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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Briga
de comadres
Sem acrescentar algo de proveitoso à vida do país
e dos brasileiros, Luiz
Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso
continuam trocando farpas. De olho na eleição
de outubro – praticamente garantida – o presidente
Lula afirmou, nesta quinta-feira, que todos os casos de corrupção
ora investigados tiveram início durante a era FHC. É
verdade que a corrupção não é uma
invenção do presidente Lula, mas cabia ao petista
investigar e punir todos aqueles que ao longo da história
se envolveram em crimes de tal natureza. O melhor exemplo ó
caso do Banestado, cuja CPI terminou de maneira pífia.
E coube ao relator, deputado José Mentor (PT-SP), a confecção
de um documento final tão criminoso quanto o objeto da
investigação. (Foto: Wikipedia)
Calou
por quê?
Temendo a necessidade de enfrentar um segundo turno,
o presidente Lula se esquiva das acusações de
corrupção, o que fez de seu governo um dos mais
corruptos da história nacional. Fossem verdadeiras as
declarações lulianas, de que a corrupção
vem sendo combatida, a Operação Dilúvio
da Polícia Federal, a maior delas até agora, não
teria sido abafada como foi. O caso, que tomou a mídia
por pouco mais de vinte e quatro horas, simplesmente caiu no
esquecimento. No centro das investigações estavam
empresas grandes e conhecidas, acusadas de crime contra a ordem
tributária. Resta saber se algumas das empresas, por
uma daquelas coincidências, não se tornaram doadoras
da campanha do presidente Lula.
Adubo
gauche
Um novo escândalo começa a tomar conta
das entranhas planaltinas, mesmo que o conteúdo da confusão
ostente contornos de fábula mexicana. Bombeiros e policiais
militares paulistas, que de 2003 até recentemente integravam
o pelotão de choque de figura íntima dos mais
reservados e quase inacessíveis gabinetes do Palácio
do Planalto, teria ordenado aos protetores de aluguel uma missão
quase impossível. Sair da capital paulista rumo ao estado
de Goiás, com uma incumbência bem estranha: enterrar
pacotes e mais pacotes de dinheiro. Será que alguém
descobriu que dinheiro também dá em árvore?
Entrou
areia
A crise entre Brasil e Bolívia aumentou nesta quinta-feira,
quando o
governo de La Paz anunciou mais um duro golpe contra a brasileira
Petrobras. De acordo com o ministro de Hidrocarbonetos, a Petrobras
perderia todas as suas instalações em um processo
de re-estatização. Horas depois, a medida anunciada
pelo ministro foi congelada, por decisão do vice-presidente
boliviano, o que mostra que Evo Morales não chegou ao
poder por competência ou algo semelhante. Morales só
conquistou a presidência da Bolívia porque foi
alvo de um acordo espúrio de bastidor.
Barco
furado
Ainda o gás boliviano... O governo brasileiro, que até
então agiu irresponsavelmente, já pensa em abandonar
a operação da Petrobras na Bolívia, o que
mostra ser criminosa conduta dos ministros de Luiz Inácio
da Silva, o presidente Lula. Por ocasião do primeiro
entrevero envolvendo o gás boliviano, Lula disse que
as reservas naturais daquele país eram dos bolivianos
e que a Bolívia era um país pobre. Ao invés
de passar a mão na cabeça de Evo Morales, Lula
deveria ter obrigado o ministro Celso Amorim (Relações
Exteriores) e Marco Aurélio Garcia, assessor especial
da Presidência da República para assuntos internacionais,
a agirem dura e imediatamente. O tempo passou e só a
incompetência de ambos é que falou mais alto. Independentemente
do fiasco da diplomacia brasileira, resta saber o que fazem
embaixadores e cônsules brasileiros no exterior, além
de viverem nababescamente às custas do dinheiro público.
Armação
ilimitada
A Bolívia é responsável pelo fornecimento
de 50% do gás consumido no
Brasil, mandando diariamente para cá vinte e quatro milhões
de metros cúbicos do produto. A interrupção
no fornecimento pode afetar o parque industrial brasileiro,
em especial o de São Paulo, que é movido a gás.
