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CASOS
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SENAC SÃO PAULO
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Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
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Carol Wilke
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Farra
gauche
Para realizar o desfile de 7 de setembro, o Palácio do
Planalto precisou pedir autorização ao Tribunal
Superior Eleitoral, que impôs regras, visando manter intactos
os limites da legislação eleitoral. Tal situação
mostra que a intenção da assessoria palaciana
era fazer do evento um ato político, mas, mesmo o tiro
saindo pela culatra, a campanha pela reeleição
do presidente Lula ainda assim capitalizou politicamente, a
exemplo do que fez o ex-presidente FHC. Para que a festa da
Independência acontecesse, o Palácio do Planalto
diz ter gasto perto de R$ 2 milhões. Um alto funcionário
do Ministério do Planejamento, consultado pela coluna,
afirmou que os gastos com o desfile cívico-militar ultrapassou,
com folga, a casa dos R$ 4 milhões. (Foto:
Dida Sampaio - Agência Estado)
Cegueira
política
Enquanto o presidente Lula comemorava o Dia da Independência,
às custas do erário, muitos miseráveis
reviravam o lixo para encontrar o que comer. Um país
não pode comemorar sua independência, presidente
Lula, quando muitos, para sobreviver, ainda dependem do resto
de comida de um desconhecido. E tal situação,
presidente – a de clara e criminosa dependência
– não é tão difícil de ser
encontrada nesse país que Vossa Excelência afirma
estar consertando. A menos de quinhentos metros do Palácio
do Planalto, onde são recebidos, com pompa e cicunstância,
vampiros, mensaleiros e sanguessugas, algumas famílias
enfrentam a carestia do cotidiano sob lonas plásticas,
quando não estão vasculhando o lixo na esperança
de encontrar um pedaço de papelão. Por isso, presidente,
R$ 4 milhões pode não ser muito dinheiro para
os Delúbios e Silvinhos da vida, ou até mesmo
para quem ignora uma multa de R$ 900 mil, mas para esses miseráveis
que sonham com uma cueca cearense certamente seriam muito mais
que a solução.
Tô
nem aí
O candidato Lula continua zombando da legislação
eleitoral. A multa de R$ 900 mil que a Justiça Eleitoral
impôs ao candidato do Partido dos Trabalhadores ainda
não foi paga. Lula, ao tomar conhecimento do fato, determinou
ao PT que não pagasse a multa, o que configura um ato
de desrespeito ao Judiciário, mesmo que o assunto seja
passível de recurso e discussão. Como nada foi
feito até então, a multa deve ser inscrita na
dívida ativa e executada imediatamente. Como o benevolente
Paulo Okamotto não pode entra em cena novamente, o melhor
negócio foi se fingir de morto. Porque dinheiro é
o que não falta nos bastidores do PT.
Cara-de-pau
Lula, nos programas eleitorais exibidos no rádio e na
televisão, tem feito
de suas declarações uma ode à mitomania.
Nesta semana, em um dos programas eleitorais o candidato petista
disse que em oito anos fará o que a oposição
não fez em trinta. Em outro momento, Lula afirmou que,
se reeleito, poderá formar uma equipe ministerial de
ponta – em 2002 disse a mesma coisa – e que combaterá
a corrupção e o desperdício, repetindo
o discurso da campanha anterior. Fossem verdadeiras as intenções
presidenciais, Lula já teria se empenhado em colocar
atrás das grades o mais polêmico banqueiro tupiniquim,
o “Tantas”, cujo nome a Justiça ainda nos
impede de citar. No que tange aos desperdícios, é
bom lembrar que um dos filhos do presidente Lula fez uso da
máquina pública para se refestelar com amigos
na piscina do Palácio da Alvorada. Ou Vossa Excelência,
presidente Lula, já não se lembra da zombaria?
