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CASOS
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SENAC SÃO PAULO
Azeite
- O autor, Luciano Percussi, um
expert em gastronomia e enólogo renomado, traz em
Azeite-História, Produtores e Receitas, da Editora
Senac São Paulo, além de receitas
culinárias com azeite, um roteiro para degustá-lo,
apresenta sua história na Europa e compila as descobertas
da ciência sobre suas qualidades medicinais, cosméticas
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Nêumanne Pinto
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Carol Wilke
i
Pagando
caro
Se Luiz Inácio da Silva, o presidente Lula, está
com a reeleição praticamente garantida, a responsabilidade
por mais um mandato petista é da oposição
e do PMDB governista. Os partidos de oposição
– PSDB e PFL – foram incompetentes ao enfrentar
politicamente o governo, deixando de lado a oposição
republicana para fazer politicagem de fundo de quintal. Já
o PMDB governista – José Sarney e Renan Calheiros
– é responsável pela estabilidade de Lula
nas pesquisas eleitorais. Tivesse o PMDB permitido a candidatura
de Anthony Garotinho, a história política do barbudinho
mais famoso da Botocundia seria outra. Fosse candidato ao Palácio
do Planalto, Garotinho teria, no mínimo, 18% de intenção
de votos. Resumindo, o brasileiro pode ir se acostumando com
a idéia de ter o PMDB mandando e desmandando.
Fim
de linha
“O momento é estarrecedor. Se filmarem
Lula com máscara, invadindo
um banco para roubá-lo, vão dizer que ele queria
roubar para dar aos pobres”. Com esta frase o senador
Pedro Simon (PMDB-RS), há muito decepcionado
com a vida pública, classificou o momento político
que o Brasil enfrenta. Crítico do presidente Lula, Pedro
Simon alertou para um período de agruras caso o candidato
petista seja reeleito. Peemedebista histórico, Simon
alertou para o perigo das negociações entre o
Palácio do Planalto e o PMDB governista. “Lula
e seus auxiliares continuam negociando no PMDB com José
Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e Jader Barbalho.
E isso leva a crer que Lula terá um futuro problemático,
com uma base igualmente fisiológica”, disse Simon.
Resumindo, o último a sair que apague a luz. (Foto:
Célio Azevedo)
Bangalô
do Rei Kião II
A dona do nababesco apartamento em Miami Beach, anunciado
nesta
coluna, é Ana Helena Mothe Duarte, mulher de Eduardo
Requião, superintendente do porto paranaense
de Paranaguá e irmão do governador Roberto Requião.
O imóvel, localizado em South Beach, a parte mais badalada
e cara de Miami Beach, está a poucos metros do mar, o
que é um verdadeiro delírio visual para quem,
via de regra, se estafa com o trafego de navios em um dos mais
importantes portos brasileiros. No condomínio The Courts
at South Beach, privilégio para poucos e muito bons,
o mais barato dos apartamentos custa a bagatela de US$ 500 mil.
Já o mais caro, perto de US$ 1,5 milhão. (Foto:www.mutua.com.br)
Gente
fina é outra coisa
Em estilo mediterrâneo e exibindo uma mescla de cores
da moda, o The Courts at South Beach é
um luxuoso condomínio que abriga apartamentos dos mais
variados tamanhos – um, dois e três dormitórios
– sendo que todos os proprietários e convivas desfrutam
de uma área de lazer com direito a piscina rodeada de
coqueiros, academia de ginástica recheada com os mais
modernos equipamentos e outros milionários mimos que
um reles e mortal eleitor sequer conhece. Por isso, meu caro
leitor do Paraná, só as urnas eleitorais de outubro
é que podem impedir a continuidade de tamanho descalabro.
Engordando
o cofrinho
Ainda o Paraná dos Requião... Considerando que
o Palácio Iguaçu, sede do governo
do Paraná, foi transformado em ambiente estritamente
familiar, afinal são vinte e seis parentes vivendo às
custas do erário paranaense, Requião e seus familiares-asseclas
faturaram por baixo, desde janeiro de 2002 até agora,
perto de R$ 7 milhões em salários e benefícios.
