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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
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Carol Wilke
i
Olhos
bem abertos
Dando continuidade ao seu discurso barato e populista, sempre
de olho na eleição de outubro próximo,
Lula disse, nesta segunda-feira, que a classe trabalhadora chegou
ao poder para ficar. Tais palavras mostram que o projeto da
ala rouge da política tupiniquim era de poder e não
de governo. Considerando que, semanas atrás, o presidente
Lula tentou, sem sucesso, emplacar a idéia de uma mini-reforma
da Constituição, é preciso estar atento
para movimentações palacianas escusas que possam
garantir, no futuro, a perpetuação no poder. Resumindo,
tem cheiro de golpe no ar.
Companheira
garantida
Com a vitória praticamente garantida, Luiz Inácio
da Silva, o presidente Lula, já começa a negociar
a formação do ministério de seu segundo
governo. Ainda dono dos cargos que não serão entregues
ao PMDB, pelo menos por enquanto, Lula começa a contemplar
alguns companheiros de partido, muitos deles sem mandato e que
se sacrificaram na atual campanha eleitoral. A mais nova coqueluche
dos corredores petistas atende pelo nome de Marta Smith de Vasconcellos
Suplicy. Ex-prefeita de São Paulo, a maior cidade do
país, Marta Suplicy deve, com toda certeza, ser contemplada
com uma importante pasta. Relações Exteriores
ou Casa Civil. Prevalecendo a segunda hipótese, seria
uma afronta a José Dirceu, que, mesmo tento se bandeado
para o lado da ex-alcaidessa paulistana, continua sendo seu
desafeto.
Cabidão
rouge
Outro nome que começa a circular com certa insistência
nas coxias do
poder é o de Gleisi Hoffmann, ex-diretora
financeira de Itaipu e mulher do ministro Paulo Bernardo da
Silva, que deve continuar à frente da pasta do Planejamento.
Candidata ao Senado pelo PT paranaense, Hoffmann que deve ser
derrotada com facilidade pelo tucano Alvaro Dias, pode assumir
um cargo de destaque no segundo governo do companheiro Lula.
Seria uma espécie de recompensa por ter enfrentado a
ira oposicionista quando as trampolinagens financeiras de Itaipu
vieram à tona. (Foto: arquivo Itaipu).
Fora
de época
"Se mais esta irregularidade ficar comprovada, é
caso de impeachment".
Com esta frase, o presidente nacional do PSDB, senador Tasso
Jereissati (CE), justificou a sua decisão de
querer o impeachment do presidente Lula. A declaração
de Jereissati, publicada na página eletrônica do
PSDB, está justificada pela mais nova denúncia
contra o governo Lula, que, segundo a última edição
da revista Veja, teria gasto, sem comprovação,
R$ 11 milhões em ações da Secretaria de
Comunicação de Governo (Secom), comandada pelo
samurai Luiz Gushiken. Outro fato que reforça a tese
de Tasso Jereissati é a distribuição fora
da lei de dois milhões de cartilhas, assunto que pode
levar Gushiken a sentar no banco dos réus.
Japonês
com raiva
Ainda o samurai palaciano... Enquanto assiste ao desenrolar
do mais novo escândalo oficial, Luiz Gushiken continua
aguardando um posicionamento da revista Veja, que semanas atrás
publicou nota inverídica. De açodo com a revista,
Gushiken teria jantado no restaurante Magari, em São
Paulo, no dia 11 de agosto, na companhia de um poderoso empresário
de comunicação. Na ocasião, de acordo com
a nota, a conta, paga em dinheiro, teria ultrapassado os limites
do bom senso por causa de uma garrafa de vinho francês.
Na verdade, a conta, cujo valor foi muito menor do que o divulgado,
foi paga com cartão crédito. Luiz Gushiken já
começa a se mexer para processar a revista.
Agora
vai?
