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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
NÊUMANNE
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
Carlos Rayol
COMENDO
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Carol Wilke
i
Terapia
de bacana
Quem assistiu ao filme “A Vida é Bela”, com
o genial Roberto Benigni, chegou à conclusão que
o cotidiano do mundo não é feito apenas de tragédias.
Todas as vezes que o psicanalista Eduardo Requião, irmão
do governador Roberto Requião, se fartou da enfadonha
paisagem do porto de Paranaguá, tudo voltou à
normalidade depois que um elegante terraço em South Beach,
a mais cara e badalada região de Miami Beach, foi transformado
em divã de nababo. No apartamento do condomínio
The Courts at South Beach, Eduardo Requião pôde
se desvencilhar das agruras portuárias num piscar de
olhos. Até porque, se ninguém é de ferro,
imagine na família de Rei Kião II.
Parada
rouge
O brasileiro pode ir se preparando para arcar com a
conta das comemorações do Dia da Independência,
que em Brasília servirá de evento eleitoral para
o presidente Lula. Driblando as determinações
da Justiça Eleitoral e avançando nos cofres oficiais,
Luis Inácio Lula da Silva vai faturar com o desfile desta
quinta-feira, contrariando o que sempre condenou durante mais
de vinte anos. Quando seu antecessor, FHC, aproveitou a máquina
pública para se reeleger – e o fez de maneira
menos acintosa – o PT, paladino da moral, quase veio abaixo.
Hoje, Lula não apenas repete o objeto da condenação,
como faz do Estado uma reles ferramenta para a perpetuação
no poder. Até porque, a festa de hoje pode ser a última
em comemoração a uma literal independência.
E mais: tem gente torcendo para que uma reedição
da tragédia ocorrida com o egípcio Anuar
Sadat se repita em Brasília. Apenas para lembrar:
Sadat foi morto durante umdesfile militar, alvo de um tiro de
um tanque do exército egípcio.
Estou
de mal
Para a opinião pública, a entrevista de
Luiz Inácio Lula da Silva ao Jornal Nacional, semanas
atrás, foi uma espécie de missa encomendada, mas
nem todos pensam assim. Na opinião dos assessores palacianos,
a dupla William Bonner e Fátima Bernardes é responsável
pela perda de votos do candidato do PT, fato que foi constatado
logo após a fatídica entrevista. Acontece que
Lula, enquanto candidato, só chegou ao poder porque jamais
falou de improviso. Durante os meses de campanha, em 2002, Lula
foi uma espécie de marionete política do marqueteiro
Duda Mendonça. Tanto é assim, que até o
início do calvário do publicitário soteropolitano,
Lula sempre discursou com um ponto eletrônico devidamente
instalado em uma das orelhas. Na outra ponta do equipamento
Duda Mendonça era presença constante. Apenas para
lembrar: as crianças, quando encerram uma desavença,
usam o dedo mindinho para selar a paz.
Operação
abafa
Mais uma vez, o presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo
(PC do B-SP), mostrou que servir irresponsavelmente ao Palácio
do Planalto é um
bom negócio. Rebelo agindo a mando da assessoria palaciana,
não leu em plenário o pedido de impeachment do
presidente Lula, formulado pela empresária Ana Prudente.
De acordo com o documento protocolado na Mesa Diretora da Câmara,
Lula é responsável pelo escândalo do mensalão,
uma vez que o livro do jornalista Ricardo Kotscho,
“Do Golpe ao Poder – Uma Vida de Repórter”,
mostra de maneira clara o envolvimento do presidente na corrupção
que inundou o país. A atitude de Aldo Rebelo de proteger
o presidente no meio da campanha só tem uma explicação.
O parlamentar sonha com um cargo na equipe ministerial de Lula.
(Foto: Caros Amigos)
O
tal do poder
O episódio envolvendo o araponga Délcio Augusto
Razera, policial civil paranaense que operava na clandestinidade
com as bênçãos de Roberto Requião,
continua rendendo dividendos. Em junho de 2004, valendo-se da
proximidade com o governador do Paraná, a quem servia
de maneira ridícula e degradante, Razera foi personagem
do imbróglio que ficou conhecido como o caso da “Loira
da Ferrari”. À época, Razera acusou a estudante
de Direito, Palmeriane da Silva Rodrigues, então com
20 anos, de envolvimento com o tráfico de drogas e de
prostitutas para o exterior. Quando voltava de uma viagem à
Europa, Palmeriane Rodrigues foi presa, no aeroporto de Cumbica,
por Délcio Razera, que na ocasião se apresentou
como funcionário da Casa Civil do governo do Paraná.