Castelo
de areia
Se Lula está irritado com os jornalistas globais William
Bonner e Fátima Bernardes, agora tem motivos de sobra
para redobrar a ira. A Comissão de Constituição
e Justiça do Senado aprovou, nesta quarta-feira, requerimento
para que o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, explique, mais
uma vez, o pagamento de uma dívida de R$ 29 mil do presidente
Lula. Em depoimento na CPI dos Bingos, Okamotto confirmou o
pagamento, mas Lula, em entrevista ao Jornal Nacional, negou
o fato. Se titubear em suas novas declarações,
Paulo
Okamotto poderá
deixar o Congresso algemado e de camburão.
Mamata
ameaçada
Luiz Inácio da Silva, o presidente Lula, tem mais
um problema para enfrentar. O advogado Sérgio Edezio
Moreira propôs ação popular contra a União
para que o processo administrativo que concedeu anistia constitucional
ao cidadão Luiz Inácio Lula Da Silva seja revisto.
De acordo com o advogado, a ação está embasada
em suposta irregularidade na concessão do benefício,
o qual poderá ser reduzido ao valor que Lula deixou de
receber em razão do suposto ato de exceção,
dentro dos limites da aposentaria que lhe seria concedida pelo
INSS por tempo de trabalho. Por outro lado, a anistia pode,
dependendo da decisão judicial, ser cancelada, caso fique
comprovada a denúncia de irregularidade.
Vôo
de galinha
Primeiro foi a Volkswagen que,
após ameaçar demitir 1.800 empregados, foi obrigada
a recuar diante das críticas do governo e da greve dos
funcionários. Com a crise econômica acenando continuamente,
agora é a vez da General Motors ser ameaçada por
uma greve de metalúrgicos, marcada para a próxima
terça-feira. A Mercedes Benz anunciou um programa de
demissão voluntária, como forma de enfrentar a
crise que se anuncia. É preciso considerar que em época
de eleição, em que um ex-sindicalista lidera as
pesquisas, tudo é possível para ludibriar a opinião
pública. E como informou a coluna anteriormente, não
será novidade alguma se as greves anunciadas forem paulatinamente
solucionadas até 1º de outubro.
Com
o pé no altar
Lula pode ser acusado do que for, mas de inabilidade jamais.
Prevendo dias difíceis no Congresso, durante um eventual
segundo mandato, Lula se vendeu ao PMDB, que certamente será
um dos maiores partidos na Câmara e no Senado. Tal situação
proporcionará ao presidente Lula dias menos turbulentos
nos próximos quatro anos de governo, o que não
significa que fará o que bem entender com o futuro do
país. A maior prova disso é a estranha e cada
vez maior aproximação do deputado Geddel Vieira
Lima (PMDB-BA) do Palácio do Planalto,o que pode levá-lo
à presidência da Câmara. Lula precisa ter
a garantia de que um pedido de impeachment não seja aprovado
logo no começo do seu segundo mandato – este é
o desejo da oposição – e para garantir tal
tranqüilidade o PMDB vai cobrar muito caro. Azar do Brasil!
Parou
por quê? Continua inexplicavelmente parado na mesa do Procurador-Geral
da República, Antonio Fernandes de Souza, o processo
sobre o caso Kroll, que tem no centro das ações
o banqueiro “Tantas”, como não poderia deixa
de ser. De acordo com a Polícia Federal, que investigou
o caso de espionagem que resvalou em integrantes do governo
Lula – Luiz Gushiken e o ex-presidente do Banco do Brasil,
Cássio Casseb de Lima –, existem provas suficientes
para a abertura de, no mínimo, vinte processos contra
o banqueiro, sendo que delegados federais não entendem
a demora do Ministério Público. Por outro lado,
se as coisas continuarem caminhando no ritmo atual, o caso,
não demora muito, será encerrado pela Justiça,
o que mostra que no Brasil manda quem pode.
Fim
de linha?
Geraldo Alckmin, presidenciável tucano, começa
a apresentar os primeiros sinais de fadiga eleitoral. Alckmin,
em recente declaração, disse que se Lula for reeleito
a sucessão presidencial começará a ser
discutida no dia seguinte. Tal declaração mostra
que as chances de vencer a eleição presidencial
não são tão evidentes como querem enxergar
alguns oposicionistas, até porque o senador Heráclito
Fortes (PFL-PI), coordenador política da campanha de
Geraldo Alckmin, já começa a jogar a toalha.