Hoje, terça-feira, o Conselho de Ética
do Senado começa a ouvir os senadores acusados de envolvimento
com a máfia das ambulâncias. O primeiro a depor
será o senador Ney Suassuna, cuja situação
é a mais complicada. Na Procuradoria da República
do Distrito Federal, o nome de Ney Suassuna apareceu inúmeras
vezes no organograma de investigações da máfia
das sanguessugas. O que continua sendo um mistério é
o fato de Suassuna estar indo para a degola literalmente abandonado,
uma vez que o senador paraibano é uma espécie
de arquivo ambulante. Caso Suassuna decida contar o que sabe,
não sobrará pedra sobre pedra. A começar
pelas estripulias na seara de Jeany Mary Córrner e suas
dadivosas garotas.
Eu
voltei
Considerando que, perto do que
a turma do presidente Lula e do PT fez
nos últimos três anos, os escândalos de corrupção
da era Collor não passaram de devaneios de sacristia,
não será novidade alguma a eleição
de Fernando Collor de Mello para o Senado Federal.
Candidato pelo PRTB e com apenas dez dias de campanha, Fernando
Collor lidera as pesquisas em Alagoas com 36% das intenções
de voto, seguido por Ronaldo Lessa (PDT) com 32%, e José
Thomaz Nonô (PFL), com 11%. Mesmo assim, chega a ser triste
ver um tribuno da altura de Thomaz Nonô na lanterna de
uma disputa eleitoral. O PFL errou gravemente ao não
lançar Nonô como vice na chapa de Geraldo Alckmin.
Dono de um discurso claro e contundente, José Thomaz
Nonô, que por seis votos não tomou de Aldo Rebelo
a presidência da Câmara dos Deputados, é
muito melhor em termos de oratória do que o senador José
Jorge, que faz dupla com o tucano Alckmin. (Foto:
Terra)
Vale
tudo
Mesmo
atrasado, o tom dos discursos de campanha de Geraldo
Alckmin mudou radicalmente. Longe daquele discurso
seminarista, Alckmin agora ataca a corrupção do
governo lula, incentivado pelo senador Antonio Carlos Magalhães
(PFL-BA). É verdade que corruptos não devem ser
poupados, em hipótese alguma, mas beira a galhofa alguém
falar de corrupção incentivado por ACM. Até
porque, muitos ainda lembram do escândalo do painel do
Senado, que levou ACM e José Roberto Arruda – candidato
do PFL ao governo do Distrito Federal – a um temporário
ócio político.
Estica
e puxa Ministro da Justiça, Márcio
Thomaz Bastos garantiu que conversas
entre presos e advogados, nos presídios federais, não
serão gravadas, como determina a Constituição
Federal. Assim, Thomaz Basto acabou impondo uma explícita
saia-justa ao governador de São Paulo, Claudio Lembo,
que defende o monitoramento dos colóquios entres apenados
e seus legais seus defensores. Na verdade, mesmo sendo inconstitucional,
os grampos telefônicos, em especial os realizados nos
telefones celulares dos presos, têm servido para o desmantelamento
de parte do crime de organizado. De mais a mais, o governo Lula,
se valendo da arapongagem oficial e não oficial, tem
feito uso contínuo de tal procedimento. Tanto é
assim, que a ameaça de morte feita ao editor da coluna,
por um alto e poderoso ex-integrante do governo Lula, teve no
grampo telefônico o seu nascedouro.
Vida
dura
A cada nova eleição, o horário eleitoral
gratuito está cada vez mais enfadonho. Palco o desfile
de incompetentes, corruptos e oportunistas de plantão,
a propaganda eleitoral é algo que em nada ajuda o eleitor
a escolher seu candidato. Como sempre, os candidatos, mágicos
de última hora, abusam do eleitor ao prometerem aquilo
que sabem ser impossível de cumprir. De segurança
pública a resgate da dignidade, passando por Santas Casas
e revolução educacional, o eleitor que não
tem acesso a televisão por assinatura é obrigado
a enfrentar a pasmaceira discursiva dos candidatos. Por isso,
o ucho.info lança hoje uma nova enquete: “O horário
eleitoral gratuito ajuda na escolha dos candidatos?”.
Participe votando na pesquisa que se encontra na coluna à
esquerda.
É
um espanto
A enquete anterior, que questionava a isonomia de IPI para esferográfica
popular e munição de arma de fogo chegou a assustar.
