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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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Carol Wilke
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Pingos
nos is
O imbróglio das cartilhas que exaltam os supostos avanços
do governo Lula e criticando a gestão FHC, produzidas
a mando do Palácio do Planalto, pode levar muito mais
gente ao banco dos réus do que se imagina. O fato é
que a Operação Cartilha foi mais uma daquelas
obras encomendadas que, como sempre, serve apenas para escoar
o dinheiro dos cofres públicos. O Planalto afirmou que
as tais cartilhas foram entregues em todo o Brasil, mas os responsáveis
por alguns diretórios municipais do PT contradizem os
assessores palacianos. O que está claro é que
na operação alguém deixou de receber a
propina combinada e, inconformado, detalhou a operação
ao Tribunal de Contas da União. Resta saber se os restos
a pagar da campanha de 2002 do PT foram pagos antes da produção
das tais cartilhas.
Quem
quer dinheiro?
Cumprindo o compromisso de apoiar a candidatura de Gleisi
Hoffmann ao
Senado, Lula desembarcou no Paraná, dia desses, acompanhado
de uma horda de seguidores, muitos dos quais regiamente pagos
com o dinheiro do contribuinte. Figura constante nas caravanas
eleitorais do presidente Lula, o ministro Paulo Bernardo da
Silva (Planejamento) posou de papagaio de pirata durante comício
de sua mulher, Gleisi, que desde que deixou a diretoria financeira
de Itaipu tem se dedicado ao inviável sonho de chegar
ao Congresso com um mandato debaixo do braço. É
fato que chega a ser comovente ver um “maridão”
apoiando a candidatura da esposa, mas financiado pelo dinheiro
público é caso de polícia. Até porque,
a obrigação de Paulo Bernardo é permanecer
em Brasília cuidando de seus afazeres. (Foto:
Divulgação)
Recordar
é viver
Ainda sem se manifestar na campanha pela reeleição
do presidente Lula, o vice José Alencar continua devendo
uma explicação ao eleitor, antes que seja reconduzido
ao Palácio Jaburu. Também candidato a vice na
chapa encabeçada pelo operário mais famoso do
país, Alencar opta pela “mineirice” quando
o assunto é o escândalo das camisetas que a empresa
Coteminas forneceu ao Partido dos Trabalhadores na campanha
municipal de 2004. Na conta da Coteminas foi depositada a bagatela
de pouco mais de R$ 12 milhões, sendo que até
agora a origem do dinheiro não foi confirmada. No mínimo
estranho.
Sinuca
de bico
O caso Razera continua rendendo no Paraná. O araponga
oficial do governador Roberto Requião, em depoimento
prestado nesta terça-feira, revelou que seu superior
imediato era o assessor do mandatário paranaense, Mário
Lobo. Em um dos locais utilizados por Délcio Razera para
monitorar os adversários de Requião, foi encontrado
um bilhete enderreçado a Mário Lobo, o que evidencia
a ligação entre o araponga e o chefe da família
real paranaense. Visivelmente transtornado com os recentes escândalos,
Requião, durante entrevista a uma emissora de televisão
local, chamou de ladrões os assessores do ex-governador
Jaime Lerner. Governador, é fato que aquele que se apodera
do dinheiro público não pode ser chamado de anjo,
mas algum adjetivo deve existir para quem compra um apartamento
em Miami Beach ou em Paris. No mínimo é um “bon
vivant”.
Abrindo
o esquife
Candidato à reeleição, o governador do
Paraná, Roberto Requião –
atualmente está licenciado do cargo – parece ter
esquecido as promessas da campanha de 2002. Quando ainda brigava
pelo direito de se instalar – com mala, cuia e duas dúzias
de parentes – no Palácio Iguaçu, Requião
declarou guerra aos pedágios, ameaçando, inclusive,
cancelar os processos de privatização das estradas
paranaenses. Agora, em campanha novamente, Requião declara
que irá construir estradas paralelas nos locais onde
existem rodovias “pedagiadas”. Ora, se a primeira
promessa ainda não foi cumprida, imagine a segunda. Enfim,
acredita quem quiser. (Foto:
Wikipedia)
Caminho
sem volta
Cada vez mais próximo do presidente Lula, o governador
Aécio Neves não soube explicar sua intimidade
com o atual ocupante do Palácio do Planalto. Sem espaço
dentro do PSBD, Aécio Neves já planejava desembarcar
no PMDB, como forma de garantir sua candidatura à presidência
em 2010. Veiculada em com exclusividade aqui no ucho.info, a
informação foi confirmada, meses atrás,
por um assessor do governador mineiro. Agora, com a reeleição
do presidente Lula quase garantida, Aécio Neves precisa,
cada vez mais, ter livre trânsito no Planalto. Tanto é
assim, que a possibilidade da criação de um novo
partido – também noticiada em primeira mão
pela coluna – continua aquecendo os bastidores do poder.
