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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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Carlos Rayol
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Carol Wilke
i
Perdendo
o bonde
Os principais partidos de oposição ao governo
Lula – leia-se PSDB e PFL – continuam
batendo cabeça para encontrar uma fórmula que
impeça o segundo mandato do presidente-operário.
Na verdade, a grande chance para barrar a corrida re-eleitoral
de Lula foi perdida pela oposição quando o PT
confessou que Duda Mendonça recebeu
no exterior parte do pagamento pela campanha de 2002. Beira
o incompreensível o silêncio da Justiça
Eleitoral, que não impugnou a candidatura
de Luiz Inácio Lula da Silva pelo cometimento de crime
eleitoral na campanha que o levou ao Palácio do Planalto.
Agora, parodiando o velho ditado, de nada adianta chorar sobre
o leite derramado.
Prêmio
de consolação
O escândalo que caiu sobre a cabeça do
marqueteiro Duda Mendonça parece não ter gerado
nenhum tipo de desconforto nos corredores palacianos. Além
de palpitar e coordenar à distância a campanha
do presidente Lula – João Santana, o atual marqueteiro
presidencial, é sua cria – Duda Mendonça
continua faturando, e muito, com a conta publicitária
da Petrobrás. Em um país minimamente sério,
este senhor, Duda Mendonça, já estaria contemplando
o nascer do sol de maneira geometricamente distinta. Mais um
assunto que a oposição não soube aproveitar
politicamente, já que oposição republicana
de fato não é o seu forte.
Rastilho
de pólvora
Começa a circular nos bastidores uma nova versão
sobre o polêmico e indecifrável caso Celso
Daniel. Depois de idas e vindas das mais diversas,
o caso pode, se bem solucionado, acabar caindo como uma bomba
na campanha de Luiz Inácio da Silva, o presidente Lula.
A nova fábula dá conta que a fortuna de R$ 40
milhões teria sido o motivo da discórdia do grupo
que atuava criminosamente em Santo André, no ABC paulista.
A coluna ouviu atentamente um novo personagem do imbróglio
e atesta que é nitroglicerina pura. Resta comprovar.
(Foto: FGV-SP)
Emprego
garantido
Não fosse a coligação com o Partido dos
Trabalhadores, o PC do B, do deputado Aldo Rebelo, presidente
da Câmara, seria engolido pela cláusula de barreira,
o que decretaria temporariamente o fim, na esfera federal, do
partido que pouco acrescentou à recente história
política nacional. Aldo Rebelo, que deixou o ministério
da Articulação Política para, a pedido
do presidente Lula, comandar a Câmara dos Deputados, derrotou
o também deputado José Thomaz Nono (PFL-AL) por
uma diferença de seis votos, resultado da convocação
de aliados e mensaleiros pelo Palácio do Planalto. Mesmo
com a reeleição quase garantida, Rebelo deverá
ser recompensado por seu servilismo barato, pois atendeu de
maneira irresponsável aos pedidos de Lula e seus barbudinhos
de sempre. O nome de Aldo Rebelo tem sido cogitado nos bastidores
para a pasta da Defesa, uma vez que o atual ministro, Waldir
Pires, não mostrou a que veio.
Refúgio
elegante
Como a moda em campanhas eleitorais passou a ser os imóveis
suspeitos, um apartamento em Nova York, mais precisamente na
região Union Square com 10th Street. A propriedade, se
revelada, certamente causará uma hecatombe na política
paulista. E mais: o assunto será capaz de deixar de cabelo
em pé até mesmo quem já precisa de uma
boa peruca. E mais: o
apartamento serviu como área de escape nao apenas para
um importante e emplumado político paulista, mas também
para sua filha decidir sobre as oportunidades que bem quisesse.
(Foto: Wikipedia)
O
castelo do Rei Kião
Ainda as estripulias off shore... No rastro das investigações
que têm o diretor do porto de Paranaguá, Eduardo
Requião, como alvo, a coluna teve acesso a documentos
literalmente comprometedores, que colocam a família real
paranaense em maus lençóis. A documentação
não apenas confirma a propriedade do imóvel situado
em Miami Beach, (140 Jefferson Avenue), onde Eduardo, o rimão
do Rei, e sua mulher, Ana, desfrutavam momentos de lazer e ócio,
como mostra outros tentáculos dos integrantes da corte
do Rei Kião I. (Foto:
Wikipedia)
Mandou,
mas não chegou
Não bastassem os escândalos
que abalaram as estruturas da estatal postal brasileira, os
Correios agora são alvo de uma nova denúncia,
desta vez não envolvendo corrupção e coisas
afins. Um terço do material de campanha que deveria ser
entregue pelos Correios, está sendo jogado no lixo, segundo
apurou a coluna no Paraná. O crime vem ocorrendo apenas
com o material político dos adversários do PT.
Eis o reflexo imundo e criminoso da partidarização
dos Correios.
Discurso
barato
“O horário eleitoral não pode ser usado
para enganar o povo e prometer
o impossível”. Com tal frase, o senador Eduardo
Suplicy (PT-SP), que está com a reeleição
para o Senado praticamente garantida, se dirige aos eleitores
paulistas no programa político. É preciso reconhecer
que Suplicy tem razão ao defender tal idéia, mas
bom seria se o senador petista dissesse isso ao presidente Lula.
Até porque, daqueles dez milhões de novos empregos
prometidos, apenas metade foi cumprida. Por outro lado, Suplicy
precisa admitir para o eleitor que sua atuação
nas CPIs que participu foi na condição de bombeiro
palaciano.