Uma troca na geração de energia é possível,
sim, mas demandaria temo e dinheiro. O que fica claro em mais
um capítulo dessa novela boliviana é que a decisão
de desrespeitar um contrato firmado com o Brasil passa obrigatoriamente
pela capital cubana, Havana, e pelo Palácio Miraflores
(imagem abaixo), sede do executivo venezuelano. Como noticiou
a coluna, as repetidas visitas de Hugo Chávez
ao combalido Fidel Castro não foram para entrega de geléias.
O projeto de ambos, Chávez e Castro, é estabelecer,
mesmo que oficiosamente, uma um fonte de financiamento para
a continuidade do socialismo cubano. (Foto: Argenpress)
Parando
geral
Repetindo o que aconteceu semanas
antes do primeiro imbróglio envolvendo Brasil e Bolívia,
o ex-ministro de deputado cassado José Dirceu de Oliveira
e Silva, também conhecido como Pedro Caroço, desembarcou
no país vizinho sob o pretexto de cuidar de interesses
do empresário Eike Batista. Na última semana,
o ex-comissário palaciano esteve na Bolívia, como
se fosse emoldurar uma nova ge anunciada crise. Por isso, meu
caro leitor, aquela máxima da apresentadora Angélica,
“vou de táxi”, pode estar com os dias contados
em alguns estados brasileiros, onde os táxis são
movidos a gás.
Quem
quer dinheiro?
R$ 22,2 bilhões. Este
é o lucro dos bancos até junho deste ano, que
apresentou um crescimento de 43% em relação ao
mesmo período de 2005. Uma mudança na legislação
tributária realizada pelo governo do presidente Lula
permitiu aos bancos reduzirem consideravelmente suas despesas.
Desde a campanha de 2002, que teve Luiz Inácio da Silva
como vencedor, os banqueiros vêm derramando verdadeiras
fortunas nos cofres dos petistas, o que em bom português
configura crime de lesa pátria e lesa povo. Na anatomia
criminal de tal situação é possível
detectar situações espúrias, como a cobrança
da Taxa de Abertura de Crédito, a ilegal e famigerada
TAC. Cobrada em toda operação de crédito,
a TAC pode chegar, em alguns casos, a R$ 800. Independentemente
de ser antigo ou não, o cliente será obrigado
a pagar a TAC caso queira algum tipo de empréstimo ou
financiamento. Então, presidente Lula, Vossa Excelência
um dia não disse que governaria para o povo, o qual retomaria
as esperanças perdidas?
Rolo
novo Se escândalos, como sempre, recheiam o
cardápio das eleições brasileiras, vamos
a eles. Em fase inicial de investigação, um caso
de corrupção envolve desta vez o Departamento
Nacional de Infra-estrutura de Transportes, o famigerado DNIT,
que sucedeu Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, o
sempre borbulhante DNER. O alvo da confusão atual é
uma compra superfaturada de móveis no valor de R$ 1,6
milhão. Uma cadeira teria sido comprada por R$ 1.250,00,
ou seja, quase quatro salários mínimos para se
sentar em cima. O assunto em si não é novidade,
pois outro órgão de comunicação
já noticiou o fato. De novo só mesmo a revelação
do nome de um dos investigados: o sempre presente Delúbio
Soares, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, que saiu
do escândalo do mensalão sem chamusca de qualquer
espécie.
Beco
sem saída
Candidato ao governo de Pernambuco e ex-ministro da Saúde,
Humberto Costa que se prepare. Indiciado pela Polícia
Federal como integrante da Operação Vampiro, Humberto
Costa, de agora em diante, também é alvo de nova
investigação: o destino de R$ 20 milhões
da pasta da Saúde. O assunto pode envolver nomes ilustres
das hostes petistas, o que, se revelado na íntegra, pode
comprometer, e muito, a campanha do presidente Luiz Inácio.
Há quem diga que o ex-dono dos cofres petistas, Delúbio
Soares, estaria ciente da operação e silenciou.
Se é que apenas ficou calado.
