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que desmistifica as doenças mentais
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CASOS
E DOCUMENTOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
PARCEIROS
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
i
Olho
da rua
Passado o escândalo do mensalão, o ex-todo-poderoso
Delúbio Soares
achou por bem dispensar sua segurança pessoal, composta
por bombeiros e militares garimpados na região de Santo
André, berço da confusão que levou Celso
Daniel à morte. Agora, abandonados pelo ex-chefe, os
seguranças, que não tiveram direito a indenização
de qualquer natureza, resolveram contar o que sabem. Tão
logo candidato Luiz Inácio Lula da Silva venceu a eleição
de 2002, a equipe, que sempre escoltou Delúbio Soares,
passou a prestar serviços para a família do presidente
eleito. Entre as gentilezas prestadas pela turma de “armários
oficiais” estariam serviços de babá para
os filhos do presidente Lula e algumas entregas nada ortodoxas.
Comboio
rouge
Em uma das vezes, os seguranças escoltaram Luiz
Inácio Lula da Silva até a região dos Jardins,
na zona sul de São Paulo, onde o presidente se reuniu
com Delúbio Soares em um flat. Os mesmos seguranças,
que têm revelado de maneira homeopática o que sabem,
foram incumbidos de levar pacotes de dinheiro para São
Bernardo do Campo. Os bilhetes de Delúbio Soares, determinando
o que deveria ser feito, estão de posse dos bombeiros
e militares, que, durante bom tempo, funcionaram como anjos
da guarda do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores.
Sem
saída
O presidente Lula bem que tentou, mas o Tribunal de
Contas da União aprovou o relatório que denuncia
o escândalo das cartilhas, encomendadas pelo Palácio
do Planalto e que consumiu perto de R$ 11,7 milhões do
dinheiro público. Com críticas à gestão
de Fernando Henrique Cardoso, as tais cartilhas, que traziam
os supostos avanços do governo Lula, teriam sido distribuídas
a vários municípios brasileiros, mas alguns prefeitos
petistas acabaram desmentindo a versão palaciana. O pernambucano
Marcos Vilaça, ministro do TCU, pensou em atender aos
apelos do presidente Lula e atrapalhar a votação
do relatório, mas acabou desistindo. O dinheiro, supostamente
desviado – não há comprovação
da existência do material – teria sido utilizado
para quitar dívidas remanescentes da campanha anterior.
Assim, devolver o dinheiro em quinze dias, como exige o TCU,
só mesmo se acontecer um milagre.
Fuginda
raia
Não poderia ser diferente. Luiz Inácio da Silva,
o presidente Lula, mais uma vez deixou de comparecer a um debate
entre presidenciáveis, desta vez realizado pela TV Gazeta,
em São Paulo, A exemplo de José Serra, que também
se recusa a participar de debates, Lula não compareceu
e foi guindado à condição de alvo predileto
dos adversários. Responder sobre os escândalos
de corrupção em que se envolveram seus diletos
companheiros certamente seria um ato de suicídio político.
Orientado pelos marqueteiros de campanha, Lula continua fingindo
desconhecimento sobre o que o mundo já sabe: seu governo
foi tão o mais corrupto que os de antecessores.
Caiu
a casa
Ainda repercute negativamente a decisão da Polícia
Federal de avisar ao senador Renan Calheiros, com muitas horas
de antecedência, o início da Operação
Mão-de-Obra, que tinha como objetivo interromper a farra
nas contratações congressuais. Integrantes da
PF garantem ser essa uma prática normal, mas ninguém
ligou para a Daslu comunicando a cena hollywoodiana que a PF
protagonizou na mais chique e badalada butique brasileira. É
bom lembrar que o chefe-maior da Polícia Federal é
ninguém menos que Márcio Thomaz Bastos, ministro
da Justiça. O temor que reinou no Senado, naquele momento,
recaia sobre a possibilidade de a PF encontrar documentos comprometedores.
E o assunto só não avança na mídia
como deveria, porque, lá atrás, alguns espertos
trocaram notícias tendenciosas por cargos para parentes.