Descontente com o montante amealhado até então,
a turma do governador que ficar mais quatro anos no poder, ou
seja, espera embolsar outros R$ 7 milhões. Enfim...
Ira
eletrônica
As páginas eletrônicas do Partido dos Trabalhadores
foram novamente invadidas. A invasão, que ocorreu na
manhã do último domingo, deixou os sites do partido
fora do ar no dia de ontem. Os hackers, que desta vez deixaram
uma mensagem acusando os petistas de corruptos, dedicaram o
feito a uma mulher de nome Andressa. No ataque anterior, os
piratas cibernéticos sobrepuseram à página
principal do site do PT uma mensagem alusiva ao candidato tucano
Geraldo Alckmin. É fato que as urnas não têm
o poder de punição, mas a democracia não
pode ser exercitada desta maneira. Agir assim é retroceder
no tempo e repetir um discurso ultrapassado e enfadonho.
Maior
abandonado
Os escândalos de corrupção
ainda consomem a vida pública de muitos
candidatos do PT. O ex-tucano e agora petista Delcídio
Amaral tem sofrido muito na sua tentativa de conquistar
o governo do Mato Grosso do Sul. Abandonado pelo partido, especialmente
porque o resultado da CPI dos Correios não agradou ao
PT, Delcídio, que em Mato Grosso do Sul enfrenta o incontestável
favoritismo do peemedebista André Pucinelli, tem implorado
apoio ao presidente Lula. Ocupado com suas andanças eleitoreiras
pelo Brasil, Lula tem feito ouvidos moucos. Até porque,
pouco adiantaria uma ajuda presidencial a esta altura do jogo,
considerando que um dossiê sobre Delcídio Amaral
circula no estado.
Deixando
de lado
O Partido dos Trabalhadores vive momento de explícito
descrédito junto ao eleitor paranaense. Na terra das
araucárias, alguns candidatos do PT
têm evitado qualquer tipo de vinculação
com o partido, especialmente por conta dos recentes escândalos
de corrupção. Ex-diretora financeira do capítulo
brasileiro da usina de Itaipu e candidata ao Senado, Gleisi
Hoffmann está utilizando em seu material de
campanha uma estrela muito apagada e singela, diferente daquela
que o eleitor está acostumado a ver como símbolo
do PT. É verdade que o interesse pela comunicação
visual minimalista tem crescido nas campanhas eleitorais, mas
usar uma estrelinha chocha é temer o passado recente.
No contraponto, o deputado Dr. Rosinha, também do PT
paranaense, vem utilizando em sua campanha, sem acanhamento,
a original estrela petista. Resumindo, se for para morrer politicamente,
que seja abraçado ao PT. (Foto: arquivo
Itaipu)
De
olho no futuro Ciente de que sua corrida ao Senado não
vai render bons frutos, Gleisi Hoffmann – é também
conhecida como senhora Paulo Bernardo – está de
olho em 2008, quando acontecem as eleições municipais.
Tendo Londrina como base eleitoral, a ex-diretora de Itaipu
está de olho na prefeitura de Curitiba, o que pode causar
uma revolução interna no PT. Na verdade, Gleisi
Hoffmann precisa lançar seus projetos políticos
além das fronteiras de Londrina, pois o fiasco administrativo
de Nedson Michelleti não é qualquer um que encara.
Por outro lado, é preciso lembrar que em depoimento à
CPI dos Bingos, a ex-caixa 2 do PT, Soraya Garcia, chamou Paulo
Bernardo de “ladrão de Mato Grosso do Sul”.
Coisa
feia
Deputado federal e candidato à reeleição,
o sementeiro Odílio Balbinotti (PMDB-PR) sofreu um revés
na sua campanha. O Supremo Tribunal Federal determinou a abertura
de inquérito para investigar denúncias de falsidade
ideológica e falsificação de documentos
por parte do parlamentar. De acordo com o processo, Balbinotti
teria se beneficiado do chamado crédito agrícola
– os juros são de 8,5% ao ano – dinheiro
que teria sido tomado por parentes e funcionários. O
prazo dado pelo STF para a conclusão das investigações
é de no máximo sessenta dias.
