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CASOS
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EDITORA
SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
e terapêuticas.
ESTAÇÃO
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a página virtual do jornalista e escritor José
Nêumanne Pinto
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do ucho.info e Delegado de Polícia Federal Antonio
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Carol Wilke
i
Grana
pelo ralo
O caso do apartamento em Miami Beach, que tem causado frisson
desde a Boca Maldita, conhecido ponto de Curitiba, até
os mais inacessíveis e longínquos pinheirais,
parece que ainda tem muita lenha para ser queimada. No elegante
condomínio The Courts at Sout Beach, os nababescos apartamentos
têm consumido anualmente de seus proprietários
um bom dinheiro em impostos. Vendido por US$ 520 mil e avaliado
em exatos US$ 602.930, segundo dados do Condado de Miami, o
apartamento de número 14001 exigiu de seus proprietários
o desembolso de US$ 9.906,93 em impostos, pagos em 16 de novembro
de 2005. Ou seja, novo pagamento deve acontecer nos próximos
meses.
Pau
mandado
Ainda o Paraná... Délcio Augusto Razera,
policial civil que servia no Palácio Iguaçu, sede
do Executivo paranaense, contempla a partir de hoje o nascer
o do sol de maneira geometricamente distinta. Assessor especial
do governador licenciado Roberto Requião, Razera foi
preso sob a acusação de comandar um esquema criminoso
de escutas telefônicas ilegais. As investigações
sobre o caso começaram meses atrás, mas Razera
só foi preso nesta quarta-feira. Por decisão de
Requião, Razera teve sua cessão funcional revogada.
Por conta da campanha eleitoral, Roberto Requião pode
até alegar desconhecimento dos fatos que levaram Razera
à prisão, mas é algo muito difícil
de acreditar. Principalmente porque Délcio Razera era
quem preparava os churrascos para a família Requião,
sempre realizados na Granja Candiri. Ou seja, Requião
sabia das atividades de Razera, se é que não as
incentivava.
Covardia
oficial
Em seus programas e andanças eleitorais, o candidato
Lula retomou o tom populista como forma de se aproximar, cada
vez mais, da parcela desinformada da sociedade. Analisadas suas
atitudes após ter chegado ao Palácio do Planalto,
conclui-se que todo esforço de campanha é algo
falso e mitômano. Um dos principais responsáveis
pelo marketing da campanha à reeleição
do presidente Lula, o publicitário baiano Artur de Negri
é a fulanização do espírito arrogante
que impera nos corredores palacianos. Hospedado em um elegante
hotel de Brasília, a poucos minutos do Palácio
do Planalto, Negri, no último final de semana, mostrou
ao mundo ser alguém desumano e mal criado. À porta
do tal hotel, o marqueteiro presidencial discutiu com um hóspede
para, em seguida, destratar um mensageiro e um garçom.
Agir de tal maneira com quem precisa do emprego e, por força
do ofício, não pode reagir é muito fácil.
Fica aqui, presidente Lula, um desafio a esse seu assecla, para
que destrate o editor da coluna. É só marcar hora
e local.
Quem
será?
Ainda sem saber se será reeleito – é quase
certo que sim – Luiz Inácio Lula da Silva já
começa a conviver com as especulações sobre
quem o sucederá a partir de 1º de janeiro de 2001,
se até lá nada de anormal e plúmbeo acontecer.
Com vaga quase garantida na equipe ministerial do companheiro
Lula – será uma espécie de recompensa por
ter deixado livre o caminho para Aloízio Mercadante,
em São Paulo – a ex-prefeita Marta Suplicy já
tem o nome cogitado para ser a candidata do PT à sucessão
do presidente Lula. Com menos força e também menos
antipatia por parte dos ouvintes, a ministra Dilma Rousseff
é nome forte nesse antecipado páreo político.
Assim, o melhor a se fazer é acompanhar o andar da carruagem
nos próximos quatro anos.