Trata-se de abuso de poder, pois mesmo que tivesse agido como
policial, e não como lambe-botas de Roberto Requião,
Razera estava fora de sua jurisdição. Ou seja,
cabe uma ação de indenização por
danos morais contra Razera e Requião.
Capacho
do Rei Kião
Ainda o araponga de Requião... Nos finais de semana,
quando se
encarregava do churrasco no qual os membros da família
Requião se refestelavam, Razera sempre entregava ao governador
diversos CDs, contendo as gravações das escutas
telefônicas que promovia com a anuência do mandatário
paranaense. De posse dos CDs, Roberto Requião
sempre ouviu o conteúdo das gravações nas
madrugadas, para, depois, como bom falastrão, contar
o feito aos próprios grampeados. Apenas para lembrar,
a polícia paranaense comprou recentemente um equipamento
israelense de monitoramento telefônico de nome Guardian
– grampeia 1.600 telefones simultaneamente – e que
estava em operação no bunker de Razera. Que papelão
governador! (Foto: Wikipedia)
Que
vergonha!
Roberto Requião pode até
fingir indignação com os últimos acontecimentos
envolvendo Délcio Razera, mas certamente ainda não
se esqueceu da Deliberação nº 854/2005 do
Conselho de Polícia Civil, que absolveu o ex-araponga
do Palácio Iguaçu em uma série de processos
disciplinares. O descalabro maior está na decisão
de Roberto Requião de tomar para si a responsabilidade
de analisar os processos de Razera, para, em seguida, absolver
o lambe-botas de maneira criminosa e escandalosa. Que belo exemplo,
hein, governador! Clique
e confira fac-símile do documento.
Cara-de-pau
Ainda repercute, com certo estardalhaço, as declarações
do senador Ney Suassuna (PMDB-PB), que certa vez disse ao deputado
Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), presidente da CPI das Sanguessugas,
que “90% dos parlamentares tiram uma beirada nas emendas
que apresentam”. Ainda indignado com o que ouviu de Suassuna,
Biscaia confirmou ao Conselho de Ética da Câmara,
nesta quarta-feira, as declarações do senador
paraibano. Acontece que nesse caso não cabem indignações,
pois durante uma reunião com parlamentares petistas,
Ney Suassuna não apenas falou do assunto, como colocou
o ex-assessor Marcelo Carvalho, também conhecido como
Marcelo Fraldinha, à disposição da bancada
do PT. Ou seja, nesse imbróglio não há
inocente.
Ligações
perigosas Na última segunda-feira, o Tribunal de
Justiça de São Paulo suspendeu os efeitos da liminar
que obrigava a revista Veja a alterar o conteúdo da reportagem
sobre a ligação do PCC com o Partido dos Trabalhadores,
dela retirando as alusões feitas ao ex-deputado e candidato
à Câmara Federal, José Genoíno. É
verdade que o PT vem negado as acusações de envolvimento
com a facção criminosa, mas até o nome
de Jilmar Tatto, ex-assessor de Marta Suplicy, já veio
à baila nesse imbróglio. Por outro lado, a gravação
de uma conversa entre duas pessoas ligadas a integrantes do
PCC não deixa dúvidas sobre o assunto. Clique
e confira a gravação. (Obs.: O
download do arquivo demora, em média, 1 minuto ou mais,
com conexão do tipo banda larga)
Cadidatura
no funil
Dado às confusões no meio televisivo, o ex-apresentador
e agora candidato a deputado federal Clodovil Hernandez parece
estar vivendo seu inferno astral. Na última terça-feira,
como já noticiamos, Clodovil foi flagrado pela coluna
tentando, sob ameaça de processar a companhia aérea,
embarcar em vôo para Belo Horizonte sem apresentar os
documentos originais, o que transgride as determinações
da lei 7565, de 19 de dezembro de 1986. Nesta quarta-feira,
o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo manteve multa
no valor de R$ 21.282,00, aplicada ao apresentador por ter participado
do “Programa do Faustão”, em 2 de julho passado,
ocasião em que se promoveu politicamente, contrariando
as regras eleitorais. A Rede Globo, que responde solidariamente,
deve pagar multa no mesmo valor, lembrando que ambos têm
direito de recorrer da decisão. Mesmo assim, Clodovil
Hernandez ainda insiste em afirmar que, se eleito, “Brasília
nunca mais será mesma”, tese que o genial e irrepreensível
Cássio Scavone, o Manga, tão bem traduziu.
Memória
curta
Desde que começou o horário político, o
candidato presidencial Luciano Caldas Bivar tem disparado sua
solucionática por onde passa. O mais rico de todos os
candidatos ao Palácio do Planalto, Luciano Bivar, que
apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral uma declaração
de bens no valor de R$ R$ 8.828.024,67, abusou do preciosismo
ao informar a propriedade de um revólver calibre 38 no
valor de R$ 590,00. Por outro lado, Bivar não declarou
as cotas que possui da empresa Brasicash, com sede em Miami.