Até o fechamento desta edição, 87,27% dos
leitores achavam que esferográfica e bala de revólver
não podem ter a mesma alíquota de IPI. Já
12,73% dos leitores opinaram a favor da isonomia do imposto
em questão para os dois produtos. O resultado mostra
a necessidade de uma urgente reforma tributária, o que
não impede que soluções imediatas sejam
adotadas para eliminar aberrações de tal natureza.
Cadernos e lápis, por exemplo, são isentos de
IPI. Ou será que uma esferográfica popular não
é tão necessária na escola quanto um caderno
ou lápis?
Discurso
de camelô No
último domingo, o jornal Folha de São Paulo trouxe
entrevista com o estilista Clodovil Hernandez, candidato à
Câmara dos Deputados por São Paulo. Perguntado
sobre as vantagens de ser político, Clodovil disparou:
“Nenhuma. Ainda mais porque eu nasci aqui e não
na Alemanha, onde tudo é melhor, a começar pela
raça. Nós viemos de índios bobos, antropófagos,
você não pode pretender que as coisas sejam iguais”.
Clodovil Hernandez não pode surgir com esse discurso
barato e medíocre, pois ele próprio luta para
que as coisas não sejam iguais. Há dias, como
noticiou a coluna, o apresentador-estilista-candidato armou
uma verdadeira confusão no aeroporto de Congonhas, porque
não conseguia embarcar sem apresentar pelo menos um documento
original. Armado o barraco, o estilista, se valendo do bordão
“você sabe com quem está falando”,
acabou seguindo viagem para Belo Horizonte. Sem apresentar o
documento original, é claro. (Foto: Agência
Estado)
Faturando
alto Como
era de se esperar, o governo americano e as emissoras de televisão
dos EUA abusaram, neste 11 de setembro, da reprise das imagens
do ataque às torres gêmeas do World Trade Center,
em Nova York. Além de pouco acrescentar à história,
o “revival”, além de causar dor aos parentes
das vítimas, serve para que a Casa Branca camufle sua
declarada incompetência para capturar Osama bin Laden,
responsável direto pelos ataques, além de garantir
que a opinião pública endossará ataques
ianques ao redor do planeta. Quem pensa que o terrorismo islâmico
vai acabar, engana-se.
Aviões
sem asas
Passada a turbulência da quase finada Varig, a companhia
aérea vive, a partir deste mês, um verdadeiro frisson
nos bastidores. Com a demissão de seis mil funcionários,
a nova Varig, agora controlada pela Variglog, obrigou muitos
dos demitidos a optar pelo radicalismo como forma de garantir
a sobrevivência. Sabrina Knop, Juliana Neves e Patrícia
Kreusburg, ex-comissárias da Varig, no rastro do que
aconteceu com algumas ex-funcionárias da americana Enron,
recheiam a Playboy de setembro. Donas de curvas de tirar o fôlego
e retratadas pelas lentes do fotógrafo Fabio Heizenreder,
os aviões Sabrina, Juliana e Patrícia certamente
levarão o pensamento de muitos marmanjos à decolagem.
(Foto: Playboy/Editora Abril)
Madeira
de lei
Pensando bem, Lula ao se barbear faz uso de lixa, e não
de lâmina.
Antes
tarde (12/09/05)
- Esperada por boa parte da população, a prisão
de Paulo Maluf e de seu filho, Flávio Maluf, será,
sem dúvidas de qualquer espécie, capitalizada
politicamente pelo Palácio do Planalto. A maior prova
disso foi a atitude dos policiais federais de algemar Flávio
Maluf, como se o filho do ex-prefeito de São Paulo fosse
um dos mais perigosos criminosos do planeta. Não se trata
de acobertar as lambanças patrocinadas pelo clã
Maluf, o qual já deveria ter respondido civil e criminalmente
por seus atos, mas existe, como sempre, uma dualidade de situações.
Desnecessária, pois ambos se apresentaram espontaneamente,
a truculência só teve lugar depois que um telefonema
de Maluf para o ministro Márcio Thomaz Bastos foi divulgado
pela imprensa. De mais a mais, é preciso lembrar que
se o ministro da Justiça se sentiu constrangido por ter
sido procurado pelo ex-prefeito, constrangimento maior deveriam
proporcionar suas incursões no universo advocatício
para salvar as figuras corruptas do PT. Enfim...