Tiro
no pé
Luiz Inácio da Silva, o presidente Lula, em uma de suas
inúmeras viagens internacionais, imputou ao Chile, durante
conversa reservada e regada a goles extras, adjetivos como “merda”e
“piada”. Acontece que a economia do país
vizinho vai bem, ao contrário da brasileira, que no segundo
trimestre deste ano cresceu apenas meio ponto percentual. É
fato que comparar os dois países seria uma irresponsabilidade,
mas em números isolados os chilenos deram um banho em
nós, brasileiros. Comparada com números de junho
passado, a economia chilena apresentou, em julho, crescimento
de 4,2%. Presidente, o livre pensamento ainda é uma garantia
constitucional, mas alguém há de explicar o que
Vossa Excelência entende pelos adjetivos em questão.
Deu
zebra
Indicado pelo presidente para integrar o Supremo Tribunal
Federal, o
ministro Joaquim Barbosa está sendo considerado um insurgente
pela turma do palácio do Planalto. Barbosa quer remeter
à Justiça comum o julgamento dos mensaleiros sem
mandato parlamentar, o que coloca na berlinda Roberto
Jefferson e José Dirceu de Oliveira e Silva,
ex-comissário palaciano. Acontece que, prevendo tal situação,
José Dirceu, também conhecido como Pedro Caroço,
está capitaneando uma moção popular para,
mais logo em 2007, recuperar seus direitos políticos.
Ou seja, mais um tapa na cara da sociedade brasileira.
Já
era tarde
No último esforço
concentrado antes das eleições de outubro, a Câmara
aprovou ontem, por 383 votos a favor e quatro abstenções,
o fim do voto secreto em todas as sessões do Congresso.
A nova forma de votação valerá para as
eleições da Mesa Diretora das duas Casas legislativas
(Câmara e Senado), cassação de mandato,
indicação de embaixadores e derrubada de veto
presidencial. O placar da votação mostrou que
os parlamentares que trabalharam para salvar os mensaleiros
agiram, naquele momento, contra a vontade popular. E o assunto
só veio à baila porque a classe política
está desprestigiada e as eleições estão
à porta. Resta saber se em dia de votação
de cassação o plenário terá quorum
para tanto.
Marcha
lenta
Ao que parece, a campanha de Geraldo Alckmin mergulhou em quase
irreversível pasmaceira. Pesquisa Datafolha, divulgada
nesta terça-feira, aponta a vitória do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva ainda no primeiro turno. Enquanto
a campanha de Geraldo Alckmin não decola, os oposicionistas
continuam blasfemando pelos corredores do Congresso. Ontem,
terça-feira, o presidente Lula voltou a ser alvo da maledicência
da oposição – que não significa que
não seja merecedor de críticas –, mas ficou
provado que ataques desbaratados não atingem a campanha
presidencial petista. O fato é que os oposicionistas
acabaram esquecendo e fazer algo importante na democracia: oposição
republicana. E agora querem consertar o erro em três semanas.
Só,
somente só Quem anda pelas ruas de Curitiba logo percebe
que o senador Flávio
Arns, que continua sonhando em conquistar o Palácio
Iguaçu, foi literalmente abandonado pelo Partido dos
Trabalhadores. Encontrar alguma propaganda política de
Flávio Arns na capital paranaense tornou-se objeto não
só de galhofa, mas de competição entre
aqueles que circulam pela cidade. Antes que algo mude nessa
história, é bom lembrar que é de autoria
do senador Flávio Arns o projeto de lei aprovado no Senado
que dá à empresa BS Colway o direito de importar
pneus velhos para vendê-los como se novos fossem. O dono
da BS Colway, Francisco Simeão, é amigo íntimo
de Luiz Inácio Lula da Silva, a quem já emprestou
seu jato executivo, durante a campanha de 2002. No âmbito
da política estadual, Chico Simeão tem aparecido
em Brasília sempre na companhia de Maurício Requião,
filho do governador paranaense.
Calou
por quê?
Logo após a invasão da Câmara, em 6 de junho
passado, o presidente da Casa, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP),
que durante horas foi pressionado pelo Palácio do Planalto,
que queria ver o assunto amainado, disse, para quem quisesse
ouvir, que cobraria dos baderneiros os prejuízos. Passados
exatos três meses, as portas de vidro na entrada do anexo
II da Câmara ainda não foram substituídas.
No local, desde aquela terça-feira vermelha, existem
tapumes pintados de cinza. Com a palavra, o deputado Aldo Rebelo.