Campanha
nas ruas Como antecipou a coluna, a falta de um nome de
peso no PT que possa disputar a sucessão do presidente
Lula em 2010, caso reeleito em outubro próximo, tem levado
o partido a trabalhar nos bastidores por Marta Suplicy. Deveras
estranho é ver o ex-ministro e deputado cassado José
Dirceu trabalhando pela ex-alcaidessa paulistana. Como se sabe,
Dirceu e Marta nunca se bicaram, sendo que na campanha municipal
de 2004 o ex-ministro lutou muito para vetar o nome da companheira
petista. Mas como só o tempo é capaz de coisas
inexplicáveis...
Ócio
maldito
A política situacionista dedicou a última semana
para condenar, e com
razão a carta da cepa de Fernando Henrique Cardoso,
em que o ex-presidente critica o seu sucessor, Luiz Inácio
Lula da Silva, como forma de não morrer politicamente
como vem acontecendo desde que deixou o poder. Porém,
muito pior do que a polêmica carta é o livro “Cartas
a um jovem político”, que FHC escreveu para, segundo
ele, “construir um país melhor”. FHC afirma,
em seu livro, da necessidade de atividade cívica para
governar o país. E mais: o ex-presidente diz que “política
não é só isso que estamos vendo no noticiário
de todos os dias, corrupção, mentira, violência”.
(Foto: Wikipedia)
Lixa
grossa
Ainda o livro de FHC... Fernando Henrique Cardos abusa de sua
face lenhosa ao discorrer sobre tais temas – corrupção
e mentira – pois no seu governo o que mais se viu, a exemplo
do que vemos no de Lula, foi uma lufada mentirosa e corrupta.
No âmbito da violência, todos aqueles que se opuseram
ao regime cardosiano foram vítimas de ações
no mínimo estranhas. Um dos mais dedicados investigadores
do polêmico Dossiê Cayman – uma obra de ficção
sobre um fato verdadeiro – o editor da coluna sofreu vários
tipos de represálias, a começar pela invasão
de seu apartamento por agentes secretos ianques, em parceria
com a arapongagem tupiniquim da época. Ou seja, FHC não
tem moral para tratar dos assuntos acima.
Soldado
de chumbo Responsável
pela invasão do presídio do Carandiru, em 1992,
o coronel Ubiratan Guimarães foi encontrado morto em
seu apartamento, na noite deste domingo. O tiro no abdômen,
que matou o militar, pode ter sido disparado por sua namorada,
que, segundo o porteiro do edifício onde residia Ubiratan,
foi a última pessoa a entrar no imóvel. Com a
morte de Ubiratan Guimarães morre também a verdade
sobre o mais sangrento massacre prisional da história
brasileira, que oficialmente produziu cento e onze mortos. Na
verdade, a invasão do presídio, ordenada pelo
então governador Luiz Antonio Fleury Filho – cria
política de Orestes Quércia – causou a morte
de mais de trezentos mortos, segundo apurou a coluna junto a
agentes penitenciários que estavam de plantão
no dia do massacre.
Cinco
anos depois Hoje,
11 de setembro, o mundo irá parar por alguns minutos
para relembrar as 2.973 vítimas do ataque às torres
gêmeas do World Trade Center, o badalado edifício
americano que fazia parte da paisagem nova-iorquina. Muitas
especulações sobre os reais motivos da destruição
do prédio surgiram depois do ataque, mas a verdade é
que o terrorismo que usa o Islã como escudo decidiu se
rebelar contra o imperialismo ianque, que nas últimas
décadas tem feito muito mais mortos do que na tragédia
que abalou a Grande Maçã. O fato é que
o imperialismo americano, aquele colocado em prática
com o auxílio da pólvora, tem mostrado sua obsolescência
desde a guerra do Vietnã. A insistência dos americanos
de conquistar o mundo a qualquer preço tem feito de Osama
bin Laden uma espécie de líder dos desafetos do
Tio Sam. Ou o mundo pára e interrompe a escalada americana,
ou ele, o mundo, acabará em breve. (Foto:
Blog carlosacafonso)
Matando
para faturar
Vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, que se refugiou em um
esconderijo durante os ataques de 11 de setembro, tenta agora
justificar sua excessiva simpatia pela invasão do Iraque.
Na verdade, Cheney, que antes do primeiro mandato ao lado de
George Bush, o baby, enfrentava acusações de fraude
fiscal na empresa Halliburton, acabou abocanhando para a companhia
petrolífera os maiores e melhores contratos de exploração
de petróleo na antiga Mesopotâmia. Qualquer explicação,
por melhor que seja, estará coberta de inverdades e interesses
comerciais camuflados. O fato é que a Halliburton jamais
faturou como depois da invasão do Iraque.
Olho
da rua
Pensando bem, com a banalização do crime, Lula
criou uma nova legião de desempregados: os criminosos.
Cheio
de graça (12/09/05)
- Nos bastidores da política ainda causa estranheza o
fato de a página eletrônica da CPI dos Correios,
comandada pelo senador Delcídio Amaral, estar registrada
em nome da fundação Instituto Morada do Azulejo,
cujo dirigente, maranhense, seria um fanático colecionador
de azulejos. Não obstante, até José Eduardo
Marzagão, assessor de Delcídio Amaral, tem um
domínio registrado em nome do Instituto Morada dos Azulejos.
E mais: a fundação, de acordo com a Receita Federal,
tem como atividade econômica principal a gestão
de museus. Ora, a não ser que Delcídio e o comandante
da fundação queiram fazer da lama do mensalão
uma espécie de argamassa diferenciada para assentar azulejos
pelo Brasil afora.