Como informamos, o novo partido começaria, logo de cara,
com Luiz Inácio Lula da Silva, Aécio Neves, Nelson
Jobim e Lúcio Alcântara, entre outros.
Novos
artigos
Com novo livro saindo do forno
literário – “A Era Lula – Crônica
de um desastre anunciado (Editora Girafa) – o jornalista
e escritor Ipojuca Pontes
analisa, em “Intelectuais de esquerda”, o lado desonesto
de boa parcela dos intelectuais tupiniquins. Em “O eleitor
não pune, mas deve escolher”, o jornalista e escritor
José Nêumanne
Pinto apela para Fernando Pessoa para mostrar que
mitos rondam as eleições de outubro próximo.
Roberto Romano da Silva,
professor de Ética na Unicamp, em “Eleições
e cálculos” discorre sobre a necessidade de educação
matemática para o bom exercício do voto. Em “O
surgimento do lulismo e o besteirol presidencial”, o editor
Ucho Haddad
explica os motivos da reeleição Lula e disseca
a verborragia presidencial. Clique no nome dos colunistas e
confira os respectivos artigos.
Peroba
nele!
O Conselho de Ética do Senado ouviu, nesta terça-feira,
o senador Ney Suassuna (PMDB-PB), acusado de envolvimento na
máfia das ambulâncias. Líder do PMDB no
Senado, Suassuna tentou, sem convencer, mostrar uma inocência
que inexiste, ao mesmo tempo em que aliviou par ao lado de Marcelo
de Carvalho, seu ex-assessor. Perguntado sobre as estripulias
do ex-assessor, Ney Suassuna disparou: “não estou
aqui para acusar o Marcelo”. Conhecido nos bastidores
do poder como Marcelo Fraldinha, Carvalho garante que Suassuna
sabia de tudo e mais um pouco. Por outro lado, o senador alega
total desconhecimento, mas inocenta o ex-assessor. Ou seja,
é o samba do crioulo doido.
Face
lenhosa A situação de Ney Suassuna dentro
do PMDB não é das mais confortáveis. Sabatinado
pelo senador e companheiro de partido Almeida Lima (SE), Suassuna
viveu momentos de verdadeira saia justa. Almeida Lima disse
que em nenhum momento se sentia liderado por Suassuna, lembrando
que o líder do PMDB jamais o indicou uma Comissão
sequer, no Senado Federal. Visivelmente alterado com as acusações
de envolvimento na máfia das sanguessugas, Suassuna apelou
para a galhofa e disse: “de repente eu virei uma Geni”.
Em tempo, o senador Heráclito Fortes (PFL-PI) lembrou
que o senador Suassuna deveria se dar por satisfeito por estar
sendo apenas apedrejado, pois a Geni, aquela da música
do Chico Buarque, levou muito mais do que pedras.
Passando
batido
Ney Suassuna não soube explicar a evolução
patrimonial de Marcelo de Carvalho, acusado de ter embolsado
R$ 222.500,00 da Planam. O senador potiguar disse que Carvalho
que recebia, entre salário e benefícios, algo
perto de R$ 8 mil mensais. Ora, com R$ 8 mil todos os meses
fica difícil alguém conseguir comprar um BMW,
uma lancha e uma casa bem acima da média. E mais: Marcelo
de Carvalho vendeu todos esses bens sem saber para quem e por
quanto. Isso mesmo, senador, engane, pois o povo gosta.
Saudosismo
eleitoral
Quando foi preso pela Polícia Federal, acusado de evasão
de divisas e lavagem de dinheiro, o ex-prefeito Paulo Maluf
selou a sorte grande rumo à Câmara dos Deputados.