Fila
da degola
Desde que começou o horário político, o
candidato presidencial Luciano Presidente da Câmara dos
Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), decidido a dar um fim no
trem da alegria que vinha dominando a Casa legislativa, demitiu
nesta semana muitos dos funcionários fantasmas. Para
que a operação de limpeza da Câmara seja
completa, é preciso demitir os funcionários indicados
por alguns profissionais de comunicação, muitos
dos quais favorecem parlamentares que abrigam seus protegidos.
Três deles, trabalhando em conhecidas e renomadas empresas
de comunicação, continuam posando de inocentes.
Ou Aldo Rebelo e Renan Calheiros põem um fim a essa bandalheira,
ou deixam como está.
Ruína
política Muito
se fala sobre a suposta força política que o senador
Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) ainda detém,
mas as verdades da atual campanha eleitoral mostram exatamente
o contrário. Carlista convicto e candidato ao Senado
com as bênçãos do balorixá da política
baiana, Rodolfo Tourinho não consegue ver sua campanha
decolar. Para se ter uma idéia do fiasco em que se transformou
o assunto, Tourinho está empatado nas pesquisas eleitorais
com ninguém menos que Juca Chaves, o menestrel do Brasil.
Segunda
linha A
falta de quadros no PT não é novidade para ninguém,
mas a incompetência de muitos tem levado o partido à
pirataria intelectual. Senador pelo PMDB gaúcho, Pedro
Simon desmascarou o PT ao denunciar a propaganda eleitoral do
partido, que afirma ter uma proposta para solucionar os problemas
do Rio Grande do Sul, a começar pela dívida mobiliária
que diariamente corrói os cofres do Tesouro gaúcho.
O fato é que a proposta, que o PT diz ser de sua autoria,
foi elaborada pelo governador Germano Rigotto, candidato à
reeleição, e enviada ao Ministério da Fazenda
para ser aprovada, o que permitiria sua tramitação
no Senado Federal. Ou seja, o governo Lula prefere sangrar uma
unidade da federação apenas por interesses eleitoreiros.
Em um país minimamente sério, o ministro da Fazenda
já estaria preso.
Rá-tim-bum,
Dona Canô!
Na próxima semana, a baianidade de Brasília –
leia-se Gilberto Gil e assessores – deixa a capital federal
e desembarca em Salvador por um motivo pra lá de justo.
No sábado, 16, Dona Canô comemora noventa e nove
anos de idade. Longe de ser uma senil senhora que vive encorujada
dentro de casa, Dona Canô é extremamente ativa
e muito mais respeitada em Santo Amaro da Purificação
do que o próprio prefeito da cidade baiana. E do jeito
que as coisas acontecem na terra de Todos os Santos, a mãe
de Caetano Veloso e Maria Bethânia ultrapassará
com facilidade a marca dos cem.
Noivado
virulento
Pensando bem, no dia da Independência ficou claro que
Lula depende, cada vez mais, do PMDB.
Calculadora
atenta (08/09/05)
- Como não poderia deixar de ser, Lula abusou do absurdo
em seu discurso no Dia da Independência. O presidente
disse que a Economia vai muito bem, a inflação
está em queda, os preços caindo, mas ninguém
explica porque os juros continuam nas alturas. É verdade
que a Economia brasileira vem sendo conduzida de maneira supostamente
responsável, o que contempla em cheio as expectativas
dos banqueiros internacionais. No contraponto, Lula disse que
seu governo criou 3,2 milhões de empregos com carteira
assinada, mas, para quem prometeu 10 milhões de novos
postos de trabalho durante a campanha eleitoral, ainda há
muito a ser feito. Como restam apenas 479 para o fim do atual
governo, o presidente Lula terá de criar, caso queira
fazer de sua promessa uma realidade, 14.196 empregos por dia
ou, para os amantes dos números, 591 por hora, 10 por
minuto ou um a cada seis segundos. Em outras palavras, encontre
uma cadeira bem confortável.