasil é algo
tão criminoso quanto esdrúxulo.
Tapete
voador
Dando continuidade ao seu projeto
de transformar em Messias planetário, ou, para os mais
nacionalistas, em Sassá Mutema planaltino, Lula desembarcará
em breve em Beirute, cidade que um dia já foi considerada
a oitava maravilha do mundo. Destruída mais uma vez pela
animosidade que reina na região, a porta de entrada do
Oriente Médio deve receber uma comitiva de empreiteiros
brasileiros que, emoldurados pelo messinanismo barato de Lula,
esperam conquistar contratos para reconstruir o Líbano.
No rastro da visita presidencial, a seleção brasileira
de futebol deve participar de partida beneficente, repetindo
o que fez em Port-au-Prince, capital do Haiti.
Aí
tem!
A incompetência da diplomacia
brasileira já ultrapassou o limite do suportável.
Antes do confisco das refinarias da Petrobras pelo governo boliviano,
o ministro de Minas Energia, Silas Rondeau, anunciou, na segunda-feira,
que o Brasil retomaria os investimentos naquele país.
Tanto é assim, que Rondeau tinha viagem marcada para
o país vizinho, juntamente com o presidente da Petrobras,
José Sérgio Gabrielli. Com a decisão do
governo de Evo Morales, os ocupantes do Palácio do Planalto
se disseram surpresos. Ora, como atitudes radicais não
são tomadas da noite para o dia, é preciso que
alguém apareça para explicar para que servem os
diplomatas brasileiros, principalmente aqueles que torram o
dinheiro brasileiro em La Paz. Com a palavra, o ministro das
Relações Exteriores, Celso Amorim.
Vale
a pena pensar Nas últimas semanas, a atenção
do eleitor está voltada para a disputa presidencial,
como não poderia deixar de ser, mas é importante
que a escolha dos deputados federais receba a devida importância.
Considerando que José Alencar – atual vice-presidente
e candidato a permanecer no cargo – enfrenta sérios
problemas de saúde, o presidente Lula poderá ser
substituído por alguém da oposição,
caso o PT e os partidos aliados do governo não façam
o presidente da Câmara dos Deputados. Não se trata
de torcer para que o pior aconteça com José Alencar,
mas em caso de ausência ou impedimento do vice-presidente,
Lula não poderá deixar o país. Do contrário,
na volta terá perdido o trono.
Calculadora
eleitoral
No ainda milionário mundo da política, onde o
balcão de negócios do Congresso Nacional alarga
a cada novo dia que surge, números de bastidores têm
causado desconforto e preocupação. Nos estados
do sul do país, um voto para chegar à Câmara
está custando entre R$ 10 e R$ 15, ou seja, um candidato
que saia das urnas com sessenta mil votos, terá investido
(sic) R$ 900 mil. Por outro lado, pagar a multa por ausência
na eleição custa R$ 2. Resumindo, é preciso
pensar para saber se é melhor perder R$ 2 do próprio
bolso do que ser vítima de R$ 15 alheios.
Fala
que eu te escuto
A calma dominical foi interrompida pela notícia de grampo
nos telefones dos ministros Marco Aurélio Mello e César
Peluzzo, presidente e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral,
o TSE, além do ministro Marcelo Ribeiro. Os três,
sem exceção, têm sido implacáveis
na aplicação da legislação eleitoral,
sendo que o mais rígido é o ministro Marcelo Ribeiro.
O assunto, que será remetido com urgência para
a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie
Northfleet, caiu como uma bomba nos meios políticos,
principalmente porque na última quinta-feira o presidente
Lula, durante jantar na casa do ministro Luiz Fernando Furlan
(Desenvolvimento) falou em fechamento do Congresso para implementação
de reformas.
Marasmo
total O caso
das sanguessugas, que se arrasta de maneira vergonhosa durante
o período eleitoral, tem tudo para ser postergado. O
Conselho de Ética do Senado, que julga o caso dos senadores
Magno Malta, Ney Suassuna e Serys Slhessaenko se reúne,
mais uma vez, nesta quarta-feira, com a esperança de
que os parlamentares compareçam para votar o processo
do senador paraibano, um dos mais implicados no imbróglio.
Na última semana, quando ouviu o depoimento de Ney Suassuna,
o Conselho de Ética conseguiu a proeza de reunir apenas
quatro parlamentares. Faltando menos de duas semanas para as
eleições, imaginar que no Congresso terá
alguém com disposição para CPI é
devaneio.
Sob
medida A
invasão da fazenda do ainda deputado José Janene
(PP-PR) por integrantes do MST causou especulações
das mais variadas no mundo da política paranaense. Na
região de Londrina, base eleitoral de Janene, muitos
afirmam que a invasão teria sido encomendada por membros
do PT, que têm no deputado do PP um inimigo político.
A tese da encomenda tem uma dose de lógica, pois o MST,
a pedido do Palácio do Planalto, decidiu postergar as
invasões, pelo menos até a eleição
presidencial. O perigo maior não está na ocupação
das terras de Janene, mas no que sabe sobre o escândalo
do mensalão. No auge da negociata parlamentar, José
Janene, ao se dirigir a líderes petistas, chamou o presidente
Lula de “filho da puta”.
O
papa não é pop
As declarações do papa Bento XVI, sobre o profeta
Maomé, causou um estrago considerável no mundo
islâmico. Enquanto líderes muçulmanos aguardavam
uma resposta do pontífice católico, os seguidores
de Maomé decidiram fazer justiça por conta própria.
No território palestino algumas igrejas católicas
foram atacadas, enquanto na Somália uma freira e seu
acompanhante foram assassinados. Mesmo assim, Joseph Ratzinger,
o papa Bento XVI, que descansa em Castelgandolfo, lamentou o
episódio, mas não se desculpou, como esperavam
os seguidores do Islã.
Pesadelo
do poder
Pensando bem, Lula dormiu achando que era melhor do que Fidel,
mas acordou certo de que é pior que Hugo Chávez.
Com
procuração (19/09/05)
- Da tribuna da Câmara do Deputados, Roberto Jefferson,
ainda deputado federal, disparou que Lula é um “malandro
preguiçoso”, palavras que tiveram efeito devastador
em todas as facções do Partido dos Trabalhadores.
Independentemente de o presidente Luiz Inácio ser malandro
ou preguiçoso – ou ambos – o fato é
que Roberto Jefferson recebeu, logo no início da crise,
o que o inquilino do Palácio do Planalto chamou de “cheque
assinado em branco”. Ou seja, nem Lula nem seus seguidores
podem reclamar. Afinal, quem recebe um cheque em branco e assinado
é porque conhece muito bem quem comete tamanha insanidade.