Podendo fazer até um milhão de votos na eleição
de outubro próximo, Maluf ressuscitou o jingle de sua
campanha ao governo paulista, ocasião em que perdeu a
disputa para Luiz Antonio Fleury Filho, à época
um protegido de Orestes Quércia. O jingle “São
Paulo é Paulo porque Paulo é trabalhador”,
e assim por diante, tem sido tocado todas as vezes que Maluf
surge no horário eleitoral gratuito. Por tudo que Paulo
Maluf fez ao longo dos anos, só há um antídoto
para o jingle ressuscitado. Quem é são não
é Paulo. E ponto final.
Fila
da vergonha Uma
reunião na casa do presidente da Câmara, deputado
Aldo Rebelo (PC do B-SP), decidiu pela demissão de 1.163
dos 2.365 assessores parlamentares contratados de acordo com
o que estabelece o regime de Cargos de Natureza Especial. A
medida vai permitir uma economia de R$ 50 milhões anuais,
uma vez que os salários mensais variam entre R$ 1,5 mil
e R$ 8 mil. No contraponto, a Operação Mão-de-Obra
da Polícia Federal, que flagrou um esquema fraudulento
de contratação de pessoal no Senado, pode não
dar em nada. A PF, dizendo ter agido como de praxe, avisou um
dia antes a mesa diretora do Senado sobre a operação.
No dia da ação, policiais, que esperavam apreender
computadores e documentos, nada de substancial encontraram.
Mesmo assim, autoridades descobriram um escandaloso envolvimento
de parlamentares e profissionais da área de comunicação,
os quais vinha,m beneficiando políticos em torça
de cargos para parentes e amigos.
Entrou
areia Atrasadas,
as novas regras eleitorais inibiram o chamado caixa 2, mas causam
transtornos aos candidatos que, em tese, tentam fazer tudo dentro
da lei. Candidato à Assembléia Legislativa paulista,
o tucano Ricardo Montoro, filho do ex-governador André
Franco Montoro, enfrentou problemas na tarde desta terça-feira
no momento em que tentou comprar duas passagens aéreas
com um cheque da conta bancária da campanha. Na loja
da companhia aérea, Ricardo Montoro foi informado que
cheques de pessoas jurídicas não são aceitos.
O candidato alegou que era preciso pagar com cheque por causa
da prestação de contas à Justiça
Eleitoral. Sem saída, Montoro foi aconselhado a comprar
com seu cartão de crédito e levar um recibo com
o CNPJ da campanha. Ou seja, o jeitinho brasileiro não
morreu.
Inventando
a roda
A Câmara está apreciando um Projeto de Lei (7092/06),
de autoria do deputado Wellington Fagundes (PL-MT), que propõe
a federalização da rodovia MT-322, como forma
de garantir o escoamento da produção agrícola
do norte do estado, através do porto maranhense de Itaqui.
Beira a irresponsabilidade transferir uma rodovia estadual ao
governo federal, pois, desde o início de seu governo,
Luiz Inácio Lula da Silva simplesmente abandonou a infra-estrutura,
como se nenhum investimento no setor fosse necessário
para garantir o desenvolvimento do país. Quem circula
pelo Brasil conhece a real situação das estradas
federais, o que mostra que a fatídica Operação
Tapa-Buracos só serviu para tapar o buraco financeiro
das quadrilhas que sempre freqüentaram o Planalto Central.
Pulo
do gato
Pensando bem, mesmo redigidas em português, as cartilhas
do Lula foram feitas só para inglês ver.
Dois
pesos (13/09/05)
- Quando, ao partir para o ataque como forma de se defender
dos escândalos de corrupção que açoitam
diuturnamente o Palácio do Planalto, o presidente Lula
disse que os culpados, amigos ou não, deveriam ser punidos
de maneira exemplar. Mas Luiz Inácio, o Lula, acabou
deixando de lado as confusões protagonizadas por Antonio
Celso Cipriani, ex-presidente da Transbrasil, que conseguiu
deixar os funcionários de uma empresa aérea a
ver navios. No contraponto, Lula finge que não sabe dos
problemas de Henrique Campos Meirelles, presidente do Banco
Central, que vem sendo ostensivamente investigado pela Procuradoria
Geral da República. Ontem, durante evento em São
Paulo, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) voltou a dizer que Meirelles
deveria estar atrás das grades. E agora Lula?