Primos
pobres
Fadado a não eleger figuras históricas do partido,
o PT vive uma clara
dicotomia financeira, considerando as antagônicas realidades
de gastos de campanha. A bordo de uma campanha milionária,
o presidente Luiz Inácio, que ainda conta com a máquina
pública a seu favor, tem cada vez mais chances de conquistar
um segundo mandato. No contraponto, figuras carimbadas do PT
têm enfrentado silenciosamente a escassez de doações,
como é caso de Olívio Dutra,
o Stalin de Bossoróca, e Flávio Arns, candidatos
aos governos do Rio Grande do Sul e do Paraná, respectivamente.
Como as pesquisas eleitorais apontam uma derrota de Lula para
Geraldo Alckmin no Rio Grande do Sul, o candidato petista intensificou
suas visitas à terra de chimangos e maragatos, na tentativa
de reverter o quadro atual. Acontece que em termos locais, a
campanha de Olívio Dutra é pobre e nada entusiasta,
exibindo uma clara falta de material de propaganda. (Foto:
alencontre.org)
Para
inglês ver Anunciado
às vésperas das eleições, o pacote
da habitação continua rendendo nos bastidores
comentários dos mais variados. Considerado fraco pela
muitos empresários da construção civil,
o tal pacote privilegia muito acanhadamente o setor, como se
as benesses nele contidas garantissem a reeleição
do presidente Luiz Inácio. Uma das aberrações
do pacote econômico setorizado é a redução
do IPI sobre chuveiros, móveis e metais sanitários.
Enquanto isso, as alíquotas de IPI que incidem sobre
uma caneta esferográfica popular e uma bala e revólver
continuam idênticas. Presidente, a história de
um país se escreve com tinta e não com pólvora,
mesmo que o chuveiro palaciano seja bom o suficiente para um
demorado banho.
Show
de incompetência Nada
no PSDB foi tão ridículo quanto a passagem do
senador Tasso
Jereissati pela presidência nacional do partido,
onde ainda permanece como comandante-mor. Sem saber se pende
para o coté velhaco de Fernando Henrique Cardoso, que
não satisfeito com o desserviço que prestou ao
país durante oito anos agora dispara seu besteirol aos
quatro ventos, ou para a vontade de vencer da dupla Geraldo
Alckmin-Aécio Neves, Tasso Jereissati continua posando
de marido traído. O racha que vem tomando conta do PSDB
é tão impressionante, que a criação
de um novo partido deve sair desta nova confusão política.
Com Geraldo Alckmin saindo da corrida presidencial, mesmo derrotado,
com bom cacife político e Aécio Neves sinalizando
sua migração para o PMDB, o tucanato fica sem
candidato de peso para 2010. Até lá, FHC estará
velho de mais e José Serra terá aumentado seu
mau humor. Enfim, no Brasil o mico criou penas e ganhou bico.
Operação
abafa
Continua sem solução o caso de privatização
da Companhia Vale do Rio Doce, a dourada CVRD. Por ocasião
da privatização, o Bradesco foi escolhido, sabe-se
lá por quais motivos, para avaliar o patrimônio
da então estatal e comandar o processo de transferência
da empresa para a iniciativa privada. Impedido de participar
do controle acionário da milionária mineradora,
o Bradesco acabou entrando no negócio por vias transversas.
Benjamin Steinbrch, então sócio da Vale, acabou
deixando o negócio para o Bradesco, que por lei não
pode integrar a sociedade. O assunto continua parado no Ministério
Público Federal. No mínimo estranho, muito estranho.
Tá
devendo!
Pensando bem, Lula tem mais uma promessa não cumprida.
A de formar uma equipe ministerial competente.
Dando
o cano (15/09/05)
- Se a denúncia de Roberto Jefferson contra o jornal
O Globo for verdadeira, o que não é de se espantar,
o governo Lula deve igualmente ser responsabilizado, pois está
agindo em conluio com os controladores do tablóide carioca,
sem contar que a dívida com o INSS, perto de R$ 1,2 bilhão,
se refere à parte do empregado, o que caracteriza, sem
esforço algum, crime de apropriação indébita.
Lula e seus seguidores vão fingir desconhecer o assunto,
principalmente porque a popularidade presidencial está
em queda mais do que livre. Em um país minimamente sério,
todos os diretores do jornal estariam na cadeia.