A Brasicash Inc., instalada no número 5919 da SW 8th
Court e que tem com presidente Luciano Caldas Bivar, é
sucessora da empresa Mel-Xpress Remessas Corporation, que também
tinha no controle societário o candidato presidencial.
Em passado bem recente, empresas concorrentes da Brasicah, algumas
delas com sede em Miami e pertencentes a brasileiros, foram
alvo de investigações da Polícia Federal.
Motivo: lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O caso
mais polêmico foi o do doleiro Silvio Anspach, dono da
South Exchange.
Comuna
endinheirado Enquanto
o Rio Grande do Sul é açoitado por ondas de frio,
as campanhas políticas locais não esquentam. A
tranqüilidade do cenário político gaúcho
se deve à militância petista, que já não
exibe o vigor de outrora, especialmente por conta dos recentes
casos de corrupção. Por outro lado, um escândalo
caseiro, se trazido à tona, certamente jogaria ao rés
do chão a esquerda dos pampas. Finda a eleição
de 2002, um conhecido deputado federal, dono de um discurso
bem pra lá de socialistae dado a defender com nhas e
dentes o governo do rpesidente Lula, comprou, pela bagatela
de R$ 2 milhões, uma elegante casa na zona sul de Porto
Alegre. Resumindo, comunismo, por tudo que se viu até
hoje, é coisa de livro de sebo.
Caiu
a casa Se
nem os casamentos já não são mais para
sempre, imagine o opportunismo em negócios. Considerado
como o mais polêmico banqueiro tupiniquim, o “Tantas”,
cujo nome a Justiça em decisão ditatorial ainda
nos proíbe de citar, sofreu na tarde desta quarta-feira
mais um revés em seus negócios. O Superior Tribunal
de Justiça julgou procedente uma petição
de agravo regimental apresentado pelo Citibank e pelos Fundos
de Pensão, o que permitirá que ambos assumam,
em no máximo trinta dias, assumam o controle da Telemig
Celular. O banqueiro Tantas, nos últimos tempos, vinha
fazendo da empresa mineira de telefonia celular uma espécie
de cornucópia particular, com a qual sevava aqueles que
de alguma maneira lhe eram úteis. E como a Telemig Celular
foi uma das alimentadoras do caixa 2 de Marcos Valério
Fernandes de Souza, o homem do mensalão, quem sabe agora
a verdade seja revelada.
Tudo
outra vez
O Tribunal Superior Eleitoral salvou, nesta quarta-feira, a
candidatura do
ex-deputado Eurico Miranda, barrado politicamente
pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Presidente
do Vasco da Gama, Miranda foi ejetado da vida pública
quando suas lambanças financeiras no clube cruz-maltino
vieram à tona. Em 2000, quando Eurico Miranda ainda se
sentia um todo-poderoso, o editor da coluna, de posse de documentos
comprometedores, se reuniu com o então vice-presidente
do Vasco da Gama, em um hotel da capital paulista, para ouvir
explicações sobre remessas ilegais de dinheiro.
Dias depois, o editor divulgou a existência da empresa
Lolo of Florida, com sede em Miami, e que Miranda utilizava
como uma espécie de lavanderia particular. A decisão
do TSE, de proteger Eurico Miranda, pode levar ao Congresso
mais um caso de impunidade, no momento em que o Brasil tanto
precisa de bons exemplos. (Foto: www.jornaldossports.com.br)
Tiro
ao alvo
Pensando bem, Lula nem de longe é um Anuar Sadat, mas
tanques são tanques em qualquer parte do mundo.
Totalmente
perdido (08/09/05)
- Toda crítica aos tropeços do presidente Lula
sempre é rotulada pela esquerda plantonista como sendo
armação da elite direitista, como se Lula fosse
uma espécie de Messias gauche. Em seu discurso à
nação, Lula não incluiu uma novidade sequer
em sua conhecida verborragia, a não ser a afirmação
de que o Brasil será suficiente em petróleo até
o final deste ano, dado que a Petrobras ainda desconhece. Por
outro lado, Lula voltou ao velho discurso do início de
2003, quando transferia ao antecessor as causas de sua própria
incompetência. Não se trata de colocar sob a redoma
da probidade o ex-presidente FHC, até porque não
se tem notícia da canonização de nenhum
rebento luciferiano, mas, depois de trinta e dois meses de governo,
culpar o inimigo é sinal de desespero explícito.
E mais: no discurso da noite desta quarta-feira, a única
inovação de Lula foi o comprimento do cabelo.