O
tal do poder
Todos são iguais perante a lei, certo? Errado. Se depender
do apresentador de televisão e candidato a deputado federal
Clodovil Hernandez, alguns estão acima da maioria. Ontem,
por volta das onze da manhã, no aeroporto de Congonhas,
em São Paulo, Clodovil tentava embarca para Belo Horizonte
sem os documentos originais. Abusando da enfadonha tese do “você
sabe com quem está falando”, Hernandez ameaçou
processar a companhia aérea, caso não seguisse
viagem. De acordo com a lei, embarcar com fotocópias
dos documentos é proibido, situação que
piora quando a cópia está em tamanho reduzidíssimo.
Ou seja, aquele discurso de Clodovil Hernandez, de que com sua
eleição Brasília jamais será a mesma,
é bazofia. (Foto: arquivo "O Estado
de São Paulo")
Face
lenhosa Considerando
que, ao arrepio da lei, o estilista-apresentador acabou embarcando
para a capital mineira, o editor da coluna, que acompanhou todo
o imbróglio, resolveu questionar as autoridades do aeroporto
sobre o ocorrido. Na Agência Nacional de Aviação
Civil, a Anac, a informação obtida foi que é
terminantemente proibido o embarque dos passageiros que não
apresentem pelo menos um documento original. Já o delegado
federal Antonio Decaro Júnior, responsável pela
PF no aeroporto de Congonhas, disse ao editor da coluna que
o ocorrido foi uma deslavada transgressão da lei, e que
Clodovil Hernandez não poderia ter embarcado. Mas como
o estilista-apresentador já se sente autoridade, nem
todos são iguais neste país. Ao lado de Hernandez,
um passageiro vindo de Santos, no litoral paulista, não
conseguiu embarcar pelo mesmo motivo, sendo obrigado a retornar
à sua cidade para buscar os documentos originais. Por
isso, meu caro leitor, mudar o Brasil só mesmo nas urnas,
pois de empulhação basta o que aí está.
Quem
pode... Ainda
o aeroporto de Congonhas... O delegado Decaro Júnior,
que trata os usuários do aeroporto paulistano com muita
fidalguia, tem sido rígido na aplicação
da lei, independentemente de quem seja o passageiro. A explicação
para o embarque ilegal foi que Clodovil Hernandez era uma figura
pública e conhecida. Ora, fosse assim, Luis Fernando
da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, se em liberdade estivesse,
poderia cruzar o país sem documento original algum. Há
dias, no mesmo aeroporto, um parlamentar paulista se recusou
a colocar sua bagagem de mão na máquina de raio-X.
Chamado para solucionar o problema, Antonio Decaro júnior
passou uma descompostura no parlamentar. Ou seja, um não
é melhor do que outro.
Fingindo
de morto
Depois do escândalo dos dólares na cueca, o Partido
dos Trabalhadores guindou o assunto para a prateleira do esquecimento.
Acontece que o imbróglio petista é alvo de inquérito
na Polícia Federal, que tem a origem da dinheirama ilegal
como objeto de investigação. Os R$ 200 mil e os
US$ 100 mil, que continuam apreendidos, não foram reclamados
pelo deputado estadual José Nobre Guimarães (PT-CE)
– é irmão de José Genoíno
– que até então não provou a procedência
do numerário. Mesmo assim, José Nobre Guimarães
deve se reeleger no Ceará. Ou seja, cada povo tem o governante
que merece.
Alfinetada
democrática
Pensando bem, depois de tanta costura torta, a única
coisa que o Brasil não precisa é de um costureiro
com poder.
Cara
de intelectual (06/09/05)
- Tão logo chegou à Presidência da República,
Lula chamou a Brasília, sob as expensas do erário,
o óptico Miguel Giannini, que se incumbiu de escolher
a armação que mais se adequava ao rosto presidencial.
Trinta e dois meses depois e algumas crises pelo caminho, foi
possível perceber que Lula faz uso dos caros óculos
que adquiriu todas as vezes que precisa de um argumento extra
para convencer sua contumaz platéia. Ontem, na abertura
da 39ª Convenção Nacional de Supermercados,
em São Paulo, o presidente Lula abusou do “tira-e-põe”
dos óculos. Na verdade, os óculos presidenciais
têm servido como um escudo para proteger as mentiras que
Lula traz nos olhos.