Maquiagem
oficial
O pacote para o setor da habitação, de
caráter meramente eleitoreiro, não foi bem digerido
pelos empresários e representantes do segmento. Uma das
barbaridades mais gritantes foi o anúncio de que parcelas
do financiamento da casa própria poderão ser descontadas
na folha de pagamento, desde que a parcela não ultrapasse
30% do valor nominal do salário. Trata-se de uma idéia
suicida, pois não admissível tal situação
uma vez que o presidente Lula não criou os dez milhões
de novos empregos prometidos na campanha de 2002. É fato
que o sonho da casa própria é acalentado por milhões
de brasileiros, mas o financiado deve ter o direito de priorizar
seus pagamentos. Caso adoeça e não tenha dinheiro
para se tratar, o financiado morre e deixa a dívida para
a família. Enfim, coisa de gente louca e despreparada.
Tentativa
frustrada
Tentando continuamente se esquivar
da acusação de se integrante da máfia das
ambulâncias superfaturadas, o senador Ney Suassuna
se
complica a cada dia. No depoimento que prestou na última
terça-feira, no Conselho de Ética do Senado, Suassuna
declarou que tudo acontecia sem o seu conhecimento, e que sua
assinatura fora falsificada por uma assessora. Menos de vinte
e quatro horas depois, a assessora Mônica Mucury Teixeira
disse, em depoimento à Corregedoria do Senado, que assinava
a documentação de Suassuna a pedido do próprio
senador. Por outro lado, é preciso lembrar que, há
meses, Ney Suassuna, reunido com parlamentares petistas colocou
os serviços e o conhecimento de Marcelo de Carvalho à
disposição dos barbudinhos mais gulosos. E mais:
essa coisa de assessor assinar como se parlamentar fosse é
uma prática usual dentro do Congresso. Tão usual
quanto parlamentar levar uma beirada nas emendas.
Vaso
trincado
Presidente nacional do PSDB,
o senador Tasso Jereissati (CE)
reconheceu que o partido vive um racha quase irreversível.
De um lado estão Fernando Henrique Cardoso e José
Serra, e do outro, Geraldo Alckmin e Aécio
Neves. A briga retomada no último final de semana teve
as chances políticas de Aécio Neves para 2010
como motivo. O tucanato errou ao não dar um basta nos
devaneios discursivos de FHC, que deveria se contentar em passear
pelas charmosas ruas de Paris, o que seria muito mais barato
para o partido. Por outro lado, confirmada as previsões
de derrota, Geraldo Alckmin sai do processo eleitoral com um
cacife político considerável, o que o habilita
para assumir a liderança da oposição. Até
porque, 35 milhões de votos (é o que Alckmin deve
conquistar nas urnas) não são para qualquer um.
Show
de besteiras Diz o adágio popular que o papel aceita
tudo, mas a política aceita muito mais. Na explícita
tentativa de enganar o eleitor, alguns programas eleitorais
desdenham da capacidade de raciocínio do ser humano.
No programa de José Serra, por exemplo, o candidato tucano
ao Palácio dos Bandeirantes disse que cidades paulistas
que abrigam presídios terão compensações
financeiras, a começar pela área da saúde.
Ora, desde quando um presídio causa algum tipo de epidemia?
Outra inverdade que constou do programa de José Serra
é que o tucano foi o melhor ministro da Saúde
que o Brasil já teve. É preciso lembrar que foi
na gestão Serra que teve início o escândalo
das ambulâncias superfaturadas.
Quem
te viu...
No caso do senador Aloízio Mercadante,
adversário de Serra na disputa
pelo Palácio dos Bandeirantes, o programa eleitoral trouxe
a declaração de Marta Suplicy, que disse, em tom
de recomendação ao eleitor, conhecer o candidato
petista. Marta não faltou com a verdade ao dizer o que
disse, pois coube a Aloízio Mercadante sentar sobre o
relatório do projeto de responsabilidade fiscal, o que
livrou da cadeia a ex-prefeita paulistana. Até porque,
para fechar as contas de sua gestão, Marta Suplicy precisou
pedir ao presidente Lula a liberação de dinheiro
do Projeto Reluz. Mais adiante, o programa eleitoral do petista
trouxe a informação que Aloízio Mercadante
foi escolhido por jornalistas que cobrem o cotidiano do Congresso
como o melhor senador do Brasil.
Não
dá mais!