Confusão
pela frente
Afastado da televisão pelo empresário Silvio Santos,
o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, tem dedicado boa parte
do tempo à campanha política de seu filho, Ratinho
Jr, que tenta uma vaga na Câmara Federal. No último
sábado, em claro desrespeito à legislação
eleitoral, Ratinho, o pai, participou de um show da cantora
Ivete Sangalo, em Maringá, evento patrocinado por emissoras
de rádio do próprio apresentador do SBT. Em dado
momento, a cantora baiana chamou Ratinho no palco e disparou:
“o filho dele é candidato a deputado federal”.
E mais: como se não bastasse o ocorrido no último
sábado, Ratinho participou, no dia seguinte, de uma carreata
para turbinar a candidatura do filho, Ratinho Jr. Se o Tribunal
Superior Eleitoral tiver disposição, a candidatura
de Ratinho, o Júnior, já era.
Jambo
e Ruivão Ejetados
da vida política por conta dos recentes imbróglios
de
corrupção, Pedro Corrêa,
cassado por envolvimento com o escândalo do mensalão,
e José Janene, que deve ser cassado logo após
as eleições, continuam operando nos bastidores
como se nada tivesse ocorrido. Integrantes do Partido Progressista,
o mesmo de Paulo Maluf, Corrêa e Janene escolheram alguém
de confiança (sic) para funcionar como braço avançado
da dupla. Trata-se do deputado João Pizzolatti (PP-SC),
que nos últimos tempos não tem perdoado nem mesmo
os índios. Não faz muito tempo, Pizzolatti visitou
uma reserva ambiental de Santa Catarina, onde, segundo parlamentares
do PP catarinense, fez negócio com os nativos. Ou seja,
para João Pizzolatti todo dia é dia de índio.
Direitos
iguais Amargando
um distante segundo lugar nas pesquisas eleitorais paulistas,
o candidato e senador Aloízio Mercadante, que ainda sonha
em ocupar Palácio dos Bandeirantes, rebateu com veemência
os resultados da última pesquisa Ibope, que aponta o
tucano José Serra como virtual vencedor da eleição
majoritária de outubro próximo. Com 18% de intenção
de voto, contra 54% de José Serra, Mercadante disse que
“salto alto não ganha eleição”.
O senador petista tem razão, pois a história já
mostrou ser verdadeira tal tese, sendo que FHC pode muito bem
explicar o assunto. Só falta Mercadante explicar o que
pensa ao presidente Lula. Até porque, o pau que bate
em Chico, bate em Francisco.
Óleo
de peroba
Em São Paulo, PSDB e PFL têm abusado da ironia
em seus programas eleitorais. No afã de condenar a corrupção
que, advinda do Palácio do Planalto, tomou conta do país,
os dois partidos, coligados na atual disputa eleitoral, assinam
seu programas políticos com a frase “chega de bandalheira”.
Ora, tal rompante de probidade só se justifica no caso
de o eleitor já ter esquecido o escândalo do painel
do Senado, dos grampos ilegais patrocinados pelo babalorixá
da política baiana, ACM, e do folclórico Ricardo
Sérgio de Oliveira. Essa tal de memória curta...
Cara
de paisagem
Pensando bem, no porto de Paranaguá nem todo mundo fica
a ver navios.
Calou
por quê? (05/09/05)
- O comprometimento do deputado Severino Cavalcanti com o governo
do presidente Lula e a corrupção palaciana está
cada vez mais escancarado e vergonhoso. O deputado Luiz Carlos
Hauly (PSDB-PR) protocolou na Casa legislativa, sob o número
3130/2005, requerimento para que Severino Cavalcanti esclareça
o contrato de publicidade entre a Câmara dos Deputados
e a agência SMP&B, do publicitário Marcos Valério,
firmado por seu antecessor, deputado João Paulo Cunha
(PT-SP). Na lista de cassação apresentada pelo
relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR),
o parlamentar petista tem agido nos bastidores para impedir
que os documentos se tornem públicos. Em outras palavras,
Severino Cavalcanti e João Paulo Cunha têm freqüentado
o mesmo curso de mágicas lamacentas.