Ainda os programas eleitorais... A atual enquete da coluna,
que quer saber do leitor se o horário eleitoral gratuito
ajuda na escolha dos candidatos, mostra o descontentamento do
eleitor com o assunto. Até o fechamento desta edição,
63,16% dos eleitores votaram “não”, ou seja,
que os programas eleitorais em nada colaboram no momento da
escolha do candidato. Participe e vote na enquete que se encontra
na coluna à esquerda.
Grana
curta A dificuldade
na arrecadação de dinheiro para campanhas eleitorais,
especialmente depois do imbróglio do mensalão,
tem trazido enormes
problemas para muitos candidatos. No Rio Grande do Sul, por
exemplo, a candidata tucana ao governo gaúcho,Yeda
Crusius (PSDB), abandonada pelo marqueteiro Chico Santa
Rita há pouco mais de quinze dias, agora enfrenta a animosidade
dos outros prestadores de serviços. Os responsáveis
pela gravação dos programas eleitorais de Yeda
Crusius anunciaram que, cansados de trabalhar sem receber, só
entram no estúdio se o dinheiro chegar antes. E se a
situação está, como diria o gaúcho,
“feia barbaridade”, deve complicar ainda mais, pois
o Rio Grande comemora a semana farroupilha.
Tudo
combinado A
saúde debilitada de Fidel Castro pode
impedir o retorno do ditador ao poder central de Cuba. Muito
se especulou nesta quarta-feira em
relação ao futuro político de Cuba, mas,
contrariando as expectativas da oposição cubana
– boa parte mora no exílio –, tudo deve permanecer
como está na ilha caribenha, mesmo com a ausência
de Fidel. No comando desde que o irmão adoeceu, Raúl
Castro – uma versão piorada e sanguinária
de Fidel – deve continuar como chefe-maior dos cubanos
que vivem na ilha. Mesmo que planos de retomada do poder estejam
em marcha, é preciso considerar que as contínuas
visitas de Hugo Chávez ao ditador cubano não são
para entrega de geléia. O objeto dos encontros tem sido
a sucessão em Cuba, onde a garantia de que a turma de
Fidel Castro continue no poder é o cardápio das
discussões.
Faz
de conta
Na última segunda-feira, 11 de setembro, os Estados Unidos
abusaram dos eventos que lembraram o ataque às torres
gêmeas do World Trade Center, alvo de um ataque terrorista
que deixou, só em Nova York, pouco mais de 2,7 mil mortos.
O abuso comemorativo serviu não apenas para camuflar
a incompetência ianque para capturar Osama bin Laden,
líder intelectual dos terroristas que têm o Islã
como escudo, mas principalmente para justificar a onda de ataques
aos países árabes, como parte do processo imperialista
de dominação do mundo. Enquanto choraram por seus
mortos, os americanos fecharam os olhos novamente para as barbaridades
ianques cometidas no Afeganistão, Iraque e Líbano.
E não será novidade se, nas reticências
deixadas pelo último 11 de setembro, o governo de George
W. Bush propuser um aumento das verbas beligerantes.
Be-a-bá
gauche
Pensando bem, depois de chorar por ter conseguido seu primeiro
diploma, o de presidente, Lula foi traído pela cartilha.
Patíbulo
da vida (15/09/05)
- Quem acompanhou a sessão plenária que decidiu
pela cassação do mandato do deputado Roberto Jefferson,
achou que a Câmara dos Deputados, por alguns parcos momentos,
mais parecia um templo do Tibet, tamanha era a quantidade de
honestos de última hora. Não bastassem os discursos
inflamados advindos de todas as agremiações políticas,
causou espécie a quase imediata resposta do PT para tentar
salvar o jornal O Globo, acusado por Jefferson de ser um dos
grandes devedores do INSS. Não é de hoje que a
Vênus Platinada se vale da proximidade com o poder para
existir, o que não tem sido diferente no que tange ao
governo Lula. A promiscuidade da relação entre
o Palácio do Planalto e a emissora carioca é tamanha,
que se o PT e o Planalto não saíssem na defesa
do conglomerado empresarial da família Marinho, Lula,
ao retornar de mais um périplo internacional, poderia
chamar o caminhão de mudança.